Páginas

23 de ago. de 2007

BR-Linux.org : Pesquisa nacional de hardware: teclados especiais, pen drives e webcams compatíveis com Linux

O texto reproduzido abaixo foi publicado no site BR-Linux.org,reproduzo o texto aqui apenas para divulgar a importância da notícia para usuários do sistema operacional linux e todos que por ventura queiram saber um pouco mais sobre este eficiente e fascinante sistema.

Publicado em Qui, 23/08/2007 - 11:49,no site BR-Linux.org :: Termos de uso

Hoje é o dia dos resultados em teclados especiais e sem fio, webcams e pen drives - embora esta última categoria seja até monótona.

O BR-Linux promoveu durante todo o mês de julho de 2007 a coleta de dados da quarta edição de sua Pesquisa nacional BR-Linux de compatibilidade 2007. Os usuários foram convidados a relatar quais equipamentos e serviços já viram fun

cionar no Linux, com que grau de sucesso e em que distribuição.


ABNT para ISO: Não,com comentários,ao OOXML


Durante décadas e até hoje os formatos proprietários binários de documentos,principalmente da Microsoft tornaram-se um padrão,não oficial diga-se de passagem,em todo mundo.Entretanto Com o avanço e desenvolvimento do Software Livre e de Código Aberto,SL/CA,governos,pessoas e empresas observaram o alto custo,e também o perigo de se manter a dependência quase que exclusiva de um formato proprietário enigmático,e de se tentar manter a compatibilidade com esses formatos da gigante de Redmond.

Nasceu então o consórcio OASIS que desenvolveu um formato aberto (ODF) de documentos de escritório para permitir a abertura e a gravação desses arquivos por qualquer software de escritório,afinal o código é aberto e não um enigma, fosse ele livre ou proprietário.

A Organização Internacional de Padronização (ISO) aceitou o formato ODF como padrão, e quase concomitantemente tornou-se também o padrão de escolha em diversos governos, estados,cidades,instituíções. logo após, recebeu o apoio de inúmeras empresas mundo afora.

A Microsoft optou por adotar uma postura contrária ao ODF,mesmo mantendo forte predominância sobre o mercado de aplicativos de escritório com seu MSoffice, e podendo tirar proveito de um formato aberto como o ODF, a gigante de Redmond preferiu uma postura contrária a esse importante padrão (ODF), criando então o formato OfficeOpenXML- OOXML. Espantosa e assustadoramente, apesar do rascunho de 6000 páginas conter códigos binários (sequências de símbolos sem qualquer significado impressos em papel) e conter numerosas deficiências técnicas e práticas – incluindo assuntos relacionados a patentes – o OpenXML foi aceito como padrão pelo Ecma, um grupo privado de fabricantes europeus de computadores.

Depois da aceitação pelo Ecma, o MS-OfficeOpenXML foi proposto como padrão à ISO num processo acelerado, chamado Fast Track. A ISO depende dos votos das National Bodies (ABNT no caso do Brasil) para aprovar um novo padrão. No Brasil,a ABNT é a responsável pela decisão do voto nacional, tendo se comprometido a decidir e comunicar seu voto (o voto do país inteiro, em última instância) ao órgão internacional,a ISO.

Na última reunião dos envolvidos na ABNT o resultado foi um tanto dividido. Hoje, poucos dias antes do prazo final para a decisão brasileira,o Brasil inteiro foi informado,sendo divulgado em vários sites,de que a ABNT chegou à decisão final de seu voto para a ISO.

O Brasil vota "Não com comentários" na ISO, significando que recomenda a rejeição do novo formato da Microsoft como padrão ISO, ressaltando ainda questionamentos técnicos e legais para embasar sua decisão. Somado aos votos negativos de outros países como Estados Unidos, China, Polônia e Índia (que acaba de confirmar seu voto), a ISO encontra-se cada vez mais perto de rejeitar o formato OpenXML como padrão.

Quem quiser ter uma idéia mais detalhada de como foi a pendenga basta dar uma lida nos artigos do Avi Alkalay,representante da IBM na reunião da ABNT,os links para os dois artigos são:
  1. http://avi.alkalay.net/2007/08/abnt-ooxml-odf.html
  2. http://avi.alkalay.net/2007/08/impressoes-sobre-reuniao-final-da-abnt.html
Sérgio Amadeu divulgou em seu blog a nota enviada pela ABNT,como segue.
Prezados Membros da CE 21:034.00

Comunico que, como resultado das discussões ocorridas no âmbito da CE, o voto do Brasil que está sendo enviado pela ABNT à ISO é de desaprovação pelas razões
técnicas apontadas pelo GT2 da CE.


Este voto seguiu o preconizado na Diretiva do ISO/IEC JTC1.

Agradeço a colaboração e o esforço de todos que possibilitaram o resultado alcançado.

Atenciosamente,

Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone
ABNT - Diretor de Normalização

Coletânea de links sobre ODF,OOXML,ABNT,ISO e esta disputa:
Boa leitura!

7 de ago. de 2007

Seis perguntas aos órgãos nacionais de padronização

Office OpenXML (OOXML) e inapto pela ISO 29500

Uma grande discussão esta acontecendo neste momente e é um assunto que vai afetar nosso dia-a-dia,mesmo que estejamos atentos e acharmos que não,mas vai sim,porque se trata de um padrão de formatação de documentos,que no Brasil é definido pela toda poderosa ABNT.Além da ABNT existe a ISO - A Organização Internacional para Padronização - (em inglês: International Standardization Organization - ISO, em francês: L'Organisation internationale de normalisation) é uma entidade que aglomera os grémios de padronização/normalização de 158 países. Clique aqui para saber mais.
Em setembro haverá a votação sobre o padrão para o formato aberto de documentos (Open XML ISO), e tem se destacado muito o OOXML, da Microsoft. Isso preocupa a todos,porque se trata de um padrão fechado,proprietário,que deixa pessoas,governos,empresas,instituíções na mão de uma única empresa cujo código fonte do formato defendido por ela é um completo mistério,até para eles mesmos de tão complicado,é para no mínimo se desconfiar do que ela quer com um padrão.Além do mais por que existir dois padrões?
O padrão escolhido pelos países participantes da votação (entre eles, o Brasil) definirá regras para formatos de arquivos, documentos, dados em geral, para os próximos anos. Outros formatos "não padrões" poderão ser usados, mas o ISO é o que tem maior impacto no mundo. É ele que definirá facilidades ou dificuldades no desenvolvimento de aplicações, na manutenção e conversão de documentos digitais, etc. A votação deve ser feita com consciência. E será que nossos representantes a têm?
A idéia é debater e colocar na mesa as cartas, deixando claros os objetivos, regras, deficiências e dependências do padrão proposto pela Microsoft. Além dele, o ODF (OpenDocument Format, usado no OpenOffice, por exemplo) se destaca, mas a votação decidirá. Dois "padrões", afinal, não dá.
Nesta quinta-feira agora, dia 9 de agosto, haverá uma reunião da Comissão de Estudo da ABNT que debaterá essa questão, se deve ou não ser aprovado o OpenXML como padrão ISO.

Diga NÃO ao novo formato MS-Office como padrão ISO

Uma petição contra mais este monopólio da gigante de Redmond está disponível aqui,também em português,basta escrever nome,cidade,país,email e depois confirmar a resposta automática que é enviada para seu email

A Free Software Foundation criou seis perguntas para os órgãos nacionais de padronização, que reproduzo abaixo,se quiser ler direto no site deles clique aqui

Seis perguntas aos órgãos nacionais de padronização

[Também disponível em PDF (28k)(em inglês)]

As perguntas seguintes são relacionadas com a requisição de adoção do formato ECMA/MS-OOXML como um padrão IEC/ISO. A menos que o órgão nacional de padronização possua respostas definitivas a estas perguntas, deve votar não na IEC/ISO e solicitar que a Microsoft incorpore o trabalho realizado pelo MS-OOXML no padrão ISO/IEC 26300:2006 (Open Document Format).

Este documento é um sumário. Mais informações estão disponíveis online (em inglês).

  1. Independente de aplicação?

    Nenhum padrão deve depender de um específico sistema operacional, ambiente ou aplicação. Independência de aplicação e implementação são as mais importantes propriedades de todo padrão.

    A especificação do MS-OOXML é livre de referências a produtos de fornecedores em específico e de comportamento específico destes produtos?
  2. Apoia Padrões Abertos pré-existentes?

    Sempre que aplicável e possível, padrões devem ser construídos tendo como base padrões existentes, e não depender de tecnologias proprietárias de um fornecedor em particular.

    O MS-OOXML negligencia diversos padrões, como MathML e SVG, que são recomendados pelo W3C. Ao invés deles, utiliza formatos proprietários de fornecedores específicos. Este comportamento onera todos os fornecedores a seguir os padrões da Microsoft para poder implementar completamente o MS-OOXML, com a utilização de infraestrutura proprietária da Microsoft construída ao longo dos últimos 20 anos. É questionável a possibilidade de qualquer terceiro conseguir implementar esta infraestrutura igualmente bem.

    Qual o benefício de aceitar o uso de formatos de fornecedores específicos em detrimento dos padrões existentes nestas áreas? De onde outros fornecedores receberão implementações compatíveis, competitivas e completas em todas as plataformas para poder evitar custos proibitivos de investimentos?
  3. Compatibilidade com versões anteriores para todos fornecedores?

    Uma das alegadas maiores vantagens do MS-OOXML é sua habilidade de permitir compatibilidade com versões anteriores, também referenciada no release internacional de imprensa da ECMA (em inglês).

    Para qualquer padrão, é essencial que seja implementável por qualquer terceiro sem necessidade de cooperação com outra empresa, informações restritas adicionais, acordos legais ou indenizações. Também é essencial que não seja requerida cooperação de qualquer competidor para alcançar completa e comparável interoperabilidade.

    Levando em consideração a especificação existente do MS-OOXML, é possível que qualquer terceiro implemente compatibilidade com versões anteriores e conversão de formatos comparável com a que a Microsoft pode oferecer, independente de modelo de negócio e sem acesso a qualquer informação adicional e sem cooperação com a Microsoft?
  4. Extensões proprietárias?

    Extensões proprietárias e específicas de certas aplicações são técnicas conhecidas e usadas em particular pela Microsoft para abusar o monopólio dos desktops em mercados relacionados. Esta técnica é o motivo central da decisão da Comissão Européia contra a Microsoft em 2004. Até hoje a Microsoft se nega a publicar a informação de interoperabilidade necessária e solicitada pela Comissão Européia.

    Por este motivo, é de entendimento público que Padrões Abertos não devem permitir tais extensões proprietárias, e que estas técnicas de abuso de mercado não devem ser possíveis em se tratando de Padrões Abertos.

    O MS-OOXML permite extensões proprietárias? A atual implementação do MS-OOXML pela Microsoft é fiel à especificação e livre de extensões não documentadas? Existem proteções contra este tipo de prática abusiva?
  5. Dois Padrões?

    O objetivo da padronização é definir um único padrão. Multiplos padrões sempre são impedimento para competição. A competição de padrões é um fator verdadeiramente estratégico para medir o ganho de controle de um segmento de mercado, como vários exemplos passados já demonstraram.

    Existe um Padrão Aberto para documentos de escritório, chamado "Open Document Format" (ODF) (ISO/IEC 26300:2006). Ambos, MS-OOXML e o ODF são construídos usando tecnologia XML, então eles aplicam a mesma base tecnológica e as mesmas capacidades teóricas. A Microsoft é membro do OASIS, a organização na qual o ODF foi desenvolvido e também a organização que o mantém. A Microsoft tinha conhecimento do processo, e foi convidada a participar dele.

    Porque a Microsoft se recusa a participar no esforço de padronização existente? Porque ela não submete suas propostas técnicas ao OASIS, para que sejam incluídas no ODF?
  6. Legalmente seguro?

    Dar a todos os competidores garantia de segurança legal em decorrência da implementação de um padrão é essencial. Esse tipo de garantia necessita ser clara, confiável e ampla o suficiente para cobrir total interoperabilidade e permitir competição puramente baseada em méritos.

    O MS-OOXML é acompanhado por uma complexa e estrita "promessa de não processar" ao invés de uma permissão de uso de patente típica. Em função de sua complexidade, não é claro qual tipo de segurança jurídica em função de compatibilidade será realmente provida.

    Estudos legais mostram que a "promessa" não cobre todas as funcionalidades opcionais e formatos proprietários requeridos para uma implementação completa do MS-OOXML. A liberdade de implementação por todos os competidores não é garantida para toda a extensão do formato proposto, e questionável mesmo para os componentes centrais.

    O seu órgão nacional de padronização realizou sua análise independente sobre a natureza da permissão de uso de patentes de forma a garantir que ela cobre todas as áreas necessárias para implementação completa do MS-OOXML sem riscos legais?

Todas estas perguntas necessitam respostas que devem ser dadas pelos órgãos de padronização através de conselho independente e especialistas, e principalmente, não pela Microsoft ou seus parceiros de negócio, que possuem direto conflito de interesse nesta questão.

Se não há boas respostas para qualquer dessas perguntas, o órgão de padronização deve votar não na ISO/IEC.

Copyright (C) FSF Europe.Ultima Alteração:2007-07-17 08:38:56 (greve) [XHTML]
We thank for this unofficial translation. Please refer to the original text for the official version of this page.
Permitida a cópia e distribuição deste documento completo em qualquer meio, desde que esta nota seja mantida.
Relate problemas com esta página para webmaster at fsfeurope.org



20 de jul. de 2007

Open Source Surface & Microsoft Surface

Certamente vai chagar um dia em que os computadores sofrerão uma revolução em sua forma de trabalhar,afinal assim é a tecnologia,sempre se transformando e gerando coisas que no início podem parecer estranhas,bizarras e até mesmo fora de propósito,mas a verdade é que tudo se transforma,porque a inteligência humana não tem limites.E a despeito de não estarmos bem certos da utilidade de determinada tecnologia nova,ela vai cedo ou tarde estar em nosso cotidiano,de uma forma ou de outra.Por isso apresento,os não tão novos assim,Open Source Surface & Microsoft Surface !

As imagens mais uma vez falam por sí,então vou transcrever do respectivo site,MPX a explicação sucinta ( em inglês,infelizmente ) e logo após o vídeo.

Surface Open Source

"MPX already supported multiple input devices. Which blows pretty much all assumptions in user interfaces (input) out of the water. Now I've gone one step further and added support for multi-touch displays. Have a look at this video":



Sobre o Surface Open Source deixo o comentário final lembrando que o mesmo está num estágio muito inicial ainda,mas o projeto promete. Ele já tem, pelo menos, duas vantagens em relação ao Microsoft Surface: é gratuito, enquanto o Surface custará algo em torno dos dez mil dólares, e está disponível agora.

Microsoft Surface

A microsoft pretende reolucionar a maneira como lidamos com o computador,ela quer realmente inovar,para isso não existirá mais mouse ou teclado,apenas o toque,ou melhor as mãos e a tela.Quem assistiu a filme "Minority Report" a coisa lembra um pouco, mas ainda não existe silício estampado sob o vidro: há uma caixa preta debaixo da tela, apenas.Pode e é o primeiro passo na direção do que vimos no filme.




Em Redmond a empolgação é tremenda,desde 2003 o projeto está em gestação e promete. Entretanto, com um preço estimado em aproximadamente US$ 10.000,00 (EUA) para o fim deste ano, vai demorar um pouco até vermos isso na nossa sala de estar ( quem sabe o Governo Federal goste da idéia e lance o programa Surface Popular Desktop :) hehe. ) . Parece que a rede Sheraton será parceira na divulgação,então o principal alvo do marketing deve ser mesmo hotéis, restaurantes e afins.Depois desta fase para chegar nos lares será moleza,e a Microsoft sabe como convencer.

É isso aí pessoal o futuro chegou.

Links oficiais dos dois projetos :

Microsoft Surface

The Multi-Pointer X Server ( MPX - Surface Open Source)

Matérias sobre este assunto no meiobit.com

Surface Open Source

Microsoft Surface

16 de jun. de 2007

Vista vs Ubuntu & 3D Desktop! TouchScreen and XGL on Linux!

As imagens falam por sí.








3D Desktop! TouchScreen and XGL on Linux!








Pra terminar deixo a pergunta que não quer calar,quem precisa de Windows Vista?Resposta:Ninguém!

Use linux,liberte-se!

5 de jun. de 2007

DPKG - Manipulando Pacotes

No Guia Foca GNU/Linux tem um dica que eu achei muito legal e útil,ela está disponível no ítem 19.11 - Lista de pacotes para uma instalação rápida e manual

Antes de começar a explanar estas pequenas dicas,vamos rever um pouco o capítulo 20,muito utilizado no mundo linux,e que tem termos que soam bastante estranho para um usuário recém chegado.O Foca nos dá uma definição muito boa do "Sistema de gerenciamento de Pacotes". O capítulo ensina a lidar com operações básicas,via linha-de-comando,na manipulação de pacotes Debian, instalação, remoção, consulta e checagem de arquivos .deb.

DPKG

O dpkg (Debian Package) é o programa responsável pelo gerenciamento de pacotes em sistemas Debian. Sua operação é feita em modo texto e funciona através de comandos, assim caso deseje uma ferramenta mais amigável para a seleção e instalação de pacotes, prefira o dselect (que é um front-end para o dpkg) ou o apt (veja apt, Seção 20.2) ---> falarei sobre ele em outro artigo aqui no Colossos

dpkg é muito usado por usuários avançados da Debian e desenvolvedores para fins de instalação, manutenção e construção de pacotes.


PACOTES

Pacotes Debian são programas colocados dentro de um arquivo identificados pela extensão .deb incluindo arquivos necessários para a instalação do programa, um sistemas de listagem/checagem de dependências, scripts de automatização para remoção parcial/total do pacote, listagem de arquivos, etc.

Um nome de pacote tem a forma nome-versão_revisão.deb

Exemplo >> dpkg 1.13.24ubuntu6.deb

INSTALAR PACOTES

Use o comando:

dpkg -i [NomedoPacote] (ou --install)

para instalar um pacote em seu sistema. Talvez ele peça que seja instalado algum pacote que depende para seu funcionamento. Para detalhes sobre dependências veja Dependências, Seção 20.1.3. É preciso especificar o nome completo do pacote (com a versão e revisão).


DEPENDÊNCIAS

Dependências são pacotes requeridos para a instalação de outro pacote. Na Debian cada pacote contém um programa com uma certa função. Por exemplo, se você tentar instalar o pacote de edição de textos supertext que usa o programa sed, você precisará verificar se o pacote sed está instalado em seu sistema antes de tentar instalar o supertext, caso contrário, o pacote supertext pedirá o sed e não funcionará corretamente. Note que o pacote supertext é apenas um exemplo e não existe (pelo menos até agora :-). O programa dselect faz o trabalho de checagem de dependências automaticamente durante a instalação dos pacotes.

A colocação de cada programa em seu próprio pacote parece ser uma dificuldade a mais para a instalação manual de um certo programa. Mas para os desenvolvedores que mantém os mais de 8710 pacotes existentes na distribuição Debian, é um ponto fundamental, porque não é preciso esperar uma nova versão do supertext ser lançada para instalar a versão mais nova do pacote sed. Por este motivo também é uma vantagem para o usuário.


Retomando o assunto tema do artigo,veremos que a utilidade de gerar uma lista de pacotes está no fato de se poder utilizar esta lista,depois de gerada,para instalar os mesmos pacotes em outra máquina.A lista é um arquivo texto,simples, de uns poucos KBs.

Se pretende usar a lista de pacotes para fazer a instalação da Debian em muitos computadores, você tem duas opções:
  1. Copiar o conteúdo das seções que seguem e fazer um script de instalação personalizado para automatizar a instalação de pacotes da Debian em outras máquinas
  2. Após a instalação dos pacotes no computador, utilize o comando : dpkg --get-selections >Lista-Pacotes.txt para gerar o arquivo Lista-Pacotes.txt contendo a lista de pacotes instalados.
    Então no computador que pretende fazer a instalação de pacotes, use o comando dpkg --set-selections e então digitar apt-get -f install ou escolher a opção Install no dselect.


Esmiuçando outros comandos simples e fáceis de digitar são estes,segundo o Foca GNU/Linux :


LISTAR PACOTES EXISTENTES NO SISTEMA

Use o comando:

dpkg -l [pacote] (--list) para isto.

Na listagem de pacotes também será mostrado o "status" de cada um na coluna da esquerda, acompanhado do nome do pacote, versão e descrição básica. Caso o nome do [pacote] seja omitido, todos os pacotes serão listados.

É recomendado usar "dpkg -l|less" para ter um melhor controle da listagem (pode ser longa dependendo da quantidade de programas instalados).

REMOVENDO PACOTES DO SISTEMA

Use o comando:

dpkg -r NomedoPacote (--remove)

para remover um pacote do sistema completamente. Somente é necessário digitar o nome e versão do pacote que deseja remover, não sendo necessário a revisão do pacote.

O comando dpkg -r não remove os arquivos de configuração criados pelo programa.

REMOVENDO COMPLETAMENTE UM PACOTE

Use o comando:

dpkg -P [NomedoPacote|-a] (--purge)

para remover um pacote e todos os diretórios e arquivos de configuração criados. Não é necessário especificar a revisão do pacote. O comando dpkg--purge pode ser usado após uma remoção normal do pacote (usando dpkg -r).

Caso você usar diretamente o comando dpkg --purge, dpkg primeiro removerá o pacote normalmente (como explicado em Removendo pacotes do sistema, Seção 20.1.5) e após removido apagará todos os arquivos de configuração.

Caso especifique a opção -a (ou sua equivalente --pending) no lugar do nome do pacote, todos os pacotes marcados para remoção serão removidos completamente do sistema.

Note que o dpkg --purge somente remove arquivos de configuração conhecidos pelo pacote. Em especial, os arquivos de configuração criados para cada usuário do sistema devem ser removidos manualmente. Seria pedir demais que o dpkg também conhecesse os usuários de nosso sistema ;-).

MOSTRAR DESCRIÇÃO DO PACOTE

Use o comando:

dpkg -I NomedoPacote (--info)

para mostrar a descrição do pacote. Entre a descrição são mostradas as dependências do pacote, pacotes sugeridos, recomendados, descrição do que o pacote faz, tamanho e número de arquivos que contém.

PROCURA DE PACOTES ATRAVÉS DO NOME DE UM ARQUIVO

Use o comando:

dpkg -S arquivo (--search)

para saber de qual pacote existente no sistema o arquivo pertence.

STATUS DO PACOTE

Use o comando:

dpkg -s pacote (--status)

para verificar o status de um pacote em seu sistema, se esta ou não instalado, configurado, tamanho, dependências, maintainer, etc.

Se o pacote estiver instalado no sistema, o resultado será parecido com o do comando dpkg -c [pacote] (--contents).

PROCURANDO PACOTES COM PROBLEMAS DE INSTALAÇÃO

A checagem de pacotes com este tipo de problema pode ser feita através do comando:

dpkg -C (--audit)

Será listado todos os pacotes com algum tipo de problema, verifique os detalhes do pacote com "dpkg -s" para decidir como corrigir o problema.

MOSTRANDO A LISTA DE PACOTES DO SISTEMA

Use o comando:

dpkg --get-selections

(apenas lista na tela o nome dos pacotes instalados)opcionalmente pode-se usar dpkg --get-selections|less para ter um melhor controle da listagem (pode ser longa dependendo da quantidade de programas instalados).

OBTENDO UMA LISTA DE PACOTES PARA INSTALAR NO SISTEMA

Use o comando:

dpkg --set-selections

para obter a lista de pacotes que serão instalados no sistema. O uso do dpkg --get-selections e dpkg --set-selections é muito útil durante uma necessidade de reinstalação do sistema GNU/Linux ou repetir a instalação em várias máquinas sem precisar selecionar algumas dezenas entre os milhares de pacotes no dselect.

Após obter a lista com dpkg --get-selections, use dpkg --set-selections e então entre no dselect e escolha a opção INSTALL, todos os pacotes obtidos via dpkg --set-selections serão automaticamente instalados.

CONFIGURANDO PACOTES DESCONFIGURADOS

Pacotes estão desconfigurados quando, por algum motivo, a instalação do mesmo não foi concluída com sucesso. Pode ter faltado alguma dependência, acontecido algum erro de leitura do arquivo de pacote, etc. Quando um erro deste tipo acontece, os arquivos necessários pelo pacote podem ter sido instalados, mas os scripts de configuração pós-instalação não são executados.

Use o comando:

dpkg --configure [NomedoPacote]

Para configurar um pacote. O NomedoPacote não precisa conter a revisão do pacote e extensão.

LISTANDO ARQUIVOS DE UM PACOTE

Use o comando:

dpkg -c arquivo (--contents)

para obter a listagem dos arquivos contidos no pacote. É necessário digitar o nome completo do pacote. O comando dpkg -c é útil para listarmos arquivos de pacotes que não estão instalados no sistema.

Para obter a listagem de arquivos de pacotes já instalados no sistema, use o comando:

dpkg -L arquivo

É necessário digitar somente o nome do pacote (sem a revisão e extensão).

Por enquanto é isso aí,em breve vou postar algo sobre APT e futuramente sobre o APTITUDE,este último vai demorar um pouco mais tendo em vista que será um tutorial um pouco mais extenso e se possível com screenshots da tela.Espero que este pequeno tutorial com conteúdo básicamente do Foca e algumas poucas explicações minhas,cujo assunto não é nenhuma novidade,possa ser útil,como sempre a idéia é escrever de usuário-para-usuário,simples assim.

30 de mai. de 2007

Atualizações no Slackware -current


Foi divulgado dia no GUS uma notícia muito legal e empolgante sobre o poderoso Slackware,se trata de uma série de atualizações que o Patrick Volkerding liberou no Slackware -current dia 28/05/2007. A notícia original foi divulgada no ChangeLog do -current! com todos os detalhes.

Algumas das novidades são:
  • Atualização para o última versão estável do kernel (2.6.21.3) com suporte a SMP;
  • Inclusão do HAL;
  • Atualização para a última versão estável do KDE (3.5.7) com suporte ao HAL;
  • Atualização para a última versão estável do GIMP (2.2.15);
  • Atualização do mutt, recompilação do XFCE com suporte ao HAL, correções no Apache 2.2.4 e etc.
  • O KDE e o XFCE com HAL são suficientes para montarem USB sticks, CD-ROMs, etc…
E para terminar a recomendação do pessoal do GUS :

"
Recomendo a leitura do arquivo CHANGES_AND_HINTS.TXT para verificarem como habilitar o HAL e entre outras dicas… Convido a todos os usuários do -current a efetuarem um: “slackpkg update, slackpkg install-new, slackpkg upgrade-all“ em suas máquinas!"


KISS : Keep It Simple Stupid

18 de mai. de 2007

Alerta: ODF em perigo no Brasil!

Foi divulgado hoje no blog do Sergio Amadeu uma notícia muito ruim envolvendo o padrão ODF,ABNT,OpenXML e Microsoft. Anotícia foi divulgada também no Dical-L . Os dois sites pedem que os participantes da comunidade de software livre escrevam para a ABNT na tentativa de barrar a manobra monopolista da Micro$oft e também que empresas e entidades enviem representantes para participar do grupo da ABNT.
Citando trecho da notícia :

"...A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e patenteados.

Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT, financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão aberto.

A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ em Brasília. O objetivo era paralisar o uso de software livre pelo governo federal. Este fato não ocorreria no mercado financeiro, pois lá existe a exigência de quarentena..."

É de suma importância para o Brasil e o futuro da nação que tenhamos liberdade e controle sobre as tecnologias usadas,principalmente nos órgãos governamentais,e também nas empresas,escolas,residências etc,o que não acontece quando um software proprietário e de código fechado é utilizado.
Como explica o Sérgio Amadeu "O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties.

O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5 mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta."
Percebe-se o gasto milionário com pagamento de licenças de softwares ( que por aqui poderia ser usado para equipar melhor nossas escolas por exemplo,em vez de ficar dando dinheiro para a microsoft,já que existe outras alternativas em termos de software!) e fica-se escravo de uma tecnologia que não nos pertence,como ocorre hoje com o sistema e softwares da Micro$oft.Ninguém é contra a Micro$oft ou tem raiva dela à toa,apenas não é admissível permitir que ela continue exercendo seu monopólio e impondo limites as pessoas e aos governos.
Com a adoção do ODF,que é um padrão livre onde todos que sabem e se interessam tem a oportunidade de estudar o código,saber como ele funciona,contribuir com melhorias e o que é melhor,principalmente para o usuário comun, saber que se for adotado como padrão aquele documento de texto que você produziu hoje ou a dois,cinco,dez anos vai ser aberto normalmente por qualquer processador de texto sem perda de formatação.
Ao contrário com o OpenXML não vai ser assim,porque ele não é 100% aberto,é uma colcha de retalhos,cheio de tecnologia proprietária,obscuro,propositalmente complexo e não nos garante interoperabilidade máxima como o ODF.
Para saber um pouco mais:



9 de mai. de 2007

Sobre o Dash

Muitos não sabem mas o shell padrão do ubuntu não é o famoso Bash,mas o Dash ( Debian Almquist shell (dash) ).O motivo é simplesmente um só: economia!Ele é menor e mais rápido,consome menos recursos,porém tem menos funcionalidade.Por isso existe muita discordância na comunidade quanto ao seu uso ser padrão no ubuntu.

No Debian.org na página que descreve a função de cada pacote o Dash está assim definido:

Package: dash
Description-md5: 383b9a353d116e42f6d70caf3767ca36
Description-pt_BR: O shell Almquist do Debian
"dash" é uma shell de acordo com POSIX muito menor que "bash". Nós
aproveitamos isto para fazer deste shell a shell dos disquetes de
instalação, onde espaço vale ouro.
.
Ele pode ser utilmente instalado como /bin/sh (porque ele executa scripts
de certa forma mais rápido que o "bash") ou como o shell padrão tanto do
superusuário ("root") quanto de um segundo usuário com um userid 0 (porque
ele depende em poucas bibliotecas e consequentemente é menos afetado por
um problema de atualização ou uma falha de disco). Ele também é útil para
checar se um script usa apenas sintaxe POSIX.
.
"bash" é um shell melhor para a maioria dos usuários, já que ele tem
algumas boas funcionalidades ausentes no "dash" e é uma parte
necessária no sistema.

Fonte:http://ddtp.debian.org/translatefiles/sid/main/i18n/Translation-pt_BR

No sistema : /bin/sh é um link para /bin/dash

No Referência Debian tem mais informação sobre Shell,incluindo os diversos tipos.

Explicação do site https://wiki.ubuntu.com/DashAsBinSh sobre o uso do Dash no Ubuntu:

Sumario:

"Change the /bin/sh symlink on Ubuntu systems to point to the dash shell instead of the current bash shell."

Tradução (livre):

Mudar o symlink de /bin/sh em sistemas de Ubuntu para apontar para o Shell Dash em vez do atual Shell Bash

Razão:
Our default shell is currently bash, which is slow and very large as it is intended as a user login shell. While this is good for users, it is not the best shell for running shell scripts; there are far smaller and faster shells that provide POSIX compliance such as dash.

By changing the /bin/sh symlink from bash to dash we can have the best of both worlds.

Tradução (livre):

"Nosso Shell por padrão é atualmente o Bash,que é lento e muito grande,enquanto se prentende isto como um Shell do início de uma sessão do usuário.Quando isto for bom para os usuários,não é o melhor Shell para rodarmos Shell-Script; há os Shell's mais distantes,menores e rápidos que fornecem a conformidade do padrão POSIX,tal como o Dash. Mudando o symlink de /bin/sh do Bash para o Dash nós podemos ter o melhor de ambos os mundos."

Finalmente,na wikipedia (en) tem uma pequena explicação sobre o Dash que nos dá uma idéia bem legal do que se trata e de sua utilidade,a partir daí compreende-se melhor porque os desenvolvedores do ubuntu adotaram-no.

"Debian Almquist shell
From Wikipedia, the free encyclopedia
Jump to: navigation, search

Debian Almquist shell (dash) is a POSIX-compliant Unix shell, much smaller than bash. It requires less disk space but is also less feature rich.

dash is a direct descendant of the NetBSD version of the Almquist Shell (ash). It was ported to Linux by Herbert Xu in early 1997. It was renamed to dash in 2002.

dash executes scripts faster than bash and depends on fewer libraries. It is believed to be more reliable in case of upgrade problems or disk failures.

dash may be used as:

  • shell on the installation floppy disks.
  • root user shell.
  • /bin/sh replacement.
  • a testing environment for shell scripts to verify their compatibility with POSIX syntax.

dash is a modern replacement for ash in the Debian project, and (as of the 6.10 release) is the default /bin/sh in Ubuntu. However, the transition in Ubuntu to making dash /bin/sh has broken numerous shell scripts that relied upon bash-specific functionality, also known as bashisms.

Sources


Traduzido (tradução livre) o texto diz mais ou menos isso:

É um shell POSIX-compliant do Unix, muito menor do que o bash. Requer menos espaço de disco mas é também de característica menos rica.
o Dash é um descendente direto da versão de NetBSD do Almquist Shell (ash).Foi portado para o Linux por Herbert Xu em meados de 1997 . Foi rebatizado para dash em 2002.
O Dash executa scripts mais rapidamente do que o Bash e depende de poucas bibliotecas.Acredita-se ser mais confiável em casos de problemas de upgrade e falhas de disco.

O Dash pode ser usado como:

  • shell na instalação por floppy disks.
  • root user shell.
  • recolocação /bin/sh
  • Um ambiente de teste para que os shell scripts verifiquem sua compatibilidade com sintaxe do POSIX.

O Dash é uma recolocação moderna para o Ash no projeto Debian, e (até à data da liberação do 6.10) é o padrão /bin/sh no Ubuntu.Entretanto, a transição no Ubuntu em fazer o Dash /bin/sh,quebrou numerosos shell scripts que confiaram na funcionalidade bash-específica,conhecidos também como bashisms.

Fonte : http://en.wikipedia.org/wiki/Debian_Almquist_shell


Para terminar aí vai uma dica retirada do PlanetaUbuntu.

Remova o ‘dash’

~$ sudo apt-get remove - -purge dash

Isso é necessário porque alguns make files de compilação usam o /bin/sh que por padrão no Feisty é o ‘dash’, quando deveria ser o ‘bash’. Apenas remover o ‘dash’ do seu sistema vai tornar o bash como padrão. Se você não quer remove-lo então use o comando ’sudo update-alternatives’ para fazer o /bin/sh apontar para /bin/bash. No momento que estou escrevendo este artigo foi impossivel usar update-alternatives para trocar o sh, provavelmente arestas a serem consertados neste release preliminar do Feisty.

fonte:http://hamacker.wordpress.com/tag/ubuntu/

8 de mai. de 2007

BrazilFW - muito mais que transformar micros antigos em firewalls

Saiu hoje no BR-Linux.org uma dica legal pra quem precisa de algo maias em termos de firewall e router para computadores antigos....e novos também,por que não?Já que a palavra de ordem é desempenho e eficiência!Leia o artigo.


BrazilFW - muito mais que transformar micros antigos em firewalls

“BrazilFW é uma mini distribuição Linux Firewall e Roteador que roda facilmente em computadores antigos. As funções principais do BrazilFW são: compartilhar conexões de internet; promover proteção de firewall para os PCs conectados ao BrazilFW. O BrazilFW roda em um velho 486 "DX" 66 (sx pra baixo não) com pelo menos 16Mb de memoria. Você não precisa de HD, mas se desejar, pode naturalmente instalar numa hd, que alias é muito recomendado em termos de confiabilidade/velocidade. Além disso, o Squid está 100% estável pra uso, e somente em HD. O BrazilFW foi basedo no antigo Coyote Linux floppy firewall/routing system.”

Enviado por Gustavo Melo (gustavomeloΘsoftwarelivre·org) - referência (brazilfw.com.br).

7 de mai. de 2007

Obtento lista de pacotes instalados no Linux (Sistemas Debian)

19.11 Lista de pacotes para uma instalação rápida e manual

Esta pequena dica foi retirada do guia focalinux

19.11 Lista de pacotes para uma instalação rápida e manual

Esta seção contém uma lista de pacotes necessários que atendem a maioria dos usuários normais da Debian em um sistema padrão sem desperdício de espaço e sabendo exatamente o que está instalando.

Estou assumindo que você concluiu a instalação da Debian 3.0 (Woody)1* mas preferiu pular o passo de seleção de pacotes do dselect e fazer uma instalação manual.

A lista de pacotes está dividida por categorias e você precisa ter o programa apt configurado corretamente para que os comandos funcionem (veja apt, Seção 20.2 para detalhes).

Se pretende usar a lista de pacotes para fazer a instalação da Debian em muitos computadores, você tem duas opções:

1. Copiar o conteúdo das seções que seguem e fazer um script de instalação personalizado para automatizar a instalação de pacotes da Debian em outras máquinas
2. Após a instalação dos pacotes no computador, utilize o comando:
dpkg --get-selections >Lista-Pacotes.txt para gerar o arquivo Lista-Pacotes.txt contendo a lista de pacotes instalados.

Então no computador que pretende fazer a instalação de pacotes, use o comando dpkg --set-selections e então digitar apt-get -f install ou escolher a opção Install no dselect.

Para mais detalhes veja Mostrando a lista de pacotes do sistema, Seção 20.1.11 e a Obtendo uma lista de pacotes para instalar no sistema, Seção 20.1.12. É importante usar o comando apt-get clean após a instalação de pacotes para remover os pacotes baixados pelo apt de /var/cache/apt/archives (exceto na instalação de pacotes através do disco rígido local).

Fonte : http://focalinux.cipsga.org.br/guia/intermediario/ch-deb.htm

Eu utilizo sempre e apesar de ser uma dica muito simples e até boba para usuários avançados certamente é muito útil caso vocâ queira saber o quem tem instalado em seu sistema linux "Debian Basead",eu testei e uso no Ubuntu sem problemas.Palavra de usuário-para-usuário!

PS 1*: Pode usar sem problemas,o foca como bom debian não é tão atualizado quanto o Ubuntu,mas os comandos sugeridos são padrões do sistema,fazem parte da famosa linha-de-comand0-do-linux.O tão aclamado Shell ou Prompt!

6 de mai. de 2007

Frases Polêmicas da Microsoft

É interessante como líderes de uma empresa como a Microsoft pensam sobre seu bem mais precioso: O cliente. A frase é de ninguém menos que Bill Gates : “Vamos encarar uma coisa: o usuário médio de computador tem o cérebro de um macaco-aranha”. O que concluir de uma frase desta?O que esperar de uma empresa onde seus líderes tem um pensamento nazista sobre as pessoas? Eu lhes dou a resposta :

Bem-vindo ao Ubuntu Brasil

"Bem-vindo ao Ubuntu BrasilO Ubuntu Brasil é uma comunidade formada por usuários, tradutores, documentadores e desenvolvedores brasileiros do sistema operacional Ubuntu, que têm como base as idéias do Manifesto Ubuntu: que o software deve estar disponível e livre de custos, que os softwares devem ser usados pelas pessoas em seu idioma local e pelas que possuam deficiências, e que as pessoas devem ter a liberdade para customizar e alterar seus softwares quaisquer que sejam suas necessidades.

Essas idéias são o caminho central para a comunidade Ubuntu Brasil colaborar. Membros da comunidade Ubuntu Brasil precisam trabalhar em conjunto efetivamente, e o Código de Conduta dá as regras para nossa cooperação."


Conheça o Ubuntu

Ubuntu é um sistema operacional completo, baseado em Linux, distribuído livremente para uso em desktops, uso corporativo e servidores. Ele é desenvolvido por uma imensa comunidade, da qual você também pode fazer parte!


"Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria auto-confiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo." -- Arcebispo Desmond Tutu em Sem Futuro Sem Perdão (No Future Without Forgiveness).

Quer saber o que torna o Ubuntu especial? Aprenda mais sobre o Ubuntu.

Agora finalmente reproduzo abaixo o artigo da computerworld.uol.com.br

"Conheça os 15 comentários

mais polêmicos da

Microsoft


Uma frase dita nesta semana pelo CEO da Microsoft, Steve Ballmer, chamou a atenção de vários segmentos de mercado. Não por alguma crítica ferrenha a algum concorrente ou por um anúncio bombástico da própria gigante de software. Mas pela análise feita sobre aquilo que muitos especialistas consideram um marco nos setores de entretenimento e comunicações: o iPhone, da Apple.

“Não há chance de o iPhone ganhar qualquer participação de mercado significativa. Nenhuma chance. É um item subsidiado de 500 dólares”, apontou.


Aproveitando a brecha do controverso argumento, a reportagem da revista norte-americana Network World fez uma lista com as 15 declarações mais polêmicas proferidas por representantes da gigante de software. Confira abaixo:


As melhores frases de Steve Ballmer sobre…

1-) ... a desaprovação da supervalorização das ações das companhias do setor de t

ecnologia, incluindo de sua empresa. “Existe uma supervalorização dos papéis de tecnologia absurda. Eu incluiria as ações da nossa companhia nessa categoria. Isso é ruim em longo prazo para a economia.”

2-) ... essa “onda de iPods e Google”. “Meus filhos em várias situações são mal comportados como muitas outras crianças. Mas pelo menos em uma situação eu fiz uma lavagem cerebral com eles: não usem Google e não usem iPod”.

3-) ... mais uma vez o Google. “O Google não é uma companhia real. É uma casa feita de cartas”.

4-) ... a (in)utilidade dos blogs. “Eu não tenho certeza de que os blogs são necessariamente a melhor ferramenta para dar uma turbinada em qualquer coisa que seja. As pessoas querem blogar por várias razões, e isso pode ou não ser representativo”.

5-) .... a posição da Microsoft no mercado. “Nós não temos um monopólio. Nós temos participação de mercado. Existe diferença”.

6-) ... problemas de saúde do Linux. “O Linux não está em domínio público. O Linux é um câncer que se une a um senso de propriedade intelectual em tudo que toca. É assim que a licença funciona”.

7-) … potenciais problemas de patentes do Linux. “Queremos ter o retorno econômico apropriado para nossos acionistas a partir de nossa inovação”, sugerindo que usuários e fornecedores de versões do Linux poderiam correr riscos de processos por infração de patente. Esses comentários vieram depois de a Microsoft e a Novell assinarem um acordo para parceria tecnológica que também elimina a possibilidade de eventuais processos.

Bill Gates não ficou atrás e se pronunciou sobre...

8-) … seu papel no universo. “Ei, eu nunca falei para ninguém comprar minhas ações. Além disso, ninguém está menos feliz (sic) do que eu com o desempenho dos papéis da Microsoft. Eu perdi dezenas de bilhões de dólares nesse ano – se você checar, vai ver que isso é muito mais do que aquilo que a maioria das pessoas ganha durante a vida toda”.

9-) .... o caso antitruste. “Essa coisa anti-truste vai acabar”.

10-) … a natureza distribuída da inteligência em sua companhia (creio). “Na Microsoft existem várias idéias brilhantes, mas a imagem é que todas elas vêm do topo. Temo em dizer que não é bem assim”.

11-) ... sobre o número de vistos H-1B, para trabalho, que deveriam ser permitidos nos Estados Unidos além dos 65 mil permitidos atualmente. “300 mil seria um avanço fantástico”.


12-) ... novamente explicando seu papel no mundo. “Eu tenho 100 bilhões de dólares. Você acredita que eu poderia gastar 3 milhões de dólares por dia, todos os dias, pelos próximos 100 anos? E isso se eu não ganhar mais nenhum centavo. Vou te dizer uma coisa: vou comprar seu braço direito por um milhão de dólares. Eu vou te dar um milhão de pratas e decepo seu braço aqui mesmo”.

13-) … sobre um dos seus principais acertos, talvez. “Se a GM tivesse acompanhado a tecnologia como a indústria da informática fez, estaríamos todos dirigindo carros de 25 dólares com 1000 MPG”.

14-) … sobre sua posição a respeito do gerenciamento de direitos digitais. “

Propriedade intelectual tem a vida útil de uma banana”.

15-) … sobre seus clientes. “Vamos encarar uma coisa: o usuário médio de computador tem o cérebro de um macaco-aranha”.

*Network World


Comece aqui




Documentação





3 de mai. de 2007

Conheça o Ubuntu

Quem estiver testando uma distribuição linux e escolher o Ubuntu saiba que existe uma comunidade brasileira contribuindo com a tradução, segurança e suporte!

Veja nesse link como obter ajuda.

Todos podem colaborar divulgando, traduzindo, documentando, sugerindo correções e informando erros. O simples fato de usar e enviar anonimamente suas informações de hardware já é uma ajuda muito grande.

Utilize o Fórum em português para questionar qualquer coisa, o WIKI para obter documentação feita pela comunidade, o IRC para bater papo e conhecer outros usuários.

Saiba também que existe um Guia completo dentro do sistema. Acesse o menu Sistema > Ajuda. Veja aqui um exemplo da utilidade deste guia

Venha conhecer o sistema operacional que mais cresce no mundo e que está cativando muita gente!

Comece já!

2 de mai. de 2007

Dell + Canonical = Ubuntu 7.04 pré-instalado

A parceria Dell e Canonical deve provocar ondas mais fortes no mundo da TI movimentando bastante o mercado,já que no mundo do SL/CA o Ubuntu é a sensação do momento por ser um S.O bastante amigável,principalmente para desktop. A idéia é comercializar PCs e Notebooks Dell com Ubuntu 7.04 pré-instalado e certificado pela Canonical,segundo o Linux.com.
O Direct2Dell começa o artigo assim(tradução livre):
"Em fevereiro quando a Dell lançou no IdeaStorm o forum para que os clientes contribuam com idéias para nossos produtos, nós recebemos os resultados e constatamos que os clientes querem Linux em seus desktops e laptops. Como parte de um esforço total para atualizar nosso programa de Linux, hoje nós estamos anunciando uma parceria com a Canonical para oferecer Ubuntu em linhas selecionadas de desktops e notebooks para o consumidor."
Já a Canonical divulgou assim(tradução livre):
"Canonical e Dell estão satisfeitas em anunciar uma parceria para oferecer Ubuntu 7.04 em produtos selecionados para Desktop e Notebook. Esta é uma etapa fabulosa para o avanço do Ubuntu, nossos usuários e clientes. Mais sobre o anúncio está disponível no Web site da Dell, incluindo uma entrevista em video com Mark Shuttleworth fundador do Ubuntu. Nós acreditamos que a decisão da Dell é um endosso forte ao Ubuntu e ao trabalho de muitos no coding, traduzindo e promovendo o open source software. É também um testamento à demanda que existe para Ubuntu.A Canonical está honrada por jogar um papel principal em fazer o Linux mais extensamente disponível a todos."
Alguns analistas pensam que a oferta incluirá um desktop da linha Dimension “Essential”, um desktop XPS e um laptop Inspiron e-series.É esperar para ver.
Finalizando e conforme foi divulgado no Planeta Ubuntu pelo André Cunha " A imagem fala mais do que mil palavras! "


"Make yourself free! Ubuntu, it's the real deal!"






10 coisas que você ainda não sabe sobre o OpenSource

Muito interessante este artigo publicado no Underlinux

"Brian Behlendorf, idealista focalizado do OS, e um dos desenvolvedores do servidor web Apache (que dispensa comentários) dissertou, em uma palestra na “Digital Freedom Expo” na Universidade de Western Cape, sobre as “10 possíveis fatos sobre o Open-source, desconhecidos pela grande maioria”…

1. O Open Source antecedeu inclusive o software proprietário

A maioria das pessoas tem uma visão de que o Open Source é uma idéia nova, radicalista. No entanto softwares que tangeriam futuramente ao atual molde de Open Source, já tinham seus códigos-fonte expostos a observação e modificação, inclusive era esperado que o fizessem. Mas, em 1976, graças ao nosso ‘amigo’ Bill Gates, e sua famosa carta no Clube de Computação de Homebrew incentivando que se parassem de partilhar os códigos BASIC dos seus Altair’s (na época), deu origem ao primeiro movimento privativista de softwares. Eis que, em 1985, surge a nossa “Liga da Justiça” a Free Software Foundation, como afronta ao que os moldes que o movimento do “close-code” estava instaurando.

2. Apache manteve a web livre

Em 1995, quando o Apache foi lançado, o Netscape era o browser mais popular, e havia o temor que se a mesma companhia dominasse o mercado de browsers e servidores web, isso passaria a tornar-se uma hegemonia. Porém, o lançamento do Apache foi feito com dois propósitos. O velho incentivo ao trabalho colaborativo em prol de um melhor produto final e a manutenção do protocolo HTTP como um padrão livre.

3. O Open SSL manteve a criptografia livre e ao alcance de todos

A biblioteca de criptografia Open SSL, é um claro exemplo de segurança através da transparência. No momento em que o exército americano estava preocupado com o perigo resultante da criptografia de dados e tentava “ilegalizar” a exportação de qualquer dado criptografado sobre uma cifra maior que 40 bits (comparado aos 128 bits usualmente aplicados, isso era um absurdo), em o Open SSL e sua plataforma aberta de criptografia, possibilitando uma maior confiabilidade nos métodos de criptografia, “pondo a baixo” essa necessidade de retenção, ao menos no que diz respeito ao software livre.

4. Open Source “salva o pescoço” do free-genoma

Um pequeno trocadilho pra um dado importante, caso o doutorando Jim Kent, em 2002, não tivesse escrito o código de 10.000 linhas de um software em perl, capaz de processar uma quantidade de dados brutos do sequenciamento do genoma humano, e esse mesmo código não tivesse sido executado em mais de 100 servidores linux espalhados pelo planeta, em alguns meses a fusão de companhias Celera, teria sequenciado e patenteado o genoma humano pra si! Caberia absurdo maior?

5. Amor platônico da Micro$oft pelo Open Source

Por incrível que pareça, é uma verdade, afirmada por fatos. O primeiro uso do TCP/IP pelo Window$ foi uma parte de um código de Berkley. Têm-se ainda (citados por Behlendorf) os casos das “manobras” da Micro$oft com programas como MySQl e JBoss. Também vê-se os casos do Codeshare, Channel 9 e alguns outros sites que indicam sinais de “open-microsoft”. Como Behlendorf mesmo disse: “arrastado a pontapés e gritos rumo ao futuro”.

6. Nem só de “bons-samaritanos” vive o Open Software

Muitos dos desenvolvedores que colaboram com o Open Software, fazem isso em benefício (financeiro, inclusive) próprio. Estimativamente, é muito mais simples e rápido o desenvolvimento colaborativo, resume o trabalho individual e dispõe de resultados em um tempo infimamente menor do que a produção de um único indivíduo.

7. Comunidades online realmente PODEM agir

Enquanto a colaboração internacional entre voluntários tende a desordem, surge um novo tipo de gerenciamento de software, que maximiza o numero de voluntários e seu potencial de diferenciação. Devido a transparência, todos podem ver o que foi feito, agilizando a ambientação e facilitando o “auto-policiamento”.

8. A liberdade maior: o direito de “fork”

Originalmente, a função fork, permitia que se fizesse (em runtime) um “clone” de parte do código, alterando as suas necessidades e se pusesse a rodar em paralelo com o original, executando tarefas específicas.

Qualquer pessoa pode criar sua própria versão de uma parte existente do Open Source Software. Esse aspecto do OSS é essencial para validar o poder do gerente de desenvolvimento, a medida que precisa estar receptivo (aberto) o suficiente de modo a suprir as necessidades da equipe para não “empurrá-los” a outro projeto.

9. Open source ainda pode mudar o mundo!

Behlendor afirmou entusiasmadamente que isso ainda é possível, e vem se tornando fato. Apoiou sua afirmação na possibilidade do uso do OS em eleições, ou na forma com que vem ajudando os internautas chineses a burlar a burocracia barata que restringe o uso da mesma em seu país, ou ainda a inciativa do OLPC (One Laptop Per Children). Inclusive, citou como exemplo, a batalha pelo gerenciamento dos direitos de gerenciamento digital, como fato apoiador.

10. Open Source precisa da SUA ajuda (quem quer você seja)

Você sequer precisa ser programador para participar da comunidade global Open Source. Basta testar, e fundamentalmente USAR, inciativas OS. Existem inclusive (cita-se o OpenOffice, BrOffice, Firefox) inciativas OS para Window$! Caso encontre algum bug ou falha no programa, comunique! Participe de fóruns, experimente distribuições Live (rodam direto do CD, sem precisar instalar) Linux como Ubuntu. E ainda, caso tenha fluência, participe traduzindo documentação ou mesmo aplicações do Inglês > Portugues, etc. O principal é interagir!

Texto extraído do original em Tectonic.