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23 de fev. de 2011

Navegando na web anônimamente

A navegação privada ou modo anônimo não guarda o histórico da navegação, esta é uma forma de navegar na internet que mantém sua privacidade parcialmente intacta, útil para utilizar em computador de terceiros ou no trabalho por exemplo, quando precisamos ser mais discretos.
Os navegadores atuais, Firefox, Opera, Chrome, Safari, Internet Explorer possuem esse recurso sem a instalação de extensões. Desse modo e possível navegar sem deixar rastros!
O modo de navegação anônimo ou privado não é completamente confiável devido aos interesse econômicos das empresas que desenvolvem os navegadores, sites, etc. Uma delas é fato do navegador não bloquear propagandas "sob medida", aquelas que vão de acordo com o local e idioma do usuário, não se esqueça que a gigante de buscas, Google, vive exatamente de propagandas, então o anônimado total não é interessante para ela, para os sites que vivem de adsense, adwords, etc.

Vejamos os métodos nos principais navegadores.

Firefox

Abra o Firefox. Clique no menu Ferramentas - Iniciar navegação privativa ou combine as teclas Ctrl+Shift+P. Confirme a forma de navegação.

É possível abrir o Firefox já com este recurso ativado. Digite about:config na barra de endereço e pressione enter. Clique em "Serei cuidadoso, prometo". Procure pela chave browser.privatebrowsing.autostart utilizando o campo de pesquisa. Mude o seu valor para true dando um duplo clique sobre a chave. Reinicie o navegador.

Opera

Abra o Opera e vá em Menu - Guais e janelas - Nova guia privada ou Nova janela privada. Pelo teclado, pode combinar as teclas Ctrl+Shift+N. Se abrirá uma nova janela com os dizeres "A navegação privada está habilitada nesta guia".

Google Chrome

Abra o Google Chrome e clique no Ferramentas (chave inglesa) - Nova janela anônima ou combine as teclas Shift+Ctrl+N.
Também é possível iniciar o navegador google chrome já com o recurso ativado. Basta clicar com o botão direito sobre o ícone do Google Chrome, Linux ou Windows, e vá em Propriedades. Vai abrir uma nova janela. No campo Destino (Windows), no linux (Ubuntu) é no campo comando, veja que há o comando que chama o navegador, no final dele insira --incognito.
Usuários de outras distribuíções Linux também pode abrir o navegador em modo privado pelo Terminal digitando google-chrome --incognito.
Feito isso, clique em Ok. Depois, abra o navegador Google Chrome normalmente e você verá que está com o modo anônimo ativado. Para comprovar observe o espião ao lado da primeira aba.


Internet Explorer

Abra o IE e clique no menu Ferramentas - Navegação InPrivate ou combine as teclas Ctrl+Shift+P. Abrirá uma nova janela do navegador com os dizeres "O InPrivate está ativado".


 Safari

Abra o Safari. Clique em Ferramentas (engrenagem) - Private browsing ou Navegação privada.

A navegação privada pode ser muito útil e nos dar uma sensação agradável de anonimato, de estar falsamente 100% anônimo na web, você vai a nível local, no computador que estará usando realmente não deixar rastros, porém é necessário saber que,

Não será possível:

  • Impedir que sites coletem ou compartilhem informações ao seu respeito, o google é mais poderoso do que você imagina e existem scripts poderosos;
  • Impedir a vigilância sobre seus hábitos, novamente os scripts poderosos;
  • Impedir do seu provedor de internet saber onde você está navegando, óbviamente, afinal você fez login na internet atraves dele e além disso o endereço físico "mac address" da sua placa de rede está devidamente registrado, ou seja, eles sabem TUDO que você faz.
Finalmente podemos com certeza escrever sem medo de errar: Não existe 100% de anonimato na Internet, pode-se dificultar, disfarçar os rastros somente.

26 de jun. de 2009

BrazilFW 3.0 - A Evolução

O BrazilFW foi basedo no antigo sistema de firewall e roteamento Coyote Linux. Se não estou enganado o projeto teve início em 2005 e continua sua caminhada com sucesso.
Atualmente está em desenvolvimento a versão 3.0 ,que continua com vários add-ons incluindo o SQUID. Várias atualizações e correções estão sendo realizadas pela competente equipe de desenvolvimento. A lista é longa, portanto o ideal é dar uma passada no site do projeto para ler com calma todos os ítens e conhecer melhor o projeto,caso queira usar é só fazer o donwload,não esqueça de participar do fórum e se possível contribuir com o projeto
Este é um projeto Brasileiro,sério e eficiente, com propósito profissional.


A powerful network security tool, easy, safe and totally free.


Esta versão já conta com tutorial em 03 idiomas ( pt-br , es, en-us).
As especificações técnicas do BrazilFW é longa mas podemos destacar alguns ítens:

Kernel 2.6.25.4
Hdparm: 8.9 (with sata support)
Madwifi: 0.9.4 (Drivers for atheros)
Mtools: 3.9.11 (support for syslinux)
Ndiswrapper: 1.52 (Windows XP drivers)
Stunnel: 4.23 (ssl support)
Wireless_tools: 0.29
Wpa_supplicant: 0.5.10 (wpa wireless)
Acesso seguro ao WebAdmin pelo protocolo SSL
Servidor Bind (DNS Server)
Squid-3.0.STABLE15
QOS
Sub-Redes
Load Balance (balanceamento de carga) integrado.
-Com qualquer tipo de Conexão (STATIC, PPPOE, DHCP e edge)
DHCP Server para rede e Sub-Redes
GSM
Novo Cálculo do conntrack automático:
-Com o novo cálculo, agora são possíveis 1.652 conexões aproximadamente por MB de memória RAM instalada.
Suporte a wireless em modo cliente
Email com suporte a ssl (gmail)
Amarração IP X MAC
DansGuardian - Ideal para uso em Redes Empresariais
WebAlizer para uso em Provedores

E por aí vai a lista,como mencionei,bem mais longa que esta acima e muito interessante. Não se esqueça que,apesar das boas notícias, esta ainda é uma versão em desenvolvimento.

O mínimo para se rodar o BFW 3.0 é um Pentium 233 MHZ com 128 MB de memória RAM (sem vídeo on-board,com vídeo on-board precisa de mais), mas recomenda-se pelo menos um "Pentium III 500 MHZ" com 256 MB de memória RAM.

Abaixo os links do projeto:

http://www.brazilfw.net.br

http://sourceforge.net/projects/brazilfw/

Tutorial da Versão 3.0 do BrazilFW

Dica do daniel.uramg postada no fórum:
Hospedando site no BFW com webmail grátis e sem propaganda

20 de jun. de 2009

Gumblar: “comprometimento massivo”, que deve ser levado a sério!

Fique bastante atento para a falsa sensação de segurança que normalmente sentimos quando estamos navegando na web calmamente...a grande rede tornou-se fortemente vulnerável e um pântano onde você pode se afundar,tornar-se um zumbi e o pior de tudo; Sem sequer suspeitar disso!

Malwares que adicionam códigos maliciosos construidos em javascript nas páginas de diversos sites espalhados pela grande rede,exploitando as aplicações e tornando tudo uma mar de pragas virtuais que não são detectadas facilmente.

Acesse o link abaixo e leia o artigo,muito útil.

Gumblar: “comprometimento massivo”, que deve ser levado a sério!

Outro do mesmo site:

Onda de malwares infesta 30.000 websites!

5 de jun. de 2009

Um pouco sobre permissões no Linux

O método de permissão de acesso no GNU/Linux visa proteger os arquivos do uso indevido por pessoas ou programas não autorizados. Temos que ter em mente o ambiente corporativo para compreender a necessidade das permissões, onde uma grande quantidade de pessoas estão acessando a rede, interna e externa, e os arquivos nela contidos e estes, sem as permissões adequadas, podem ser alterados ou excluídos e o que você está fazendo ou guardando, documentos sigilosos da empresa, projetos específicos de um departamento, etc, por exemplo, ficariam expostos. Portanto não devemos pensar apenas em nosso desktop de casa, que mesmo assim deve ser mantido em segurança porque normalmente está participando numa rede muito mais perigosa, a internet

O sistema GNU/Linux é multiusuário e multitarefa,significando isso que muitas pessoas podem acessar e trabalhar no mesmo computador simultaneamente. Esta facilidade revela a necessidade de um mecanismo de controle que permita aos usuários compartilhar e proteger arquivos quando necessário. A ferramenta adequada que se desenvolveu no ambiente Linux para isso são as permissões embutidas no sistema de arquivos .

Entender o sistema de permissão do GNU/linux não é muito simples, mas com um pouco de paciência e atenção compreende-se facilmente. Então vamos lá.

Basicamente, o método de permissões GNU/Linux determina que cada arquivo no sistema pertence a um usuário relacionado a um grupo e cada arquivo tem um conjunto de nove caracteres que controlam o acesso de leitura,escrita,execução. A coisa não para por aí,tem mais caracteres que poderíamos chamar de chaves lógicas,mas ficam pra outro artigo porque o assunto é um tanto complexo para ser abordado por completo num artigo deste tipo.

As permissões dos arquivos são especificadas por Dono, Grupo, Outros.

Dono > A pesssoa que criou o arquivo e que é o proprietário. O Dono tem permissão para alterar como quiser o arquivo,inclusive as permissões. É o mesmo usuário que entrou no sistema. Somente se aplicam ao dono do arquivo as permissões de acesso. A identificação do dono também é chamada de user id (UID). Digite no terminal/konsole o comando id e você terá a ID do usuário e o do grupo,o comando id sozinho retorna o usuário atual. Para saber mais sobre o comando id digite man id no terminal/konsole e veja as opções.
A identificação de usuário e o nome do grupo que pertence são armazenadas respectivamente nos arquivos /etc/passwd e /etc/group. Estes são arquivos textos comuns e podem ser editados em qualquer editor de texto, mas tenha cuidado.

Grupo > O recurso de grupo foi criado pela necessidade de permitir que vários usuários diferentes tivessem acesso a um mesmo arquivo, e não somente o dono do arquivo,isto é muito útil particularmente em ambiente de produção,corporativo e também na sua rede doméstica. Simplificando,diferentes arquivos de diferentes donos podem fazer parte de um mesmo grupo e cada usuário pode fazer parte de vários grupos,mas um arquivo somente pode fazer parte de um grupo por vez. A função central dos grupos é proporcionar um ambiente colaborativo.

Outros > Este tipo de usuário não é o dono do arquivo não é membro do grupo relacionado ao arquivo.

Os arquivos em um sistema Linux possuem trê chaves de permissões para cada atributo citado acima ( Dono ,Grupo ,Outros) fazendo um total de nove chaves, as permissões são definidas com um número gerado a partir de um número binário com equivalente em decimal, sendo na verdade uma notação octal, e ainda uma representação simbólica através de letras do alfabeto .

Forma simbólica:

r - Permissão de leitura (read)
w - Permissão de escrita (write)
x - Permissão de execução (execution)

Ex: rwx rwx rwx
Ex: rw- rw- rw-
Ex: rwx --- ---

Forma Binária:

Ex: 111 111 111
Ex: 110 110 110
Ex: 111 000 000

Forma Octal:

Ex: 7 7 7
Ex: 666
Ex: 700

Outro detalhe importante é que antes das permissões propriamente ditas ainda existe um caracter que identifica o tipo de arquivo, totalizando então dez caracteres e não apenas nove.
O sistema Linux representa tudo como arquivo, daí a necessidade de se dividir os arquivos em tipos específicos. Temos então os sete tipos de arquivos existentes no Linux. O primeiro caracter sempre vai identificar o tipo de arquivo.
São eles:

  • - arquivos comuns ( textos,dados,binários)
  • d Diretórios ( As pastas que contém outros arquivos)
  • c Dispositivos de caracteres (arquivos que representam dispositivos físicos -hardware- que podem ser acessados seqüencialmente, como portas paralelas e/ou seriais. Na verdade, são uma subdivisão dos device files -arquivos de dispositivos)
  • b Dispositivos de bloco (arquivos que representam dispositivos físicos que podem ser acessados em blocos de bytes, como o HD. Assim como os arquivos do tipo caractere, são uma subdivisão dos arquivos de dispositivos)
  • s Sockets (arquivos utilizados para comunicação entre processos)
  • l Links (arquivos que fazem referência a outros arquivos dentro do sistema de arquivos. São subdivididos em hard (diretos) e soft (simbólicos) links)
  • p Pipes (arquivos utilizados para a comunicação entre processos)
Em um terminal/konsole digite o comando abaixo para ter uma idéia de como fica a coisa na tela:
colossos@ub904jj:~/Desktop$
drwxr-xr-x 3 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 .
drwxr-xr-x 126 colossos colossos 4096 2009-06-16 15:49 ..
drwxr-xr-x 3 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 C
-rw-r--r-- 1 colossos colossos 36617 2009-04-24 14:59 machine-update

Observe que a letra de em drwxr-xr-x 2 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 C nos mostra que é um diretório, depois vem as permissões,o 3 é a quantidade de arquivos dentro do diretório, o 4096 é o tamanho em bytes,data e hora de criação a alteração, por último o nome do arquivo.
O arquivo seguinte inicia com um - ,que mostar ser um arquivo comum. Então conformo arquivo muda outra letra será encontrada conforme as explicações acima

Para manipular as permissões em um sistema Linux geralmente usamos o terminal/konsole, pode ser feito pela interface gráfica mas isso complica mais do que ajuda. Então usaremos alguns comandos simples e fáceis de guardar. Antes porém é bom esclarecer que normalmente nos tutoriais disponíveis pela web ou em fóruns geralmente a notação usada para alterar as permissões será octal, por ser mais flexível. Com ela é possível especificar diretamente a permissão do Dono, Grupo, Outros ao invés de gerenciar as permissões de cada um separadamente. Para simplificar usaremos uma tabela .

1 = Permissão de execução (x)
2 = Permissão de escrita (w)
4 = Permissão de leitura (r)

E o restante dos números (0,3,5,6,7),afinal a notação é octal, ou seja um conjunto de oito números,de 1 até 8? É simples,basta somar.

Apenas permissão de execução use 1
Apenas permissão de escrita use 2
Apenas permissão de leitura use 4
Apenas permissão de execução/escrita, use 3 (equivale a 1+2 - Executar+Escrever)
Apenas permissão de leitura/execução, use 5 (equivale a 1+4 - Executar+Ler)
Apenas permissão de leitura/escrita, use 6 (equivale a 2+4 - Escrever+Ler)
Permissão de execução,escrita,leitura simultaneamente, use 7 (equivale a 1+2+4)
Nenhuma permissão, use 0 (zero)

Voltemos ao nosso exemplo do arquivo:
drwxr-xr-x 2 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 C

É um diretório (letra d no início) o Dono tem permissão de leitura,escrita,execução sendo 4+2+1= 7 em octal, o Grupo tem permissão de leitura e execução(neste caso,executar é acessar o arquivo) sendo 4+1= 5 em octal, os Outros tem permissão de leitura e execução sendo também 4+1= 5 em octal. A notação completa em octal é 755.

O outro arquivo:
-rw-r--r-- 1 colossos colossos 36617 2009-04-24 14:59 machine-update

É um arquivo comum ( - no início) o Dono tem permissão de leitura e escrita 4+2= 6, o Grupo tem apenas permissão de leitura 4, os Outros tem igualmente apenas permissão de leitura 4. Em octal fica 644.

Com os exemplos ficou mais fácil entender certo? Basta memorizar o que significa 1,2,4 apenas , o restante é aritmética simples. Agora sim vamos alterar as permissões com os tais comandos simples. O primeiro deles é o:

chmod : Altera as permissões de acesso a arquivos e diretórios. Não altera as permissões de links simbólicos, mas as permissões dos arquivos que ele aponta. Sintaxe:

chmod [opções]

  • Opção Descrição
  • -c Exibe informações sobre os arquivos alterados.
  • -f Não imprime mensagens de erro.
  • -R Recursivo. Altera o modo de acesso de todos os arquivos e sub-diretórios abaixo do especificado.
  • -v Descreve, detalhadamente, as alterações de atributos.
O pode ser simbólico ou absoluto.

Modo simbólico:
lista de expressões com a sintaxe , separadas por vírgula.


u Usuário
g Grupo
o Outros
a Todos (all).


+ Adiciona permissões às existentes.
- Retira a permissão das existentes.
= Altera as permissões do arquivo para as especificadas.


r Permissão para leitura.
w Permissão para escrita.
x Permissão para execução.

Modo absoluto:
Definido com a sintaxe , onde o é opcional - se omitido, assume o valor 0 (zero,nenhum atributo ligado) por default. Não falarei sobre este atributo especial aqui.

0 Nenhuma permissão.
1 Permissão para execução.
2 Permissão para escrita.
3 Permissão para escrita e execução.
4 Permissão para leitura.
5 Permissão para leitura e execução.
6 Permissão para leitura e escrita.
7 Permissão para leitura, execução e escrita.

Exemplos:

$ chmod u+x arquivo.txt
Adiciona permissão de execução pelo dono ao arquivo

Exemplo de modo simbólico
$ chmod u+wx,g-w,o=r arquivo.txt
Adiciona permissão de escrita e execução para o dono, retira permissão de escrita para o grupo e, para os outros usuários permite apenas leitura

Exemplos do modo absoluto
$ chmod 750 script.sh
Permissão de leitura, escrita e execução para o dono, leitura e execução para o grupo e nenhuma permissão aos outros usuários.

$ chmod 744 script.sh
Permissão de leitura,escrita e execução para o dono,e apenas leitura para o grupo e os outros

Outro comando utilizado é o chown.

chown
: Muda o dono de um arquivo e o grupo de arquivos. Sintaxe:

chown [opções]

Opção Descrição
-c Exibe informações sobre os arquivos modificados.
-f Não imprime mensagens de erro.
-h Afeta os links simbólicos e não os arquivos referidos por ele
-R Recursivo. Muda o grupo de todos os arquivos e sub-diretórios abaixo do especificado.
-v Descreve, detalhadamente, as alterações de atributos.

Exemplos

$ chown fulano arquivo.txt

Altera o dono do arquivo.

$ chown fulano.developer arquivo.txt

Altera o dono e o grupo do arquivo.

O terceiro comando utilizado é o chgrp.

chgrp: Muda o grupo de um arquivo. Sintaxe

chgrp [opções]

Opção Descrição
-c Exibe informações sobre os arquivos modificados.
-f Não imprime mensagens de erro.
-h Afeta os links simbólicos e não os arquivos referidos por ele
-R Recursivo. Muda o grupo de todos os arquivos e subdiretórios abaixo do especificado.
-v Descreve, detalhadamente, as alterações de atributos.


Exemplos

$ chgrp developer web

Muda o grupo do arquivo developer para web.

A compreensão plena das permissões no sistema linux não fica somente nisso,faltou escrever sobre outros atributos como bit setuid,bit setgid,bit sticky,umask,atributo especial,mas fica pra outro artigo. Boa leitura.

Fontes consultadas:
Linux Guia Prático - Carlos Morimoto - Ed. Meridional - 2009
Comandos Linux - Roberto G. A. Veiga - Novatec - 2004
Bash - Joel Saade - Novatec - 2001
Shell Script Profissional - Aurelio M. Jargas - Novatec - 2008
Programação Shell Linux Julio Cezar Neves - Brasport - 5ª ed. 2005
FocaLinux
Viva o Linux
Wikipedia

Ubuntupedia

27 de mar. de 2009

Código-conceito malicioso capaz de se alojar na BIOS

Notícia interesante divulgada no G1 reproduzida abaixo na íntegra:

"A conferência de segurança CanSecWest, que terminou na semana passada, reuniu pesquisadores do mundo todo para demonstrar novas técnicas de segurança e invasão. Lá, dois argentinos mostraram como é possível armazenar um código malicioso permanente na BIOS (Sistema Básico de Entrada e Saída) da placa-mãe, um local antes considerado seguro contra pragas digitais.


Também no resumo de notícias dessa semana: praga digital infecta modems ADSL e roteadores; dispositivos móveis saem ilesos de competição na CanSecWest; atualização do Java corrige brechas de segurança.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e deixe-a na seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

>>>> Pesquisadores demonstram ataque que se aloja na BIOS
Dois pesquisadores argentinos da empresa de segurança Core Security Technologies demonstraram um código-conceito capaz de se alojar na BIOS (Sistema Básico de Entrada/Saída) da placa-mãe do computador. Anibal Sacco e Alfredo Ortega fizeram a apresentação durante a conferência de segurança CanSecWest, na semana passada.

Como o código é executado a partir da placa-mãe, reinstalar o sistema operacional ou mesmo reformatar o disco rígido não é suficiente para remover o programa indesejado. Os programa gerado pelos pesquisadores consegue ler e alterar arquivos presentes no disco rígido a partir da BIOS.

Especialistas conseguiram injetar um código no sistema da placa-mãe do computador, diferentemente dos vírus comuns, que se alojam apenas no disco rígido. (Foto: Divulgação)

Até hoje não se tem notícia de nenhum código malicioso capaz de usar a BIOS para infectar o sistema. Algumas pragas digitais, como o CIH (também conhecido como Chernobyl) e o MagiStr tentavam zerar o conteúdo da memória onde é armazenada a BIOS, o que fazia com que o computador não inicializasse mais. Os pesquisadores, no entanto, conseguiram inserir seu próprio código na BIOS, em vez de danificá-la.

O ataque independe do sistema operacional. Na demonstração, os pesquisadores infectaram a BIOS a partir do Windows e do OpenBSD. Eles também obtiveram sucesso na tentativa de modificar a BIOS de uma máquina virtual -- como são chamados os computadores “virtuais” que rodam em apenas um único hardware, mas com sistemas operacionais distintos. Nesse caso, a BIOS do computador físico não era afetada, mas todas as máquinas virtuais eram infectadas.

Os pesquisadores dizem ser preciso mais pesquisa para que possa ser criado um vírus “camuflado” -- ou rootkit -- que reinfecta silenciosamente o computador sem que o usuário perceba. Uma praga digital assim seria muito difícil de ser eliminada, ou mesmo detectada.

A prova da possibilidade de ataques persistentes usando a BIOS chega mais de dois anos depois de outra pesquisa que demonstrou a possibilidade de instalar pragas digitais em placas PCI, em novembro de 2006.

Mesmo depois de tanto tempo, nenhum vírus real fez uso dessa técnica para se alojar em placas PCI. O mesmo pode ser esperado desta, a não ser que códigos prontos sejam disponibilizados para facilitar a integração dessa funcionalidade nas pragas digitais.

Os pesquisadores não informaram se os chips de computação confiável (Trusted Platform Module), já incluídos em alguns computadores mais recentes, dificultam a realização do ataque ou mesmo sua identificação. Os slides usados na apresentação estão disponíveis na internet em PDF.

>>>> Praga se espalha por modems ADSL e roteadores que rodam Linux
Pesquisadores da DroneBL anunciaram esta semana a descoberta de um vírus que se espalha por modems ADSL e roteadores cujo sistema é baseado em Linux (arquitetura MIPS). Batizada de “psyb0t”, a praga tira proveito de senhas fracas configuradas nos equipamentos e em vulnerabilidades existentes em firmwares -- como é chamado o software que opera o modem -- desatualizados.

O OpenWRT é um dos sistemas afetados, mas apenas se a configuração padrão foi modificada para permitir gerenciamento fora da rede interna. (Foto: Reprodução)

A grande maioria dos modems não é afetado. Muitos equipamentos não rodam Linux, e mesmo entre os que rodam, a configuração padrão costuma não permitir o acesso remoto ao painel de administração -- necessário para que o vírus se propague. No Brasil, prestadoras de serviço ADSL costumam bloquear as conexões que o vírus necessita, o que colocaria apenas utilizadores de conexões empresariais em risco.

Para verificar se o seu modem foi afetado, basta tentar entrar no painel de administração. Se a tela de login, pelo menos, aparecer, não há infecção, pois o vírus bloqueia o acesso. Se o aparelho estiver infectado, basta realizar um “hard reset” no modem e configurá-lo de forma adequada.

A praga digital captura senhas e usuários por meio da análise do tráfego que passa pelo modem e forma uma rede zumbi, capaz de realizar ataques de negação de serviço, entre outros. O site da DroneBL está sob ataque, o que levou os pesquisadores à descoberta.

O psyb0t ataca apenas roteadores e modems que usam Linux. Computadores comuns e servidores não estão em risco.

>>>> Dispositivos móveis saem ilesos de competição
A Pwn2Own, competição de segurança realizada na conferência de segurança CanSecWest, no Canadá, colocou navegadores web e dispositivos móveis lado a lado para que especialistas em segurança pudessem demonstrar falhas ainda desconhecidas para invadi-los. Nos navegadores web, apenas o Chrome sobreviveu. Porém, todos os dispositivos móveis participantes -- BlackBerry, Android, iPhone, Symbian e Windows Mobile -- saíram ilesos.

Os navegadores Internet Explorer, Firefox e Safari foram comprometidos já no primeiro dia. Um pesquisador alemão que se identificou apenas como “Nils” conseguiu quebrar a segurança dos três navegadores. Antes dele, Charles Miller havia obtido acesso ao computador com Safari, tornando o navegador da Apple o único que foi atacado com sucesso duas vezes. O navegador Opera não participou da competição.

Os dispositivos móveis sofreram poucas tentativas de ataque, e as poucas não tiveram sucesso. Segundo a TippingPoint, cujo programa Zero Day Initiative (ZDI) patrocina o evento, a edição do ano que vem contará novamente com dispositivos móveis, porém os modelos exatos a serem usados serão divulgados com mais antecedência, para permitir que os interessados testem seus códigos antes de ir na competição, onde cada um tem apenas 30 minutos.

>>>> Nova versão do Java corrige problemas de segurança

Configurações de atualização do Java estão disponíveis no Painel de Controle. (Foto: Reprodução)

A Sun lançou o Java Runtime Environment (JRE) 6.0 Update 13 e o 5.0 Update 18 para solucionar dois problemas de segurança. A atualização do JRE é importante porque ele pode ser chamado pelo navegador web, permitindo que páginas web maliciosas sejam capazes de tirar proveito das brechas existentes no Java.

O JRE inclui um mecanismo de atualização automática. Basta aceitá-la quando aparecer o aviso sobre uma nova versão do Java, perto do relógio do Windows.

Assim termina o resumo das principais notícias desta semana. Na segunda-feira (30), a coluna volta para falar sobre os vírus que, como essa nova pesquisa dos pesquisadores argentinos, expandiram o conceito de “código malicioso”. Bom fim de semana a todos!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca. "

28 de fev. de 2009

Praga remove BankerFix e outros softwares de segurança

Notícia muito importante divulgada no site linhadefensiva.org sobre o software de segurança BankerFix,reproduzo abaixo na íntegra

"Ferramenta da Linha Defensiva é alvo de cavalo de troia brasileiro. Softwares antivírus, firewalls e plugins de banco também são removidos

Fabio Assolini | 30/01/2009 - 23h53

O grupo de análises da Linha Defensiva ARIS-LD obteve acesso a uma praga brasileira desenvolvida especialmente para remover os softwares de segurança instalados no computador da vítima. A ferramenta de remoção de trojans brasileiros BankerFix, da Linha Defensiva, está entre as removidas pela praga.

O BankerFix foi criado pela Linha Defensiva em julho de 2006 e tem a função de remover ladrões de senhas bancárias de origem brasileira. Sua versão 2.0 foi baixada mais de 2,1 milhões de vezes. A versão atual, 3.0, está próxima de meio milhão de downloads. A base de dados da ferramenta é mantida com a contribuição dos internautas que enviam e-mails suspeitos e links de pragas brasileiras.

Além do BankerFix, a praga é programada para remover os softwares de segurança mais usados no Brasil, entre eles os antivirus AVG, Avast, NOD32, Norton Anti-Virus, os antispywares Spybot S&D e Ad-Aware e os firewalls Sygate e Norton Internet Security. Como outros ladrões de senha já fazem, há também a tentativa de eliminar os plugins de segurança usados pelos bancos brasileiros para proteger seus clientes durante as transações via internet.

O arquivo autoconvv.RRI é o que realiza a remoção dos arquivos durante a inicialização do sistema. Depois da infecção, isso deve ocorrer na próxima vez que o computador for ligado ou reiniciado.

Reprodução/ARIS-LD


Trecho da lista de arquivos removidos; BankerFix, Norton, Sygate e NOD32 estão entre os alvos

A praga ainda tem baixa taxa de detecção dos programas antivírus. Uma análise no serviço VirusTotal mostrou que, de 39 programas antivírus, apenas 16 identificaram o cavalo de troia.

Os arquivos criados por essa praga já são removidos pelo BankerFix. Refazer o download do programa é suficiente para torná-lo novamente operante."

Fonte: http://www.linhadefensiva.org/2009/01/praga-remove-bankerfix-e-outros-softwares-de-seguranca/