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28 de out. de 2009

Ubuntu Karmic Koala - 01 Dia!

Amanhã,quarta-feira dia 29/10/2009,o mundo da tecnologia receberá mais uma versão do badalado Ubuntu GNU/Linux (é muita gente esquece do termo GNU antes do nome Linux,esta é a forma correta!),será o Ubuntu GNU/Linux 9.10,codinome Karmic Koala . Não há muito o que escrever,sinceramente, muita gente escreve,elogia,critica,etc etc. Eu simplesmente uso,desde a primeira versão e estou muitíssimo satisfeito,é meu sistema operacional padrão,totalmente funcional,seguro,produtivo, e o melhor de tudo: De graça. Eu tento colaborar mostrando o sistema para pessoas que não conhecem,reportando bugs, escrevendo tutoriais ou divulgando tutoriais de outros usuários do sistema (com os devidos créditos,óbvio),assim vou dando minha parcela de contribuíção com o Free Open Source Software - FOSS - e tentando tornar este mundo nosso de cada dia mais humanizado,mais livre e menos dependente de empresas monoplistas .
Abaixo para quem não conhece,e quer saber mais sobre o sistema e caiu de pará-quedas aqui(com traço ou sem traço? sei lá!) vai a descrição oficial do Ubuntu-BR:

O que é o Ubuntu?

Ubuntu é um sistema operacional baseado em Linux desenvolvido pela comunidade e é perfeito para notebooks, desktops e servidores. Ele contém todos os aplicativos que você precisa - um navegador web, programas de apresentação, edição de texto, planilha eletrônica, comunicador instantâneo e muito mais.

Compromisso Ubuntu

  • O Ubuntu sempre será gratuito, e não cobrará adicionais por uma "versão enterprise" ou atualizações de segurança. Nosso melhor trabalho está disponível para todos sob as mesmas condições.
  • Uma nova versão do Ubuntu é lançada periodicamente a cada seis meses. Cada nova versão possui suporte completo, incluindo atualizações de segurança pela Canonical por pelo menos 18 meses, tudo isto gratuitamente.
  • O Ubuntu possui a melhor infraestrutura de tradução e acessibilidade que a comunidade do Software Livre tem a oferecer, tornando o Ubuntu usável por tantas pessoas quanto for possível.
  • O CD do Ubuntu possui apenas Software Livre, nós encorajamos você a usar software de código aberto, melhorá-lo e distribui-lo.

Para finalizar,uma screenshot do meu desktop um dia antes da versão final ser lançada,estou usando a versão 64 bits,totalmente padrão,sem qualquer customização minha.







BlogBlogs.Com.Br

3 de jul. de 2009

Exportar ODS para PDF

Tenho utilizado o OpenOffice/Broffice já faz alguns anos,desde 2003. Não me considero usuário avançado em suíte office[bb] mas para o tipo de uso que faço no cotidiano sempre consigo resolver os percalços que se encontra ao se utilizar uma suíte de escritório. A exceção fica por conta do Base, o gestor de banco de dados do OpenOffice/BrOffice que ainda deixa muito a desejar se comparado ao Access. O restante dos aplicativos são excelentes,acredito que aos poucos o Base vai evoluir e ficar mais usável.
O objetivo deste post é dar uma dica simples mas que eu me bati dois dias para descobrir,e desta vez o google não ajudou por que as respostas eram óbvias,a ajuda nativa do aplicativo[bb] ajudou menos ainda neste caso específico,eu sempre uso a documentação nativa e é assim que resolvo minhas dúvidas,mas quando precisei exportar minhas planilhas para pdf me deparei com um problema: Os gráficos e a própria planilha ficavam cortados,ou seja,o software não estava salvando cada planilha em uma página,o mesmo acontecia com os gráficos. fiquei muito irritado .
A solução foi simples . Observe.

1 - Vá em Formatar -> Páginas

2 - Na janela que se abrir clique na aba "Página"

3 - No campo "Formato do Papel" altere a largura para o tamanho desejado,eu coloquei 52,00cm e para altura coloquei 50,00cm. Utilizei estas medidas porque foram mais adequadas para mim,você pode utilizar a medida que achar melhor. Atente que no ítem "formato" que está ,logo acima de "largura" será automaticamente[bb] alterado para "usuário",siginificando que as medidas foram definidas pelo usuário, o padrão é A4.

4 - No campo "orientação' altere para "paisagem", o padrão é "retrato" que normalmente não serve para impressão de alguns tipos de planilhas por serem estas um pouco largas demais.

Vários outros ítens estão disponíveis nas abas desta janela para formatação das páginas você pode ir experimentando e ver o que cada coisa faz.

5 - Clique em ok.

6 - Vá em Arquivo -> Exportar como PDF . Uma nova janela se abrirá

7 - Mais uma vez várias opções estão disponíveis em campos e abas. Pode-se salvar apenas uma planilha,intervalos de planilhas ou todas de uma vez. Eu usei o padrão,não alterei nada,mas cada um sabe de suas necessidades.

8 - Clique em exportar,novamente outra janela vai se abrir,a aí que você vai dar um nome e escolher o local onde deseja salvar sua planilha convertida em .pdf, tudo pronto clica em salvar.

Para mim foi uma beleza,toda a planilha organizada em PDF,uma em cada página,com gráficos arrumados e tudo mais. Fiquei empolgado e até fiz uma capa para a planilha.
Vale lembrar que esta não é uma planilha profissional, os valores lógicamente são fictícios não se espantem e relembrando o objetivo do tópico que é mostrar como fica uma planilha convertida de .ods para .pdf . Espero ir me aperfeiçoando na construção de planilhas para uso pessoal,é uma verdadeira "meditação financeira" .

Abaixo algumas imagens:


Capa




Planilha1





26 de jun. de 2009

BrazilFW 3.0 - A Evolução

O BrazilFW foi basedo no antigo sistema de firewall e roteamento Coyote Linux. Se não estou enganado o projeto teve início em 2005 e continua sua caminhada com sucesso.
Atualmente está em desenvolvimento a versão 3.0 ,que continua com vários add-ons incluindo o SQUID. Várias atualizações e correções estão sendo realizadas pela competente equipe de desenvolvimento. A lista é longa, portanto o ideal é dar uma passada no site do projeto para ler com calma todos os ítens e conhecer melhor o projeto,caso queira usar é só fazer o donwload,não esqueça de participar do fórum e se possível contribuir com o projeto
Este é um projeto Brasileiro,sério e eficiente, com propósito profissional.


A powerful network security tool, easy, safe and totally free.


Esta versão já conta com tutorial em 03 idiomas ( pt-br , es, en-us).
As especificações técnicas do BrazilFW é longa mas podemos destacar alguns ítens:

Kernel 2.6.25.4
Hdparm: 8.9 (with sata support)
Madwifi: 0.9.4 (Drivers for atheros)
Mtools: 3.9.11 (support for syslinux)
Ndiswrapper: 1.52 (Windows XP drivers)
Stunnel: 4.23 (ssl support)
Wireless_tools: 0.29
Wpa_supplicant: 0.5.10 (wpa wireless)
Acesso seguro ao WebAdmin pelo protocolo SSL
Servidor Bind (DNS Server)
Squid-3.0.STABLE15
QOS
Sub-Redes
Load Balance (balanceamento de carga) integrado.
-Com qualquer tipo de Conexão (STATIC, PPPOE, DHCP e edge)
DHCP Server para rede e Sub-Redes
GSM
Novo Cálculo do conntrack automático:
-Com o novo cálculo, agora são possíveis 1.652 conexões aproximadamente por MB de memória RAM instalada.
Suporte a wireless em modo cliente
Email com suporte a ssl (gmail)
Amarração IP X MAC
DansGuardian - Ideal para uso em Redes Empresariais
WebAlizer para uso em Provedores

E por aí vai a lista,como mencionei,bem mais longa que esta acima e muito interessante. Não se esqueça que,apesar das boas notícias, esta ainda é uma versão em desenvolvimento.

O mínimo para se rodar o BFW 3.0 é um Pentium 233 MHZ com 128 MB de memória RAM (sem vídeo on-board,com vídeo on-board precisa de mais), mas recomenda-se pelo menos um "Pentium III 500 MHZ" com 256 MB de memória RAM.

Abaixo os links do projeto:

http://www.brazilfw.net.br

http://sourceforge.net/projects/brazilfw/

Tutorial da Versão 3.0 do BrazilFW

Dica do daniel.uramg postada no fórum:
Hospedando site no BFW com webmail grátis e sem propaganda

22 de jun. de 2009

Alterar label(rótulo) das partições

Esta é uma dica simples que eu usei para mudar o Label(rótulo) das partições que tenho no meu HD. Fiz o procedimento utilizando o Ubuntu.

Eventualmente quando alteramos algumas partições no HD deletando ou criando pode acontecer de esquecermos de dar um nome,um rótulo,para a partição,na pressa de criar/alterar este é um detalhe que pode passar despercebido, então depois do trabalho feito vemos que ficou aquele nome feio dado pelo sistema,para corrigir isso e inserir um rótulo na partição desejada é que resolvi criar este post simples mas útil.

Este é um procedimento feito através do terminal(Gnome)/konsole(KDE). Atualmente

Gparted possibilita a alteração através do modo gráfico facilmente. Outra opção bastante útil,não somente para este procedimento mas vários outros é o uso do live CD do Parted Magic

Inicialmente vamos identificar qual o sistema de arquivos da partição a ser alterada,digite:

colossos@ub904jj:~$ df -h -T

ou

colossos@ub904jj:~$ mount
O problema do mout é que vem um mounte de coisas escritas :) , o df -h -T é mais limpo para este objetivo.

A saída deste comando vai ser algo próximo disto:

Sist. Arq. Tipo Tam Usad Disp Uso% Montado em
/dev/sda3 ext4 99G 60G 35G 64% /
tmpfs tmpfs 944M 0 944M 0% /lib/init/rw
varrun tmpfs 944M 316K 943M 1% /var/run
varlock tmpfs 944M 0 944M 0% /var/lock
udev tmpfs 944M 156K 943M 1% /dev
tmpfs tmpfs 944M 0 944M 0% /dev/shm
lrm tmpfs 944M 2,4M 941M 1% /lib/modules/2.6.28-11-generic/volatile
/dev/sda5 ext3 51G 16G 33G 32% /media/Debian
/dev/sda6 ext3 51G 7,6G 41G 16% /media/Lxde
/dev/sda1 fuseblk 110G 65G 45G 59% /media/NTFS
/dev/sda7 reiserfs 55G 3,9G 51G 8% /media/Slackware
/dev/sda2 ext3 99G 7,2G 87G 8% /media/Mandriva

As linhas en negrito identificam as partições que interessam,no caso acima por exemplo a linha /dev/sda7 reiserfs 55G 3,9G 51G 8% /media/Slackware , significa, Dispositivo Tipo Tamanho-total Usado Disponível Uso% Montado em . Podemos perceber então que esta partição utiliza o sistema de arquivos reiserFS,portanto o programa para alterar o label desta partição será o reiserfstune,para alterar ficaria assim no terminal,como root:

reiserfstune -l label dispositivo

Traduzindo..

reiserfstune -l o_nome_que_eu_quero dispositivo

______________________________________

Partições EXT2/EXT3/EXT4

e2label dispositivo label

______________________________________

Partições NTFS

ntfslabel dispositivo label

______________________________________

Partições Fat16/Fat32

mlabel -i dispositivo :: label

______________________________________

Estes são os principais sistemas de arquivos os mais usados,tem outros que eu nunca usei,não vi necessidade,algumas pessoas usam,são:

Partições JFS

jfs_tune -L label dispositivo

Partições XFS

xfs_admin -L label dispositivo

______________________________________


Resumindo, abaixo a lista das partições e os programas utilizados
  • Em partições ReiserFS – reiserfstune
  • Em partições EXT2/EXT3/EXT4 – e2label
  • Em partições NTFS – ntfsprogs
  • Em partições FAT16/FAT32 – mtools
  • Em partições JFS – jfs_tune
  • Em partições XFS – xfs_admin
Depois da alteração do label(rótulo) dê um reboot

19 de jun. de 2009

Plugins para Rhythmbox

O Rhythmbox não é nenhuma novidade para quem usa o Linux,principalmente Gnome como WM. Player padrão do ambiente Gnome tem uma interface fácil de usar,limpa e simples,além disso é bastante estável. Algumas pessoas podem achar simples demais,porém o que acontece é que o software cumpre o que promete,ouvir e organizar suas músicas e ser ao mesmo tempo versátil. No quesito versatilidade me surpreendi esta semana ao encontrar na web plugins extras para o Rhythmbox que não são padrão ainda,mas vale a pena porque são muito legais,eu gostei e instalei, quem quiser é só ler o tópico.
A primeira coisa a se fazer é dar uma espiada na lista de plugins da página oficial do projeto:

http://live.gnome.org/RhythmboxPlugins/ThirdParty

Lá tem nada menos do que 24 plugins que não vem instalados por padrão,mas estão disponíveis. Mas atente para o fato de que são "Third Party Plugins for Rhythmbox" (Plugins de terceiros para Rhythmbox),portanto use por sua conta e risco. Você foi avisado! Penso que vale o risco,mas cada um sabe do que é melhor pra si.

Os que mais me chamaram atenção foram:

10 Band Equalizer

10 band equalizer for Rhythmbox.

Homepage

CDDB

The FreeDB mass-tagger.

Homepage

Compressor / Expander

Simple compressor/expander for Rhythmbox.

(Ainda não entendi direito pra que serve,mas tô usando :) )

Homepage

Desktop Art

Espetacular,adorei este !!!

Na página do desenvolvedor tem um screenshot! Necessita do compiz ativado para funcionar,pode ser apenas no modo normal,padrão no ubuntu.

This plugin shows album cover art for the current playing song in Rhythmbox on the desktop.

Homepage with screenshot - mailing list

Full Screen UI

Este vai impressionar qualquer um,é elegante vai ficar muito bom naquela Tv full HD com saída HDMI para o pc,é só colocar as músicas e deixar o fullscreen,lindo. Útil numa festa ou pequenas reuniões em casa para impressionar os amigos.

Allows you to enter a full screen mode with album art, simple play list functionality and a smooth look. Good for a parties.

Homepage with screen shot + instructions

Last Rhythm

Este plugin vai mostrar as recomendações de músicas conforme o seu gosto musical,é legal porque a gente passa a descobrir outros artistas ou grupos musicais,necessário ter uma conta no Lastfm

This plugin displays recommendations related to the current track you are listening.

Homepage

Tem outros,eu por enquanto estou usando somente estes. A instalação é fácil,abra o terminal e digite:

mkdir -p $HOME/.gnome2/rhythmbox/plugins/
cd $HOME/.gnome2/rhythmbox/plugins/
svn co https://svn.usrportage.de/lastrhythm/tr unk/
(este terceiro comando deve ser digitado dentro da pasta plugins,por isso no segundo comando tem o cd antes,que é para acessar a pasta,o endereço svn muda conforme o plugin,necessário instalar o subversion,não se assuste ele é pequeno,340 kb de download e basta um apt-get install subversion para instalar)

Não tenha medo, alguns são download simples, clicar, baixar, descompactar e copiar e colar na pasta plugins, em $HOME/.gnome2/rhythmbox/plugins/, ou seja em um diretório oculto na sua home, para acessar pastas ocultas digite ctrl+h no gnome. No site de cada plugin tem as instruções de instalação, em inglês mas fácil de executar. O plugin do lastfm o desenvolvedor recomenda a instalação em /usr/lib/rhythmbox/plugins/, eu fiz diferente e instalei conforme os outros em $HOME/.gnome2/rhythmbox/plugins/, funcionou tranquilamente.

Agora uma screen com Desktop Art Rhythmbox para se ter uma pequena idéia:


Outra com o plugin last Rhythm e o plugin Full Screen UI disponível no botão na barra de ferramentas ao lado do botão gravar.


Por enquanto é isso,se eu encontrar algo diferente e interessante no mundo Linux posto aqui. Divirtam-se! Ops,já ia esquecendo...não esqueça de ir em editar >> plugins, no Rhythmbox depois de instalar os que desejar e ativar os plugins clicando na box ao lado,precisa reiniciar o Rhythmbox depois que instalar os plugins senão eles não vão aparecer na lista de plugins disponíveis.

5 de jun. de 2009

Um pouco sobre permissões no Linux

O método de permissão de acesso no GNU/Linux visa proteger os arquivos do uso indevido por pessoas ou programas não autorizados. Temos que ter em mente o ambiente corporativo para compreender a necessidade das permissões, onde uma grande quantidade de pessoas estão acessando a rede, interna e externa, e os arquivos nela contidos e estes, sem as permissões adequadas, podem ser alterados ou excluídos e o que você está fazendo ou guardando, documentos sigilosos da empresa, projetos específicos de um departamento, etc, por exemplo, ficariam expostos. Portanto não devemos pensar apenas em nosso desktop de casa, que mesmo assim deve ser mantido em segurança porque normalmente está participando numa rede muito mais perigosa, a internet

O sistema GNU/Linux é multiusuário e multitarefa,significando isso que muitas pessoas podem acessar e trabalhar no mesmo computador simultaneamente. Esta facilidade revela a necessidade de um mecanismo de controle que permita aos usuários compartilhar e proteger arquivos quando necessário. A ferramenta adequada que se desenvolveu no ambiente Linux para isso são as permissões embutidas no sistema de arquivos .

Entender o sistema de permissão do GNU/linux não é muito simples, mas com um pouco de paciência e atenção compreende-se facilmente. Então vamos lá.

Basicamente, o método de permissões GNU/Linux determina que cada arquivo no sistema pertence a um usuário relacionado a um grupo e cada arquivo tem um conjunto de nove caracteres que controlam o acesso de leitura,escrita,execução. A coisa não para por aí,tem mais caracteres que poderíamos chamar de chaves lógicas,mas ficam pra outro artigo porque o assunto é um tanto complexo para ser abordado por completo num artigo deste tipo.

As permissões dos arquivos são especificadas por Dono, Grupo, Outros.

Dono > A pesssoa que criou o arquivo e que é o proprietário. O Dono tem permissão para alterar como quiser o arquivo,inclusive as permissões. É o mesmo usuário que entrou no sistema. Somente se aplicam ao dono do arquivo as permissões de acesso. A identificação do dono também é chamada de user id (UID). Digite no terminal/konsole o comando id e você terá a ID do usuário e o do grupo,o comando id sozinho retorna o usuário atual. Para saber mais sobre o comando id digite man id no terminal/konsole e veja as opções.
A identificação de usuário e o nome do grupo que pertence são armazenadas respectivamente nos arquivos /etc/passwd e /etc/group. Estes são arquivos textos comuns e podem ser editados em qualquer editor de texto, mas tenha cuidado.

Grupo > O recurso de grupo foi criado pela necessidade de permitir que vários usuários diferentes tivessem acesso a um mesmo arquivo, e não somente o dono do arquivo,isto é muito útil particularmente em ambiente de produção,corporativo e também na sua rede doméstica. Simplificando,diferentes arquivos de diferentes donos podem fazer parte de um mesmo grupo e cada usuário pode fazer parte de vários grupos,mas um arquivo somente pode fazer parte de um grupo por vez. A função central dos grupos é proporcionar um ambiente colaborativo.

Outros > Este tipo de usuário não é o dono do arquivo não é membro do grupo relacionado ao arquivo.

Os arquivos em um sistema Linux possuem trê chaves de permissões para cada atributo citado acima ( Dono ,Grupo ,Outros) fazendo um total de nove chaves, as permissões são definidas com um número gerado a partir de um número binário com equivalente em decimal, sendo na verdade uma notação octal, e ainda uma representação simbólica através de letras do alfabeto .

Forma simbólica:

r - Permissão de leitura (read)
w - Permissão de escrita (write)
x - Permissão de execução (execution)

Ex: rwx rwx rwx
Ex: rw- rw- rw-
Ex: rwx --- ---

Forma Binária:

Ex: 111 111 111
Ex: 110 110 110
Ex: 111 000 000

Forma Octal:

Ex: 7 7 7
Ex: 666
Ex: 700

Outro detalhe importante é que antes das permissões propriamente ditas ainda existe um caracter que identifica o tipo de arquivo, totalizando então dez caracteres e não apenas nove.
O sistema Linux representa tudo como arquivo, daí a necessidade de se dividir os arquivos em tipos específicos. Temos então os sete tipos de arquivos existentes no Linux. O primeiro caracter sempre vai identificar o tipo de arquivo.
São eles:

  • - arquivos comuns ( textos,dados,binários)
  • d Diretórios ( As pastas que contém outros arquivos)
  • c Dispositivos de caracteres (arquivos que representam dispositivos físicos -hardware- que podem ser acessados seqüencialmente, como portas paralelas e/ou seriais. Na verdade, são uma subdivisão dos device files -arquivos de dispositivos)
  • b Dispositivos de bloco (arquivos que representam dispositivos físicos que podem ser acessados em blocos de bytes, como o HD. Assim como os arquivos do tipo caractere, são uma subdivisão dos arquivos de dispositivos)
  • s Sockets (arquivos utilizados para comunicação entre processos)
  • l Links (arquivos que fazem referência a outros arquivos dentro do sistema de arquivos. São subdivididos em hard (diretos) e soft (simbólicos) links)
  • p Pipes (arquivos utilizados para a comunicação entre processos)
Em um terminal/konsole digite o comando abaixo para ter uma idéia de como fica a coisa na tela:
colossos@ub904jj:~/Desktop$
drwxr-xr-x 3 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 .
drwxr-xr-x 126 colossos colossos 4096 2009-06-16 15:49 ..
drwxr-xr-x 3 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 C
-rw-r--r-- 1 colossos colossos 36617 2009-04-24 14:59 machine-update

Observe que a letra de em drwxr-xr-x 2 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 C nos mostra que é um diretório, depois vem as permissões,o 3 é a quantidade de arquivos dentro do diretório, o 4096 é o tamanho em bytes,data e hora de criação a alteração, por último o nome do arquivo.
O arquivo seguinte inicia com um - ,que mostar ser um arquivo comum. Então conformo arquivo muda outra letra será encontrada conforme as explicações acima

Para manipular as permissões em um sistema Linux geralmente usamos o terminal/konsole, pode ser feito pela interface gráfica mas isso complica mais do que ajuda. Então usaremos alguns comandos simples e fáceis de guardar. Antes porém é bom esclarecer que normalmente nos tutoriais disponíveis pela web ou em fóruns geralmente a notação usada para alterar as permissões será octal, por ser mais flexível. Com ela é possível especificar diretamente a permissão do Dono, Grupo, Outros ao invés de gerenciar as permissões de cada um separadamente. Para simplificar usaremos uma tabela .

1 = Permissão de execução (x)
2 = Permissão de escrita (w)
4 = Permissão de leitura (r)

E o restante dos números (0,3,5,6,7),afinal a notação é octal, ou seja um conjunto de oito números,de 1 até 8? É simples,basta somar.

Apenas permissão de execução use 1
Apenas permissão de escrita use 2
Apenas permissão de leitura use 4
Apenas permissão de execução/escrita, use 3 (equivale a 1+2 - Executar+Escrever)
Apenas permissão de leitura/execução, use 5 (equivale a 1+4 - Executar+Ler)
Apenas permissão de leitura/escrita, use 6 (equivale a 2+4 - Escrever+Ler)
Permissão de execução,escrita,leitura simultaneamente, use 7 (equivale a 1+2+4)
Nenhuma permissão, use 0 (zero)

Voltemos ao nosso exemplo do arquivo:
drwxr-xr-x 2 colossos colossos 4096 2009-06-16 18:50 C

É um diretório (letra d no início) o Dono tem permissão de leitura,escrita,execução sendo 4+2+1= 7 em octal, o Grupo tem permissão de leitura e execução(neste caso,executar é acessar o arquivo) sendo 4+1= 5 em octal, os Outros tem permissão de leitura e execução sendo também 4+1= 5 em octal. A notação completa em octal é 755.

O outro arquivo:
-rw-r--r-- 1 colossos colossos 36617 2009-04-24 14:59 machine-update

É um arquivo comum ( - no início) o Dono tem permissão de leitura e escrita 4+2= 6, o Grupo tem apenas permissão de leitura 4, os Outros tem igualmente apenas permissão de leitura 4. Em octal fica 644.

Com os exemplos ficou mais fácil entender certo? Basta memorizar o que significa 1,2,4 apenas , o restante é aritmética simples. Agora sim vamos alterar as permissões com os tais comandos simples. O primeiro deles é o:

chmod : Altera as permissões de acesso a arquivos e diretórios. Não altera as permissões de links simbólicos, mas as permissões dos arquivos que ele aponta. Sintaxe:

chmod [opções]

  • Opção Descrição
  • -c Exibe informações sobre os arquivos alterados.
  • -f Não imprime mensagens de erro.
  • -R Recursivo. Altera o modo de acesso de todos os arquivos e sub-diretórios abaixo do especificado.
  • -v Descreve, detalhadamente, as alterações de atributos.
O pode ser simbólico ou absoluto.

Modo simbólico:
lista de expressões com a sintaxe , separadas por vírgula.


u Usuário
g Grupo
o Outros
a Todos (all).


+ Adiciona permissões às existentes.
- Retira a permissão das existentes.
= Altera as permissões do arquivo para as especificadas.


r Permissão para leitura.
w Permissão para escrita.
x Permissão para execução.

Modo absoluto:
Definido com a sintaxe , onde o é opcional - se omitido, assume o valor 0 (zero,nenhum atributo ligado) por default. Não falarei sobre este atributo especial aqui.

0 Nenhuma permissão.
1 Permissão para execução.
2 Permissão para escrita.
3 Permissão para escrita e execução.
4 Permissão para leitura.
5 Permissão para leitura e execução.
6 Permissão para leitura e escrita.
7 Permissão para leitura, execução e escrita.

Exemplos:

$ chmod u+x arquivo.txt
Adiciona permissão de execução pelo dono ao arquivo

Exemplo de modo simbólico
$ chmod u+wx,g-w,o=r arquivo.txt
Adiciona permissão de escrita e execução para o dono, retira permissão de escrita para o grupo e, para os outros usuários permite apenas leitura

Exemplos do modo absoluto
$ chmod 750 script.sh
Permissão de leitura, escrita e execução para o dono, leitura e execução para o grupo e nenhuma permissão aos outros usuários.

$ chmod 744 script.sh
Permissão de leitura,escrita e execução para o dono,e apenas leitura para o grupo e os outros

Outro comando utilizado é o chown.

chown
: Muda o dono de um arquivo e o grupo de arquivos. Sintaxe:

chown [opções]

Opção Descrição
-c Exibe informações sobre os arquivos modificados.
-f Não imprime mensagens de erro.
-h Afeta os links simbólicos e não os arquivos referidos por ele
-R Recursivo. Muda o grupo de todos os arquivos e sub-diretórios abaixo do especificado.
-v Descreve, detalhadamente, as alterações de atributos.

Exemplos

$ chown fulano arquivo.txt

Altera o dono do arquivo.

$ chown fulano.developer arquivo.txt

Altera o dono e o grupo do arquivo.

O terceiro comando utilizado é o chgrp.

chgrp: Muda o grupo de um arquivo. Sintaxe

chgrp [opções]

Opção Descrição
-c Exibe informações sobre os arquivos modificados.
-f Não imprime mensagens de erro.
-h Afeta os links simbólicos e não os arquivos referidos por ele
-R Recursivo. Muda o grupo de todos os arquivos e subdiretórios abaixo do especificado.
-v Descreve, detalhadamente, as alterações de atributos.


Exemplos

$ chgrp developer web

Muda o grupo do arquivo developer para web.

A compreensão plena das permissões no sistema linux não fica somente nisso,faltou escrever sobre outros atributos como bit setuid,bit setgid,bit sticky,umask,atributo especial,mas fica pra outro artigo. Boa leitura.

Fontes consultadas:
Linux Guia Prático - Carlos Morimoto - Ed. Meridional - 2009
Comandos Linux - Roberto G. A. Veiga - Novatec - 2004
Bash - Joel Saade - Novatec - 2001
Shell Script Profissional - Aurelio M. Jargas - Novatec - 2008
Programação Shell Linux Julio Cezar Neves - Brasport - 5ª ed. 2005
FocaLinux
Viva o Linux
Wikipedia

Ubuntupedia

21 de mai. de 2009

Remakes de MSX para Linux

No cotidiano sempre queremos dar uma relaxada seja em casa ou no trabalho nosso de cada dia,principalmente quando estamos usando o computador e lembramos daqueles joguinhos legais,entretanto as vezes queremos alguma coisa diferente e para quem não conhece aí vai dois deles,da época do MSX. É um remakes para Linux Ubuntu,tem para Windows e Mac também.
O primeiro é o Roadfighter.


Para fazer o download acesse http://www.braingames.getput.com/roadf/ depois clique em download e escolha a versão. No Ubuntu basta dar dois cliques em cima do arquivo .deb que o sistema vai instalar tranquillamente,basta dar a senha de root e pronto. No Mac e no Windows dispensa explicações,claro.

O segundo é o F1-Spirit




Para fazer o download acesse http://www.braingames.getput.com/f1spirit/default.asp depois clique em download e escolha a versão. No Ubuntu basta dar dois cliques em cima do arquivo .deb que o sistema vai instalar tranquillamente,basta dar a senha de root e pronto. No Mac e no Windows dispensa explicações,claro.

Na página principal tem outros jogos,é só escolher,eu gostei destes que estou indicando.Depois de instalados é só alegria. Bom Divertimento! :)

22 de abr. de 2009

Pequenos ajustes no debian

O Debian é um sistema fantástico estável,seguro,leve,rápido e logo que damos o primeiro boot com ele percebemos estas qualidades. Porém imediatamente vemos que algumas coisas são chatas,pelo menos pra mim,então a única saída é ajustar as coisas ao seu gosto,mas pra isso vamos usar terminal,nautilus,editor de texto,etc. As dicas foram usadas no Debian 5.0 (lenny).

- Nautilus. No Debian vem configurado para abrir no conceito espacial (cada clique em uma pasta abre uma janela),vamos alterar para o modo navegador:

Editar >> preferências >> Comportamento : marque a caixa "Sempre abrir em janelas de navegador" , aproveite e marque também "clique único para abrir ítens" , eu adoro o clique único,é rápido e bastante diferente daquele outro S.O famoso.

- Gnome-Terminal. Se tem uma coisa que quase me leva a loucura é o tamanho do terminal,fica em aplicações>>acessórios>>terminal. Existem duas formas de alterar o tamanho ao seu gosto.

Metodo 1 - Crie um atalho no painel superior,para isso basta arrastar o ícone do terminal até lá,depois clique com o botão direito >> propriedades >> comando , e , acrescente ao lado do comando gnome-terminal --geometry=206x30 ,este é o tamanho que eu uso,escolha o que te convier. O único problema desta forma é que ao usar outro atalho que não este o terminal irá abrir no tamanho padrão.

Metodo 2 - A solução definitiva é editar o arquivo de configuração /usr/share/vte/termcap/xterm. Pra isso digite alt+f2 quando abrir o executar digite gksu gedit /usr/share/vte/termcap/xterm ,quando a arquivo xterm abrir procure pela linha :co#80:it#8:li#24:\ então altere os valores 80 e 24 para o tamanho que melhor lhe convier,o 80 é o tamanho horizontal,o 24 vertical. O meu ficou assim: :co#206:it#8:li#30:\ . Salve o arquivo e saia,Vá no menu e abra o terminal,pronto,já esta no tamanho que você escolheu definitivamente.

- Som. Comigo aconteceu do som não sair,e depois de verificar e fuçar em tudo e ver que estava tudo instalado corretamente e funcionando,ou seja,o player de música tocava a música normalmente mas sem som,o sistema todo estava mudo e não acusava qualquer erro,a solução foi simples. Abra o terminal e digite :
$ alsamixer
Como usuário comum. será exibido um tela com um monte de barras coloridas,para navegar use as setas do teclado,são elas que aumentam ou diminuem,meu conselho é para aumentar tudo,ou se preferir deixe o player tocando e vá mexendo até descobrir qual faz o som sair nas caixas. Outro detalhe é ver se a letra M ( de mudo!) está aparecendo,para desativar o M (de mudo!) aperte a letra M do seu teclado. Pronto,agora o som vai sair,mas sua placa de som tem de estar perfeitamente instalada,esta dica é porque no debian o alsa vem por padrão com o som mudo,basta o usuário configurar,como explicado.
Antes disso e para prevenir qualquer problema digite no terminal,mas como root:
#alsaconf
E vá seguindo as orientações da tela,normalmente basta ir aceitando o padrão,no final sua placa deve estar configurada. depois disso siga o procedimento acima.

-Wallpapers. Normalmente as pessoas gostam de usar papéis de parede diferentes,isso é muito fácil de alterar no gnome,basta clicar com botão direito do mouse na área de trabalho (desktop) e escolher "alterar plano de fundo" depiois em adicionar e pronto. Mas e se você tem uma coleção grande de walpapers? Pra facilitar e ter todas elas disponíveis num só lugar,coloque-as na pasta padrão do sistema: /usr/share/pixmaps/backgrounds . Só da pra fazer isso como root e no terminal,ou usando o nautilus como root.
-pelo nautilus: alt+f2,digitar gksu nautilus,senha,enter. Navegue até o diretório citado e coloque seus walpapers lá,se quiser pra fins de organização crie uma pasta com o nome "wallpapers" e copie tudo lá pra dentro.
-pelo terminal : Como root,digite o comando mv origem destino . Sendo origem o local onde estão seus wlapapers e destino o /usr/share/pixmaps/backgrounds. Não esqueça de criar a pasta wallpapers antes assim: mkdir /usr/share/pixmaps/backgrounds/walpapers/ .

A dica abaixo não é minha,mas muito interessante é útil,por isso vou reproduzir aqui dandoos devidos créditos ao autor,que por sinal sou leitor assíduo dos seus artigos.
O artigo completo,inclusive com outras dicas está em http://www.gdhpress.com.br/blog/guia-debian-lenny/ , do Carlos Morimoto.
"Por default, o Debian vem com o bash_completion desativado para o root, o que faz com que você não consiga completar os comandos usando a tecla TAB. Para resolver isso, abra o arquivo "/etc/bash.bashrc" e, próximo ao final, descomente as linhas:

if [ -f /etc/bash_completion ]; then
. /etc/bash_completion
fi

Para que o terminal fique colorido (pastas aparecem em azul, arquivos compactados em vermelho e assim por diante, o que torna mais fácil identificar os arquivos) adicione a linha:

alias ls="ls --color=auto"

… no final do arquivo "/etc/profile".

Em ambos os casos, para que a alteração entre em vigor, você deve fazer logout no terminal (usando o comando "exit", ou pressionando Ctrl+D) e logando-se novamente."

Outras dicas podem ser encontradas nestas links,além do citado acima:

Por enquanto é só,conforme for lembrando ou descobrindo coisas interessantes vou atualizando o post.

27 de mar. de 2009

Código-conceito malicioso capaz de se alojar na BIOS

Notícia interesante divulgada no G1 reproduzida abaixo na íntegra:

"A conferência de segurança CanSecWest, que terminou na semana passada, reuniu pesquisadores do mundo todo para demonstrar novas técnicas de segurança e invasão. Lá, dois argentinos mostraram como é possível armazenar um código malicioso permanente na BIOS (Sistema Básico de Entrada e Saída) da placa-mãe, um local antes considerado seguro contra pragas digitais.


Também no resumo de notícias dessa semana: praga digital infecta modems ADSL e roteadores; dispositivos móveis saem ilesos de competição na CanSecWest; atualização do Java corrige brechas de segurança.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e deixe-a na seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

>>>> Pesquisadores demonstram ataque que se aloja na BIOS
Dois pesquisadores argentinos da empresa de segurança Core Security Technologies demonstraram um código-conceito capaz de se alojar na BIOS (Sistema Básico de Entrada/Saída) da placa-mãe do computador. Anibal Sacco e Alfredo Ortega fizeram a apresentação durante a conferência de segurança CanSecWest, na semana passada.

Como o código é executado a partir da placa-mãe, reinstalar o sistema operacional ou mesmo reformatar o disco rígido não é suficiente para remover o programa indesejado. Os programa gerado pelos pesquisadores consegue ler e alterar arquivos presentes no disco rígido a partir da BIOS.

Especialistas conseguiram injetar um código no sistema da placa-mãe do computador, diferentemente dos vírus comuns, que se alojam apenas no disco rígido. (Foto: Divulgação)

Até hoje não se tem notícia de nenhum código malicioso capaz de usar a BIOS para infectar o sistema. Algumas pragas digitais, como o CIH (também conhecido como Chernobyl) e o MagiStr tentavam zerar o conteúdo da memória onde é armazenada a BIOS, o que fazia com que o computador não inicializasse mais. Os pesquisadores, no entanto, conseguiram inserir seu próprio código na BIOS, em vez de danificá-la.

O ataque independe do sistema operacional. Na demonstração, os pesquisadores infectaram a BIOS a partir do Windows e do OpenBSD. Eles também obtiveram sucesso na tentativa de modificar a BIOS de uma máquina virtual -- como são chamados os computadores “virtuais” que rodam em apenas um único hardware, mas com sistemas operacionais distintos. Nesse caso, a BIOS do computador físico não era afetada, mas todas as máquinas virtuais eram infectadas.

Os pesquisadores dizem ser preciso mais pesquisa para que possa ser criado um vírus “camuflado” -- ou rootkit -- que reinfecta silenciosamente o computador sem que o usuário perceba. Uma praga digital assim seria muito difícil de ser eliminada, ou mesmo detectada.

A prova da possibilidade de ataques persistentes usando a BIOS chega mais de dois anos depois de outra pesquisa que demonstrou a possibilidade de instalar pragas digitais em placas PCI, em novembro de 2006.

Mesmo depois de tanto tempo, nenhum vírus real fez uso dessa técnica para se alojar em placas PCI. O mesmo pode ser esperado desta, a não ser que códigos prontos sejam disponibilizados para facilitar a integração dessa funcionalidade nas pragas digitais.

Os pesquisadores não informaram se os chips de computação confiável (Trusted Platform Module), já incluídos em alguns computadores mais recentes, dificultam a realização do ataque ou mesmo sua identificação. Os slides usados na apresentação estão disponíveis na internet em PDF.

>>>> Praga se espalha por modems ADSL e roteadores que rodam Linux
Pesquisadores da DroneBL anunciaram esta semana a descoberta de um vírus que se espalha por modems ADSL e roteadores cujo sistema é baseado em Linux (arquitetura MIPS). Batizada de “psyb0t”, a praga tira proveito de senhas fracas configuradas nos equipamentos e em vulnerabilidades existentes em firmwares -- como é chamado o software que opera o modem -- desatualizados.

O OpenWRT é um dos sistemas afetados, mas apenas se a configuração padrão foi modificada para permitir gerenciamento fora da rede interna. (Foto: Reprodução)

A grande maioria dos modems não é afetado. Muitos equipamentos não rodam Linux, e mesmo entre os que rodam, a configuração padrão costuma não permitir o acesso remoto ao painel de administração -- necessário para que o vírus se propague. No Brasil, prestadoras de serviço ADSL costumam bloquear as conexões que o vírus necessita, o que colocaria apenas utilizadores de conexões empresariais em risco.

Para verificar se o seu modem foi afetado, basta tentar entrar no painel de administração. Se a tela de login, pelo menos, aparecer, não há infecção, pois o vírus bloqueia o acesso. Se o aparelho estiver infectado, basta realizar um “hard reset” no modem e configurá-lo de forma adequada.

A praga digital captura senhas e usuários por meio da análise do tráfego que passa pelo modem e forma uma rede zumbi, capaz de realizar ataques de negação de serviço, entre outros. O site da DroneBL está sob ataque, o que levou os pesquisadores à descoberta.

O psyb0t ataca apenas roteadores e modems que usam Linux. Computadores comuns e servidores não estão em risco.

>>>> Dispositivos móveis saem ilesos de competição
A Pwn2Own, competição de segurança realizada na conferência de segurança CanSecWest, no Canadá, colocou navegadores web e dispositivos móveis lado a lado para que especialistas em segurança pudessem demonstrar falhas ainda desconhecidas para invadi-los. Nos navegadores web, apenas o Chrome sobreviveu. Porém, todos os dispositivos móveis participantes -- BlackBerry, Android, iPhone, Symbian e Windows Mobile -- saíram ilesos.

Os navegadores Internet Explorer, Firefox e Safari foram comprometidos já no primeiro dia. Um pesquisador alemão que se identificou apenas como “Nils” conseguiu quebrar a segurança dos três navegadores. Antes dele, Charles Miller havia obtido acesso ao computador com Safari, tornando o navegador da Apple o único que foi atacado com sucesso duas vezes. O navegador Opera não participou da competição.

Os dispositivos móveis sofreram poucas tentativas de ataque, e as poucas não tiveram sucesso. Segundo a TippingPoint, cujo programa Zero Day Initiative (ZDI) patrocina o evento, a edição do ano que vem contará novamente com dispositivos móveis, porém os modelos exatos a serem usados serão divulgados com mais antecedência, para permitir que os interessados testem seus códigos antes de ir na competição, onde cada um tem apenas 30 minutos.

>>>> Nova versão do Java corrige problemas de segurança

Configurações de atualização do Java estão disponíveis no Painel de Controle. (Foto: Reprodução)

A Sun lançou o Java Runtime Environment (JRE) 6.0 Update 13 e o 5.0 Update 18 para solucionar dois problemas de segurança. A atualização do JRE é importante porque ele pode ser chamado pelo navegador web, permitindo que páginas web maliciosas sejam capazes de tirar proveito das brechas existentes no Java.

O JRE inclui um mecanismo de atualização automática. Basta aceitá-la quando aparecer o aviso sobre uma nova versão do Java, perto do relógio do Windows.

Assim termina o resumo das principais notícias desta semana. Na segunda-feira (30), a coluna volta para falar sobre os vírus que, como essa nova pesquisa dos pesquisadores argentinos, expandiram o conceito de “código malicioso”. Bom fim de semana a todos!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca. "

28 de fev. de 2009

Praga remove BankerFix e outros softwares de segurança

Notícia muito importante divulgada no site linhadefensiva.org sobre o software de segurança BankerFix,reproduzo abaixo na íntegra

"Ferramenta da Linha Defensiva é alvo de cavalo de troia brasileiro. Softwares antivírus, firewalls e plugins de banco também são removidos

Fabio Assolini | 30/01/2009 - 23h53

O grupo de análises da Linha Defensiva ARIS-LD obteve acesso a uma praga brasileira desenvolvida especialmente para remover os softwares de segurança instalados no computador da vítima. A ferramenta de remoção de trojans brasileiros BankerFix, da Linha Defensiva, está entre as removidas pela praga.

O BankerFix foi criado pela Linha Defensiva em julho de 2006 e tem a função de remover ladrões de senhas bancárias de origem brasileira. Sua versão 2.0 foi baixada mais de 2,1 milhões de vezes. A versão atual, 3.0, está próxima de meio milhão de downloads. A base de dados da ferramenta é mantida com a contribuição dos internautas que enviam e-mails suspeitos e links de pragas brasileiras.

Além do BankerFix, a praga é programada para remover os softwares de segurança mais usados no Brasil, entre eles os antivirus AVG, Avast, NOD32, Norton Anti-Virus, os antispywares Spybot S&D e Ad-Aware e os firewalls Sygate e Norton Internet Security. Como outros ladrões de senha já fazem, há também a tentativa de eliminar os plugins de segurança usados pelos bancos brasileiros para proteger seus clientes durante as transações via internet.

O arquivo autoconvv.RRI é o que realiza a remoção dos arquivos durante a inicialização do sistema. Depois da infecção, isso deve ocorrer na próxima vez que o computador for ligado ou reiniciado.

Reprodução/ARIS-LD


Trecho da lista de arquivos removidos; BankerFix, Norton, Sygate e NOD32 estão entre os alvos

A praga ainda tem baixa taxa de detecção dos programas antivírus. Uma análise no serviço VirusTotal mostrou que, de 39 programas antivírus, apenas 16 identificaram o cavalo de troia.

Os arquivos criados por essa praga já são removidos pelo BankerFix. Refazer o download do programa é suficiente para torná-lo novamente operante."

Fonte: http://www.linhadefensiva.org/2009/01/praga-remove-bankerfix-e-outros-softwares-de-seguranca/

18 de fev. de 2009

Documentação GNOME

Foi divulgado a documentação oficial em bom português do Brasil,do GNOME. Não sei ainda se está completa,mas qualquer esforço neste sentido é sempre muito bem vindo,principalmente porque o Brasil é um dos maiores incentivadores do Software livre/Código Aberto ou Sistema GNU/Linux,que utiliza o Gerenciador de janelas GNOME como padrão em várias distribuições (sistemas operacionais)

Na página principal do GULZO e também do GULRIO

Biblioteca de Documentação do GNOME


tem os links para a Documentação oficial do GNOME, disponível para os 03 níveis:

Usuário

Administrador

Desenvolvedor

Bom estudo!

28 de jan. de 2009

GDrive - O Disco virtual do Goole

Mais uma novidade do Google,não tão nova pois desde 2006 que existem rumores sobre um disco virtual do Google. Se será lançado como beta mantendo a tradição ou não vamos esperar para ver.
Numa época em que o conceito de "cloud computing" está em alta é bastante lógico que o gigante das buscas faça algo assim,aliás penso até que está demorando haja vista outras opções como Sky Drive,da Microsoft, Media Fire. Entretanto não vamos nos empolgar pois parece que a coisa ainda precisa de muitos ajustes.
Numa época em que os arquivos estão cada vez maiores e por uma questão de praticidade existe uma necessidade de manter boa parte destes na chamada nuvem,facilitando o acesso aos arquivos à partir de qualquer lugar e usando qualquer dispositivo com smarthfone,laptop,pc,netbook.
O Google tem se mostrado bastante competente quando se trata de "cloud computing", serviços como Gmail,Picasaweb,Google Docs,iGoogle,etc estão fazendo muito sucesso,esperamos que o Gdrive venha funcional e intuitivo.

15 de dez. de 2008

Desabilitando o Applet Network Manager do Gnome

Um applet do Gnome chamado Network Manager encontrado em distribuíções como Ubuntu,Debian,Fedora,etc é uma ferramenta de configuração de interfaces de redebastante útil,entretanto para aqueles que estão acostumados a resolver tudo no bom e velho terminal ou que estejam com sua conexão em banda larga roteada ele se torna inútil,então desabilita-lo assim:

Acesse o menu Sistema - Preferências - Sessões.

Na aba Programas Inicias desmarque a opção:

Network Manager. Pronto.

No meu caso configurei a banda larga (velox) roteada,então notei que ficava dois applets de no Gnome Ubuntu,um era o Network Manager com a mensagem "rede desabilitada" e um pequeno triângulo laranja indicando este estado,coisa totalmente inútil,pelo simples fato de que não tem como no network manager configurar adsl roteada,eu pelo menos não encontrei,tem "rede com fio","rede sem fio","banda larga móvel","vpn","dsl(pppoe)",infelizmente o Dhcp não tem e por isso o Network Maneger se torna totalmente inútil deixando qualquer ser humano normal incomodado com o tal aviso. Para você ter uma idéia melhor do que estou explicando veja a imagem abaixo e observe o ícone com o tal triângulo laranja,o network manager,ao lado do ícone da HP.




A melhor forma de configurar sua adsl roteada é via terminal mesmo ou simplesmente editando o arquivo

sudo gedit /etc/network/interfaces

ou

sudo mc /etc/network/interfaces

ou

sudo vi /etc/network/interfaces

ou

sudo nano /etc/network/interfaces

A escolha é sempre sua,afinal estamos no mundo Li,
de LIVRE,LINUX,LIBERDADE!

E deixar ele assim:

# The loopback network interface
auto lo
iface lo inet loopback

# The primary network interface
auto eth0
iface eth0 inet dhcp

Eu uso o gnome-netstatus-applet um monitor de rede legal e simples,mas que cumpre facilmente a finalidade,que é informar que a rede,no caso dhcp,está ativa. Para adicionar em seu painel clique com o botão direito do mouse na barra superior do Gnome,depois adicionar ao painel,e escolher Monitor de Rede.Pronto é ele.

Ainda existe outra forma de fazer a mesma coisa,como sempre,a escolha é sua,o método foi divulgado no [Dicas-L]

É isso,mais uma dica simples porém muito útil. Bom Trabalho.


27 de out. de 2008

Disco Rígido Virtual

Antigamente quando precisávamos armazenar arquivos tínhamos poucas opções e a mais barata e portátil era o disquete,a coisa toda evoluiu rápido e hoje usa-se o pen drive, CD-ROM ou qualquer mídia portátil,entretanto os programadores não param e com a web 2.0 uma solução bastante interessante surgiu,que é salvar os seus arquivos em um "disco rígido virtual" e acessá-los remotamente da onde você estiver desde que você tenha acesso a internet.É a famosa onda da mobilidade!
Existem diversos sites especializados no armazenamento de arquivos na Web, um deles é o MediaFire, que possui características interessantes e que podem nos ajudar muito na tarefa do backup nosso de cada dia. Uma parte do serviço é gratuito, no qual você pode criar uma conta para armazenar os seus arquivos,o tamanho máximo permitido para cada arquivo é de 100MB e o mais interesante é que a quantidade de arquivos que podem ser salvos no MediaFire é ilimitado.Se você precisa de serviços mais profissionais como link direto para os arquivos,backup redundante,10 Gb por arquivo,etc, é só contratar o serviço pago.

Outra coisa interessante no MediaFire é possibilidade de criar pastas, e organizar os arquivos da mesma forma que fazemos em nosso HD local além é claro de permitir uma considerável taxa de upload.

Para criar uma conta,acesse o site e clique em “Create a Free Account” , informe um e-mail valido e crie uma senha,simples assim sua conta já estará criada.

Para você adicionar os arquivos em seu "disco rígido virtual" basta você clicar em “Upload Files to MediaFire” e então selecionar os arquivos que você deseja salvar. Para acessar aos arquivos enviados basta acessar a aba “My Files”.

Com estes passos simples agora é possível armazenar os seus arquivos no MediaFire, e acessá-los de onde você estiver. Portanto,não deixe de fazer aquele backup importante.Entretanto não se esqueça que é um serviço gratuíto residente em um pais distante e que pode ser descontinuado sem aviso prévio e fazendo seus arquivos desaparecerem num "buraco negro",então não confie 100% ,ou seja,faça igual aos britânicos,guarde no mínimo 03 backups do mesmo arquivo em locais diferentes.

Outros serviços de armazenamento são: Steekr (1GB de espaço para armazenamento), File123 (50MB de espaço para armazenamento), Windows Live SkyDrive (5GB de espaço para armazenamento).

Existe também o Gspace uma extensão do firefox que funciona como um cliente de ftp, só precisa informar a conta do gmail,ou criar uma conta só para manter seus arquivos.Entretanto este é o método menos seguro,porque eventualmente os administradores do gmail fazem uma limpa e apagam as contas que sstão sendo usadas como disco virtual,afinal o Gmail é um serviço de email apenas.


2 de ago. de 2008

GRUB Colorido

Noutro dia fazendo a edição do arquivo de configuração menu.lst observei que é possível acrescentar cor no GRUB,algo simples de ser feito bastando descomentar a linha referente,que seria esta,veja o exemplo:

# Pretty colours
#color cyan/blue white/blue <-------------- Uma opção de cor diferente,pode-se descomentar esta
color yellow/brown light-gray/brown <---- Ou opcionalmente,pode-se descomentar esta.

A sintaxe básica seria:

#color frente/fundo [frente/fundo]

#Com essa opção você especifica cores para os planos de frente e fundo do menu do GRUB. As cores são especificadas pelos seus nomes em #inglês: black, blue, green, cyan, red, magenta, brown and light-gray; dark-gray, light-blue, light-green, light-cyan, light-cyan, light-#red, light-magenta, yellow e white.
#O segundo argumento funciona da mesma maneira que o primeiro, mas apenas para os itens que estiverem selecionados no menu (que você #seleciona com as setas do teclado).

Caso esteja usando o ubuntu e queira acessar o arquivo /boot/grub/menu.lst de forma gráfica,aperte as teclas alt + f2,e digite na janela que vai aparecer:

gksu gedit /boot/grub/menu.lst

Pelo terminal:

sudo nano /boot/grub/menu.lst <---- O nano é um editor de texto fácil de usar,bom para iniciantes

sudo vi /boot/grub/menu.lst <--- O vi é um editor de texto mais complexo,leva um tempo para se acostumar

sudo mc /boot/grub/menu.lst <--- O mc é um editor de texto e gerenciador de arquivos junto,muito útil quando se precisa navegar por diferentes arquivos do sistema,igualmente simples de usar.

Muitas outras cores podem ser escolhidas,você pode até ter várias linhas prontas configuradas conforme a sintaxe exigida e ocasionalmente ir trocando de cor conforme seu desejo,mas o importante é que tenha apenas uma linha linha descomentada.Assim você terá um GRUB mais amigável.Logicamente que existem outras formas de tornar o GRUB mais legal colocando uma imagem no fundo,uma animação,etc,porém a intenção aqui é fornecer uma opção extremamente simples,eficaz,nativa do programa e agradável à vista.

25 de mai. de 2008

Utilizando,apt,dpkg,deborphan.

Depois de algum tempo instalando e removendo programas no sistema vão ficando perdidos diversos arquivos,que são resquícios de programas que necessitam de várias dependências para poderem funcionar,são as famosas "blbliotecas" ou "libs",nos sistemas linux,algo parecido com as dll's do windows. E estes resquícios ficam lá ocupando espaço e consumindo recursos é hora então de removê-los já que não servem mais pra nada e para isso temos algumas ferramentas legais que descrevo abaixo .
Inicialmente vamos ao trivial,apenas para relembrar. Fica entendido que aparecendo no terminal o símbolo # significa estar trabalhando como root (administrador do sistema),e apenas o símbolo $,estar trabalhando como usuário comum

Removendo um pacote com apt-get:
#apt-get remove nome-do-pacote

A partir daí,após a remoção do pacote/programa do sistema é que entra as ferramentas para faxina,afinal sempre fica algo para trás.

O apt-get remove remove completamente o pacote mas mantém os arquivos de configuração, exceto se for adicionada a opção --purge. assim:
#apt-get --purge remove nome-do-pacote

Continuando,mais APT

#apt-get autoclean -> remove, do cache (/var/cache/apt/archives) os arquivos .deb de programas que não estão mais instalados em seu sistema
#apt-get clean -> Mais radical, e removerá do cache (/var/cache/apt/archives) todos os arquivos .deb, mesmo de pacotes instalados.
OBS: Normalmente você não precisará destes arquivos .deb, não hesite em usar estes dois úlimos comandos acima quando precisar de uns megas extras,entretanto saiba também que ao precisar reinstalar qualquer programa um novo download deverá ser feito para o /var/cache/apt/archives e só após ser instalado,o que não aconteceria se o cache não estivesse vazio,acelerando o processo de reinstalação.
#apt-get autoremove Remove os pacotes que não são mais necessários ao sistema depois de alguma desinstalação.Muito útil para fazer limpeza de libs,etc deixadas para trás sem utilidade.

Para coroar a limpeza uma dica legal

Quando você instala um programa, o APT baixa várias dependências deste,são as famosas libs e outras coisas mais.Quando você remove o programa, essas dependências permanecem.
Uma maneira de remover as dependências desnecessárias é usar o programa "deborphan".Instale o pacote deborphan assim:

# apt-get install deborphan

e rode o comando a seguir para excluir as tais dependências:
# apt-get --purge remove `deborphan`

Rode esse comando várias vezes, já que algumas dependências, quando removidas, podem deixar suas próprias dependências que são inúteis a partir de então.Para saber mais sobre as opções possíveis ( deborphan -a,deborphan -n,etc) do espetacular deborphan digite:

$deborphan --help
Caso queira ter a saída do help em um arquivo texto sempre à mão:
$deborphan --help > deborphan--help.txt
O arquivo será automáticamente guardado no diretório /home/user/

Mais um pouquinho do APT


$apt-cache show nome-do-pacote -> Mostar o registro completo do pacote,exemplo:
$ apt-cache show apt-doc
Package: apt-doc
Priority: optional
Section: doc
Installed-Size: 280
Maintainer: Ubuntu Core Developers
Original-Maintainer: APT Development Team
Architecture: all
Source: apt
Version: 0.7.9ubuntu17
Replaces: apt (<<>

$apt-cache dumpavail -> mostra uma lista de pacotes disponíveis.Não se assuste,seu terminal vai ficar doidão listando tudo e a lista é bastante extensa.
$apt-cache search termo -> Procura por "termo" na lista de pacotes disponíveis
$apt-cache pkgnames -> Rápida listagem de todos os pacotes instalados no sistema.
$apt-cache showpkg pacotes -> Mostra informações sobre os pacotes
$apt-file search nome-do-arquivo -> Este comando procura por um pacote, não necessariamente precisa estar instalado, que inclua o arquivo passado junto a linha de comando nome-do-arquivo. Ou seja, muito útil para localizar facilmente arquivos individuais dentro de pacotes que ainda nem se encontram instalados no seu sistema.
$dpkg -L nome-do-pacote -> Mostra os arquivos instalados pelo pacote
$dpkg -l nome-do-pacote -> lista os pacotes instalados que casam com "nome-do-pacote". Na prática use '*nome-do-pacote*', a não ser que você saiba o nome completo do pacote.
$dpkg -S nome-do-arquivo -> Qual foi o pacote que instalou este arquivo?

Os mais famosos:

#apt-get update -> Execute este comando se você mudou o /etc/apt/sources.list ou /etc/apt/preferences. Também execute-o periodicamente para ter a certeza que sua lista de fontes fique sempre atualizada.
#apt-get install nome-do-pacote -> Instala um novo programa(pacote)
#apt-get upgrade -> Atualiza todos os pacotes instalados
#apt-get dist-upgrade -> Atualiza o sistema todo para uma nova versão

Resolvendo problemas

O apt-get é uma ferramenta desenvolvida para ser usada em servidores e outras aplicações importantes. Isto significa que ele foi desenvolvido para ser o mais confiável possível e nunca realizar nenhuma modificação potencialmente perigosa para o sistema, a menos que autorizado por você. Quando qualquer coisa inesperada acontece, ele para e fica esperando sua confirmação antes de fazer qualquer outra coisa.

O problema desta abordagem é que às vezes um defeito em algum pacote ou um download corrompido pode fazer com que o APT fique "travado", sem concluir a instalação de um determinado pacote por causa de um erro qualquer e sem aceitar instalar outros antes que o problema inicial seja resolvido.

Basicamente, quando encontrar este tipo de problema, você deve:

  1. Rodar o apt-get update para ter certeza de que a lista de pacotes do APT se encontra atualizada.

  2. Execute o comando apt-get -f install para usar o sistema de resolução de problemas do APT.

  3. Caso ele não resolva, experimente usar o dpkg -i --force-all para forçar a instalação do pacote com problemas, ou use o dpkg -r nome_do_pacote caso prefira desistir da instalação.

  4. Execute o comando dpkg --configure -a, para verificar todas pendências na configuração dos pacotes.

  5. Rode novamente o apt-get -f install. Caso ele não resolva, experimente o apt-get -f remove, que tem uma função similar à do "-f install", mas dá preferência a remover os pacotes com problemas, ao invés de tentar corrigir a instalação.


Fontes:
http://wiki.ubuntu-br.org/AptGet
http://www.debian.org/doc/manuals/apt-howto/index.pt-br.html
As man pages do sistema
https://lists.ubuntu.com/archives/ubuntu-br/


30 de abr. de 2008

MusicTracker - Pidgin com Status Musical

A definição dos desenvolvedores para o pidgin é esta abaixo,em tradução livre:

"MusicTracker é uma extensão (plugin) para o Pidgin (antigo Gaim) que mostra a faixa musical que está sendo tocada na mensagem de estado de várias contas como AIM, Yahoo, MSN, Gtalk (Jabber), etc.,qualquer protocolo do Pidgin que suporta estados personalizados. É planejado um suporte a uma grande variedade de tocadores de áudio tanto na plataforma Windows como na Linux. Atualmente os seguintes tocadores são suportados: Amarok, Rhythmbox, Audacious, XMMS, MPC/MPD, Exaile, Banshee, Quod Libet no Linux. Winamp, Windows Media Player (9+), iTunes, Foobar2000 (suporte incompleto) no Windows."

Existem duas possibilidades de instalação em binário (.deb) e código-fonte compilado,distribuído na forma de um pacote tar.bz2. A página oficial do projeto está hospedada em :

http://code.google.com/p/musictracker/

Dependências

O MusicTracker depende de alguns pacotes para ter sua compilação e funcionalidade completa, os pacotes são:

* O Pidgin (pidgin, pigin-data) e seus pacotes de desenvolvimento (pidgin-dev);
* Biblioteca PCRE e seus pacotes de desenvolvimento (libpcre3-dev);
* DBUS-Glib.

Para usuários que são da família debian e queiram compilar o plugin basta instalar as dependências abaixo,digite no terminal:

$ sudo apt-get install pidgin pidgin-data libpcre3-dev pidgin-dev

ou para quem preferir o aptitude

$ sudo aptitude -P install pidgin pidgin-data libpcre3-dev pidgin-dev
obs: A opção -P serve para perguntar (sim/não) a confirmação do download,útil para vermos antes se queremos realmente baixar trocentas dependências,que é o que vai acontecer caso você opte por compilar o MusicTracker,afinal ele vai precisar de todas as bibliotecas de desenvolvimento necessárias para efetuar a compilação,as famosas algumacoisa-dev.Mais espaço e recursos serão consumidos,a escolha é sua.

Entretanto como citado existe a opção do binário em :
http://www.getdeb.net/app/pidgin-musictracker

Até a data da confecção deste tutorial só tinha estes dois binários lá:
Ubuntu Gutsy 32 bits - 0.4.1
Ubuntu Gutsy 64 bits - 0.4.1

Caso utilize o OpenSuSe ou Fedora faça assim:

OpenSuSE

Selecione os pacotes pcre-devel e pidgin-devel no YaST.

Fedora

# yum install pcre-devel pidgin-devel


Compilar e instalar o MusicTracker
.
Este procedimento abaixo é válido para qualquer distribuíção linux porque vamos compilar o código-fonte e instalar o plugin

1.0 - Fazer o download do MusicTracker,no terminal mesmo digite:

$ wget -c http://musictracker.googlecode.com/files/musictracker-0.4.1.tar.bz2

1.1 - Extraír seu conteúdo:

$ tar -xjvf musictracker-0.4.1.tar.bz2

1.2 - Entrar na pasta criada com o comando acima:

$ cd musictracker-0.4.1/

1.3 - Configurar o compilador:

$ ./configure

1.4 - Compilar e instalar:

$ make
$ sudo make install

Se tudo correr bem,basta abrir o pidgin,configurar o plugin e usar.Pra isso basta ir em Ferramentas > Plugins, achar o MusicTracker e habilitá-lo. Após habilitá-lo, nesta mesma janela selecione Configurar Plug-in, onde você pode customizar a mensagem musical, colocar filtros nelas e etc.

Na aba Player, você pode escolher o programa que está executando para tocar as músicas,Atualmente os seguintes tocadores são suportados:Amarok, Rhythmbox, Audacious, XMMS, MPC/MPD, Exaile, Banshee, Quod Libet.Escolha o seu e pronto

Já nas mensagens você pode personalizá-las de acordo com seu gosto, existem diversos atributos, e todos estão listados a seguir:
  • %p - Artista
  • %a - Álbum
  • %t - Título
  • %d - Tempo de duração da música
  • %c - Tempo atual da execução da música
  • %b - Barra de Progresso
  • %r - Player que está sendo executado
  • %m - Símbolo de música (não funciona em algumas redes).
Exemplo:

Ouvindo %m: %t - %p | No Player: %r
Apareceria algo como: Ouvindo (símbolo de música): Your Song - Elton John | No Player: Rhythmbox

É possível configurar as mensagens para quando o player estiver tocando, quando estiver pausado e até quando estiver parado. Você pode também configurar o plugin apenas para certas contas, por exemplo eu não quero que a minha conta do Gtalk (Jabber) mostre estados musicais, então clico na aba "Customize status, or disable..." e marco o checkbox do "Disable" para minha conta do Gtalk.
Para habilitar os filtros, basta marcar o checkbox "Enable Status Filter", lá você pode escolher as palavras para filtrar "Blacklist" e caso queira mais de uma é só colocar uma vírgula e a próxima, por exemplo (Bill,Ballmer,Jobs) quando a música contiver Bill ouBallmer ou Jobs ela terá os caracteres substituídos pela máscara definida na aba "Mask Character" você pode trocá-la para, por exemplo, * e qualquer outra de sua escolha. No proprio programa já vem algumas sugestões de palavras,em inglês,que chamaríamos de "palavrões" por aqui e em "Mask Character" eles colocaram um * que é um caractere-coringa que representa quaisquer string definida na blacklist.

Bom, após entender as configurações do MusicTracker, você pode personalizá-lo a seu gosto, é um plugin simples de configurar. Bom proveito.

22 de abr. de 2008

Ubuntu: Log do sistema

Antes de ler este texto tenha em mente que ele é especificamente para usuários finais do sistema linux,caso você seja um técnico,desenvolvedor,especialista em TI pode até ler mas não vai acrescentar nada.

Tenho usado ubuntu como sistema operacional padrão em meu pc apesar de manter outros sistemas linux em multiboot,além do windows xp sp2.Excluindo o sistema principal,no caso ubuntu,todos os outros linux são utilizados para estudo e teste.
Normalmente obedeço um padrão estabelecido por mim mesmo na escolha dos sistemas que fico estudando e testando constantemente,ou seja,procuro manter sempre duas distribuíções linux baseadas no sistema de pacotes RPM,uma com sistema de pacote TGZ,faço questão de que seja o slackware,e por fim o sistema principal que é preferívelmente baseado em pacotes DEB.Então atualmente tenho quatro (04) distribuíções em multiboot,com o grub do sistema operacional principal gerenciando tudo,já aconteceu de eu ter dez (10) distribuíções linux instaladas em meu pc,mas atualmente não faço mais assim,até porque existe o VirtualBox e quando quero experimentar alguma novidade utilizo a máquina virtual.O windows xp sp2 mantenho por motivos simples: 1º O mercado usa windows,portanto tenho que estar familiarizado com esta realidade,manter contato,utilizar,isso é indiscutível. 2º Gosto de jogar um pouco e por enquanto não abro mão da facilidade do windows,tenho jogos instalados no linux também,mas qual o problema de um linuxer usar windows? O windows também tem suas qualidades ora bolas.É isso.
Mas o que tem tudo isso a ver com o título do texto?Inicialmente a idéia foi mostrar um quadro geral de como é minha rotina de usuário do sistema linux,e,lembrando,sou apenas um usuário mesmo,não trabalho com TI,não tenho formação em alguma na área,resumindo eu sou aquele que usa o que os desenvolvedores fazem,com a pequena diferença de usar sabendo valorizar e de certa forma contribuir dando retorno de como o sistema está trabalhando no dia-a-dia,pode parecer simples mas não é,afinal eu consigo ter uma visão isenta,desapaixonada do resultado do trabalho dos desenvolvedores,para eles a visão do resultado final e até mesmo do desenvolvimento em si normalmente não é imparcial,em virtude de estar intimamente envolvido no projeto.Como sou o usuário final enxergo coisas que eles não e vice-versa,daí surge uma troca salutar que enriquece ambas as partes.
A outra questão é saber onde vou achar informação de qualidade para repassar aos desenvolvedores?Como vou explicar o que está acontecendo?Num primeiro momento posso apenas descrever textualmente o que se passou em dado momento,mas faz-se necessário junto com a explicação enviar a documentação técnica do sistema,que é onde o desenvolvedor vai buscar o erro (bug),estou me referindo ao LOG DO SISTEMA. No meu caso que mantenho uma rotina de estudo e teste dos sistemas,frequentemente esbarro em algum bug ou outra coisa estranha qualquer que não é necessáriamente bug,mas que tenha escapado ao olhar do desenvolvedor e não deveria estar ou ser do jeito que encontro.E isso tudo é registrado nos logs.Por isso descrevi o quadro geral resumido para o leitor ter uma noção ampla do meu comportamento como usuário e tento fazer isso usando uma linguagem de usuário. Com esta introdução me sinto mais à vontade para dar esta dica simples mas muito útil.
Como meu sistema operacional principal é o ubuntu vou descrever aqui como ver o log do sistema de maneira fácil,rápida,simples e gráficamente.Vamos lá.

Vá em :

Sistema > Administração > Log do Sistema

Vai ser aberto o visualizador de log do sistema assim:

fig-01

Observando bem veremos à esquerda no alto logo abaixo de arquivo e ao lado da seta virada para baixo está escrito /var/log/ e abaixo deste várias opções de log registradas que são os arquivos de log guardados na pasta citada, /var/log/.Para ler qualquer arquivo deste basta clicar sobre a opção desejada e o registro será mostrado na tela ao lado,como mostra a figura.
Um detalhe interessante do aplicativo e bem prático,veja que temos o menu arquivo,editar,ver e ajuda.Clicando no menu arquivo temos as opções abrir-fechar-sair,a primeira,abrir,nos oferece a possibilidade de acesso a outros arquivos de log que não aparecem na janela principal,então clicando em,abrir,aparece uma janela popup revelando todo o conteúdo do diretório /var/log/ e seus subdiretórios.
Para ter uma idéia melhor veja a figura abaixo:



fig-02


Observe com atenção e verifique que tem mais pastas lá dentro,algumas relativas a programas importantes,como na figura que aparece apache2,apparmor,gdm,cups,etc.Clicando nestas pastas tem-se acesso a mais arquivos de logs,outra vez clicando nos arquivos o mesmo é aberto na tela principal do programa.
Entretanto existe mais funções interessantes,como por exemplo Selecionar Tudo e Copiar,disponível no meu Editar,bastante útil quando pretendemos enviar o log para alguém. Logo depois no meu Ver temos outras opções interessantes como monitorar,Barra Lateral,Painel Lateral,Calendário,Filtro e opções de tamanho.
Temos assim uma ótima ferramenta ao nosso dispor e então já não podemos dizer que não sabemos onde fica quardado o log do sistema do ubuntu.

Bom estudo! :)

Interessado em aprender mais sobre o Ubuntu em português?
http://www.ubuntu-br.org/comece


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