Páginas

30 de mai. de 2007

Atualizações no Slackware -current


Foi divulgado dia no GUS uma notícia muito legal e empolgante sobre o poderoso Slackware,se trata de uma série de atualizações que o Patrick Volkerding liberou no Slackware -current dia 28/05/2007. A notícia original foi divulgada no ChangeLog do -current! com todos os detalhes.

Algumas das novidades são:
  • Atualização para o última versão estável do kernel (2.6.21.3) com suporte a SMP;
  • Inclusão do HAL;
  • Atualização para a última versão estável do KDE (3.5.7) com suporte ao HAL;
  • Atualização para a última versão estável do GIMP (2.2.15);
  • Atualização do mutt, recompilação do XFCE com suporte ao HAL, correções no Apache 2.2.4 e etc.
  • O KDE e o XFCE com HAL são suficientes para montarem USB sticks, CD-ROMs, etc…
E para terminar a recomendação do pessoal do GUS :

"
Recomendo a leitura do arquivo CHANGES_AND_HINTS.TXT para verificarem como habilitar o HAL e entre outras dicas… Convido a todos os usuários do -current a efetuarem um: slackpkg update, slackpkg install-new, slackpkg upgrade-all em suas máquinas!"


KISS : Keep It Simple Stupid

18 de mai. de 2007

Alerta: ODF em perigo no Brasil!

Foi divulgado hoje no blog do Sergio Amadeu uma notícia muito ruim envolvendo o padrão ODF,ABNT,OpenXML e Microsoft. Anotícia foi divulgada também no Dical-L . Os dois sites pedem que os participantes da comunidade de software livre escrevam para a ABNT na tentativa de barrar a manobra monopolista da Micro$oft e também que empresas e entidades enviem representantes para participar do grupo da ABNT.
Citando trecho da notícia :

"...A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e patenteados.

Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT, financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão aberto.

A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ em Brasília. O objetivo era paralisar o uso de software livre pelo governo federal. Este fato não ocorreria no mercado financeiro, pois lá existe a exigência de quarentena..."

É de suma importância para o Brasil e o futuro da nação que tenhamos liberdade e controle sobre as tecnologias usadas,principalmente nos órgãos governamentais,e também nas empresas,escolas,residências etc,o que não acontece quando um software proprietário e de código fechado é utilizado.
Como explica o Sérgio Amadeu "O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties.

O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5 mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta."
Percebe-se o gasto milionário com pagamento de licenças de softwares ( que por aqui poderia ser usado para equipar melhor nossas escolas por exemplo,em vez de ficar dando dinheiro para a microsoft,já que existe outras alternativas em termos de software!) e fica-se escravo de uma tecnologia que não nos pertence,como ocorre hoje com o sistema e softwares da Micro$oft.Ninguém é contra a Micro$oft ou tem raiva dela à toa,apenas não é admissível permitir que ela continue exercendo seu monopólio e impondo limites as pessoas e aos governos.
Com a adoção do ODF,que é um padrão livre onde todos que sabem e se interessam tem a oportunidade de estudar o código,saber como ele funciona,contribuir com melhorias e o que é melhor,principalmente para o usuário comun, saber que se for adotado como padrão aquele documento de texto que você produziu hoje ou a dois,cinco,dez anos vai ser aberto normalmente por qualquer processador de texto sem perda de formatação.
Ao contrário com o OpenXML não vai ser assim,porque ele não é 100% aberto,é uma colcha de retalhos,cheio de tecnologia proprietária,obscuro,propositalmente complexo e não nos garante interoperabilidade máxima como o ODF.
Para saber um pouco mais:



9 de mai. de 2007

Sobre o Dash

Muitos não sabem mas o shell padrão do ubuntu não é o famoso Bash,mas o Dash ( Debian Almquist shell (dash) ).O motivo é simplesmente um só: economia!Ele é menor e mais rápido,consome menos recursos,porém tem menos funcionalidade.Por isso existe muita discordância na comunidade quanto ao seu uso ser padrão no ubuntu.

No Debian.org na página que descreve a função de cada pacote o Dash está assim definido:

Package: dash
Description-md5: 383b9a353d116e42f6d70caf3767ca36
Description-pt_BR: O shell Almquist do Debian
"dash" é uma shell de acordo com POSIX muito menor que "bash". Nós
aproveitamos isto para fazer deste shell a shell dos disquetes de
instalação, onde espaço vale ouro.
.
Ele pode ser utilmente instalado como /bin/sh (porque ele executa scripts
de certa forma mais rápido que o "bash") ou como o shell padrão tanto do
superusuário ("root") quanto de um segundo usuário com um userid 0 (porque
ele depende em poucas bibliotecas e consequentemente é menos afetado por
um problema de atualização ou uma falha de disco). Ele também é útil para
checar se um script usa apenas sintaxe POSIX.
.
"bash" é um shell melhor para a maioria dos usuários, já que ele tem
algumas boas funcionalidades ausentes no "dash" e é uma parte
necessária no sistema.

Fonte:http://ddtp.debian.org/translatefiles/sid/main/i18n/Translation-pt_BR

No sistema : /bin/sh é um link para /bin/dash

No Referência Debian tem mais informação sobre Shell,incluindo os diversos tipos.

Explicação do site https://wiki.ubuntu.com/DashAsBinSh sobre o uso do Dash no Ubuntu:

Sumario:

"Change the /bin/sh symlink on Ubuntu systems to point to the dash shell instead of the current bash shell."

Tradução (livre):

Mudar o symlink de /bin/sh em sistemas de Ubuntu para apontar para o Shell Dash em vez do atual Shell Bash

Razão:
Our default shell is currently bash, which is slow and very large as it is intended as a user login shell. While this is good for users, it is not the best shell for running shell scripts; there are far smaller and faster shells that provide POSIX compliance such as dash.

By changing the /bin/sh symlink from bash to dash we can have the best of both worlds.

Tradução (livre):

"Nosso Shell por padrão é atualmente o Bash,que é lento e muito grande,enquanto se prentende isto como um Shell do início de uma sessão do usuário.Quando isto for bom para os usuários,não é o melhor Shell para rodarmos Shell-Script; há os Shell's mais distantes,menores e rápidos que fornecem a conformidade do padrão POSIX,tal como o Dash. Mudando o symlink de /bin/sh do Bash para o Dash nós podemos ter o melhor de ambos os mundos."

Finalmente,na wikipedia (en) tem uma pequena explicação sobre o Dash que nos dá uma idéia bem legal do que se trata e de sua utilidade,a partir daí compreende-se melhor porque os desenvolvedores do ubuntu adotaram-no.

"Debian Almquist shell
From Wikipedia, the free encyclopedia
Jump to: navigation, search

Debian Almquist shell (dash) is a POSIX-compliant Unix shell, much smaller than bash. It requires less disk space but is also less feature rich.

dash is a direct descendant of the NetBSD version of the Almquist Shell (ash). It was ported to Linux by Herbert Xu in early 1997. It was renamed to dash in 2002.

dash executes scripts faster than bash and depends on fewer libraries. It is believed to be more reliable in case of upgrade problems or disk failures.

dash may be used as:

  • shell on the installation floppy disks.
  • root user shell.
  • /bin/sh replacement.
  • a testing environment for shell scripts to verify their compatibility with POSIX syntax.

dash is a modern replacement for ash in the Debian project, and (as of the 6.10 release) is the default /bin/sh in Ubuntu. However, the transition in Ubuntu to making dash /bin/sh has broken numerous shell scripts that relied upon bash-specific functionality, also known as bashisms.

Sources


Traduzido (tradução livre) o texto diz mais ou menos isso:

É um shell POSIX-compliant do Unix, muito menor do que o bash. Requer menos espaço de disco mas é também de característica menos rica.
o Dash é um descendente direto da versão de NetBSD do Almquist Shell (ash).Foi portado para o Linux por Herbert Xu em meados de 1997 . Foi rebatizado para dash em 2002.
O Dash executa scripts mais rapidamente do que o Bash e depende de poucas bibliotecas.Acredita-se ser mais confiável em casos de problemas de upgrade e falhas de disco.

O Dash pode ser usado como:

  • shell na instalação por floppy disks.
  • root user shell.
  • recolocação /bin/sh
  • Um ambiente de teste para que os shell scripts verifiquem sua compatibilidade com sintaxe do POSIX.

O Dash é uma recolocação moderna para o Ash no projeto Debian, e (até à data da liberação do 6.10) é o padrão /bin/sh no Ubuntu.Entretanto, a transição no Ubuntu em fazer o Dash /bin/sh,quebrou numerosos shell scripts que confiaram na funcionalidade bash-específica,conhecidos também como bashisms.

Fonte : http://en.wikipedia.org/wiki/Debian_Almquist_shell


Para terminar aí vai uma dica retirada do PlanetaUbuntu.

Remova o ‘dash’

~$ sudo apt-get remove - -purge dash

Isso é necessário porque alguns make files de compilação usam o /bin/sh que por padrão no Feisty é o ‘dash’, quando deveria ser o ‘bash’. Apenas remover o ‘dash’ do seu sistema vai tornar o bash como padrão. Se você não quer remove-lo então use o comando ’sudo update-alternatives’ para fazer o /bin/sh apontar para /bin/bash. No momento que estou escrevendo este artigo foi impossivel usar update-alternatives para trocar o sh, provavelmente arestas a serem consertados neste release preliminar do Feisty.

fonte:http://hamacker.wordpress.com/tag/ubuntu/

8 de mai. de 2007

BrazilFW - muito mais que transformar micros antigos em firewalls

Saiu hoje no BR-Linux.org uma dica legal pra quem precisa de algo maias em termos de firewall e router para computadores antigos....e novos também,por que não?Já que a palavra de ordem é desempenho e eficiência!Leia o artigo.


BrazilFW - muito mais que transformar micros antigos em firewalls

“BrazilFW é uma mini distribuição Linux Firewall e Roteador que roda facilmente em computadores antigos. As funções principais do BrazilFW são: compartilhar conexões de internet; promover proteção de firewall para os PCs conectados ao BrazilFW. O BrazilFW roda em um velho 486 "DX" 66 (sx pra baixo não) com pelo menos 16Mb de memoria. Você não precisa de HD, mas se desejar, pode naturalmente instalar numa hd, que alias é muito recomendado em termos de confiabilidade/velocidade. Além disso, o Squid está 100% estável pra uso, e somente em HD. O BrazilFW foi basedo no antigo Coyote Linux floppy firewall/routing system.”

Enviado por Gustavo Melo (gustavomeloΘsoftwarelivre·org) - referência (brazilfw.com.br).

7 de mai. de 2007

Obtento lista de pacotes instalados no Linux (Sistemas Debian)

19.11 Lista de pacotes para uma instalação rápida e manual

Esta pequena dica foi retirada do guia focalinux

19.11 Lista de pacotes para uma instalação rápida e manual

Esta seção contém uma lista de pacotes necessários que atendem a maioria dos usuários normais da Debian em um sistema padrão sem desperdício de espaço e sabendo exatamente o que está instalando.

Estou assumindo que você concluiu a instalação da Debian 3.0 (Woody)1* mas preferiu pular o passo de seleção de pacotes do dselect e fazer uma instalação manual.

A lista de pacotes está dividida por categorias e você precisa ter o programa apt configurado corretamente para que os comandos funcionem (veja apt, Seção 20.2 para detalhes).

Se pretende usar a lista de pacotes para fazer a instalação da Debian em muitos computadores, você tem duas opções:

1. Copiar o conteúdo das seções que seguem e fazer um script de instalação personalizado para automatizar a instalação de pacotes da Debian em outras máquinas
2. Após a instalação dos pacotes no computador, utilize o comando:
dpkg --get-selections >Lista-Pacotes.txt para gerar o arquivo Lista-Pacotes.txt contendo a lista de pacotes instalados.

Então no computador que pretende fazer a instalação de pacotes, use o comando dpkg --set-selections e então digitar apt-get -f install ou escolher a opção Install no dselect.

Para mais detalhes veja Mostrando a lista de pacotes do sistema, Seção 20.1.11 e a Obtendo uma lista de pacotes para instalar no sistema, Seção 20.1.12. É importante usar o comando apt-get clean após a instalação de pacotes para remover os pacotes baixados pelo apt de /var/cache/apt/archives (exceto na instalação de pacotes através do disco rígido local).

Fonte : http://focalinux.cipsga.org.br/guia/intermediario/ch-deb.htm

Eu utilizo sempre e apesar de ser uma dica muito simples e até boba para usuários avançados certamente é muito útil caso vocâ queira saber o quem tem instalado em seu sistema linux "Debian Basead",eu testei e uso no Ubuntu sem problemas.Palavra de usuário-para-usuário!

PS 1*: Pode usar sem problemas,o foca como bom debian não é tão atualizado quanto o Ubuntu,mas os comandos sugeridos são padrões do sistema,fazem parte da famosa linha-de-comand0-do-linux.O tão aclamado Shell ou Prompt!

6 de mai. de 2007

Frases Polêmicas da Microsoft

É interessante como líderes de uma empresa como a Microsoft pensam sobre seu bem mais precioso: O cliente. A frase é de ninguém menos que Bill Gates : “Vamos encarar uma coisa: o usuário médio de computador tem o cérebro de um macaco-aranha”. O que concluir de uma frase desta?O que esperar de uma empresa onde seus líderes tem um pensamento nazista sobre as pessoas? Eu lhes dou a resposta :

Bem-vindo ao Ubuntu Brasil

"Bem-vindo ao Ubuntu BrasilO Ubuntu Brasil é uma comunidade formada por usuários, tradutores, documentadores e desenvolvedores brasileiros do sistema operacional Ubuntu, que têm como base as idéias do Manifesto Ubuntu: que o software deve estar disponível e livre de custos, que os softwares devem ser usados pelas pessoas em seu idioma local e pelas que possuam deficiências, e que as pessoas devem ter a liberdade para customizar e alterar seus softwares quaisquer que sejam suas necessidades.

Essas idéias são o caminho central para a comunidade Ubuntu Brasil colaborar. Membros da comunidade Ubuntu Brasil precisam trabalhar em conjunto efetivamente, e o Código de Conduta dá as regras para nossa cooperação."


Conheça o Ubuntu

Ubuntu é um sistema operacional completo, baseado em Linux, distribuído livremente para uso em desktops, uso corporativo e servidores. Ele é desenvolvido por uma imensa comunidade, da qual você também pode fazer parte!


"Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, assegurada pelos outros, não sente intimidada que os outros sejam capazes e bons, para ele ou ela ter própria auto-confiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo." -- Arcebispo Desmond Tutu em Sem Futuro Sem Perdão (No Future Without Forgiveness).

Quer saber o que torna o Ubuntu especial? Aprenda mais sobre o Ubuntu.

Agora finalmente reproduzo abaixo o artigo da computerworld.uol.com.br

"Conheça os 15 comentários

mais polêmicos da

Microsoft


Uma frase dita nesta semana pelo CEO da Microsoft, Steve Ballmer, chamou a atenção de vários segmentos de mercado. Não por alguma crítica ferrenha a algum concorrente ou por um anúncio bombástico da própria gigante de software. Mas pela análise feita sobre aquilo que muitos especialistas consideram um marco nos setores de entretenimento e comunicações: o iPhone, da Apple.

“Não há chance de o iPhone ganhar qualquer participação de mercado significativa. Nenhuma chance. É um item subsidiado de 500 dólares”, apontou.


Aproveitando a brecha do controverso argumento, a reportagem da revista norte-americana Network World fez uma lista com as 15 declarações mais polêmicas proferidas por representantes da gigante de software. Confira abaixo:


As melhores frases de Steve Ballmer sobre…

1-) ... a desaprovação da supervalorização das ações das companhias do setor de t

ecnologia, incluindo de sua empresa. “Existe uma supervalorização dos papéis de tecnologia absurda. Eu incluiria as ações da nossa companhia nessa categoria. Isso é ruim em longo prazo para a economia.”

2-) ... essa “onda de iPods e Google”. “Meus filhos em várias situações são mal comportados como muitas outras crianças. Mas pelo menos em uma situação eu fiz uma lavagem cerebral com eles: não usem Google e não usem iPod”.

3-) ... mais uma vez o Google. “O Google não é uma companhia real. É uma casa feita de cartas”.

4-) ... a (in)utilidade dos blogs. “Eu não tenho certeza de que os blogs são necessariamente a melhor ferramenta para dar uma turbinada em qualquer coisa que seja. As pessoas querem blogar por várias razões, e isso pode ou não ser representativo”.

5-) .... a posição da Microsoft no mercado. “Nós não temos um monopólio. Nós temos participação de mercado. Existe diferença”.

6-) ... problemas de saúde do Linux. “O Linux não está em domínio público. O Linux é um câncer que se une a um senso de propriedade intelectual em tudo que toca. É assim que a licença funciona”.

7-) … potenciais problemas de patentes do Linux. “Queremos ter o retorno econômico apropriado para nossos acionistas a partir de nossa inovação”, sugerindo que usuários e fornecedores de versões do Linux poderiam correr riscos de processos por infração de patente. Esses comentários vieram depois de a Microsoft e a Novell assinarem um acordo para parceria tecnológica que também elimina a possibilidade de eventuais processos.

Bill Gates não ficou atrás e se pronunciou sobre...

8-) … seu papel no universo. “Ei, eu nunca falei para ninguém comprar minhas ações. Além disso, ninguém está menos feliz (sic) do que eu com o desempenho dos papéis da Microsoft. Eu perdi dezenas de bilhões de dólares nesse ano – se você checar, vai ver que isso é muito mais do que aquilo que a maioria das pessoas ganha durante a vida toda”.

9-) .... o caso antitruste. “Essa coisa anti-truste vai acabar”.

10-) … a natureza distribuída da inteligência em sua companhia (creio). “Na Microsoft existem várias idéias brilhantes, mas a imagem é que todas elas vêm do topo. Temo em dizer que não é bem assim”.

11-) ... sobre o número de vistos H-1B, para trabalho, que deveriam ser permitidos nos Estados Unidos além dos 65 mil permitidos atualmente. “300 mil seria um avanço fantástico”.


12-) ... novamente explicando seu papel no mundo. “Eu tenho 100 bilhões de dólares. Você acredita que eu poderia gastar 3 milhões de dólares por dia, todos os dias, pelos próximos 100 anos? E isso se eu não ganhar mais nenhum centavo. Vou te dizer uma coisa: vou comprar seu braço direito por um milhão de dólares. Eu vou te dar um milhão de pratas e decepo seu braço aqui mesmo”.

13-) … sobre um dos seus principais acertos, talvez. “Se a GM tivesse acompanhado a tecnologia como a indústria da informática fez, estaríamos todos dirigindo carros de 25 dólares com 1000 MPG”.

14-) … sobre sua posição a respeito do gerenciamento de direitos digitais. “

Propriedade intelectual tem a vida útil de uma banana”.

15-) … sobre seus clientes. “Vamos encarar uma coisa: o usuário médio de computador tem o cérebro de um macaco-aranha”.

*Network World


Comece aqui




Documentação





3 de mai. de 2007

Conheça o Ubuntu

Quem estiver testando uma distribuição linux e escolher o Ubuntu saiba que existe uma comunidade brasileira contribuindo com a tradução, segurança e suporte!

Veja nesse link como obter ajuda.

Todos podem colaborar divulgando, traduzindo, documentando, sugerindo correções e informando erros. O simples fato de usar e enviar anonimamente suas informações de hardware já é uma ajuda muito grande.

Utilize o Fórum em português para questionar qualquer coisa, o WIKI para obter documentação feita pela comunidade, o IRC para bater papo e conhecer outros usuários.

Saiba também que existe um Guia completo dentro do sistema. Acesse o menu Sistema > Ajuda. Veja aqui um exemplo da utilidade deste guia

Venha conhecer o sistema operacional que mais cresce no mundo e que está cativando muita gente!

Comece já!

2 de mai. de 2007

Dell + Canonical = Ubuntu 7.04 pré-instalado

A parceria Dell e Canonical deve provocar ondas mais fortes no mundo da TI movimentando bastante o mercado,já que no mundo do SL/CA o Ubuntu é a sensação do momento por ser um S.O bastante amigável,principalmente para desktop. A idéia é comercializar PCs e Notebooks Dell com Ubuntu 7.04 pré-instalado e certificado pela Canonical,segundo o Linux.com.
O Direct2Dell começa o artigo assim(tradução livre):
"Em fevereiro quando a Dell lançou no IdeaStorm o forum para que os clientes contribuam com idéias para nossos produtos, nós recebemos os resultados e constatamos que os clientes querem Linux em seus desktops e laptops. Como parte de um esforço total para atualizar nosso programa de Linux, hoje nós estamos anunciando uma parceria com a Canonical para oferecer Ubuntu em linhas selecionadas de desktops e notebooks para o consumidor."
Já a Canonical divulgou assim(tradução livre):
"Canonical e Dell estão satisfeitas em anunciar uma parceria para oferecer Ubuntu 7.04 em produtos selecionados para Desktop e Notebook. Esta é uma etapa fabulosa para o avanço do Ubuntu, nossos usuários e clientes. Mais sobre o anúncio está disponível no Web site da Dell, incluindo uma entrevista em video com Mark Shuttleworth fundador do Ubuntu. Nós acreditamos que a decisão da Dell é um endosso forte ao Ubuntu e ao trabalho de muitos no coding, traduzindo e promovendo o open source software. É também um testamento à demanda que existe para Ubuntu.A Canonical está honrada por jogar um papel principal em fazer o Linux mais extensamente disponível a todos."
Alguns analistas pensam que a oferta incluirá um desktop da linha Dimension “Essential”, um desktop XPS e um laptop Inspiron e-series.É esperar para ver.
Finalizando e conforme foi divulgado no Planeta Ubuntu pelo André Cunha " A imagem fala mais do que mil palavras! "


"Make yourself free! Ubuntu, it's the real deal!"






10 coisas que você ainda não sabe sobre o OpenSource

Muito interessante este artigo publicado no Underlinux

"Brian Behlendorf, idealista focalizado do OS, e um dos desenvolvedores do servidor web Apache (que dispensa comentários) dissertou, em uma palestra na “Digital Freedom Expo” na Universidade de Western Cape, sobre as “10 possíveis fatos sobre o Open-source, desconhecidos pela grande maioria”…

1. O Open Source antecedeu inclusive o software proprietário

A maioria das pessoas tem uma visão de que o Open Source é uma idéia nova, radicalista. No entanto softwares que tangeriam futuramente ao atual molde de Open Source, já tinham seus códigos-fonte expostos a observação e modificação, inclusive era esperado que o fizessem. Mas, em 1976, graças ao nosso ‘amigo’ Bill Gates, e sua famosa carta no Clube de Computação de Homebrew incentivando que se parassem de partilhar os códigos BASIC dos seus Altair’s (na época), deu origem ao primeiro movimento privativista de softwares. Eis que, em 1985, surge a nossa “Liga da Justiça” a Free Software Foundation, como afronta ao que os moldes que o movimento do “close-code” estava instaurando.

2. Apache manteve a web livre

Em 1995, quando o Apache foi lançado, o Netscape era o browser mais popular, e havia o temor que se a mesma companhia dominasse o mercado de browsers e servidores web, isso passaria a tornar-se uma hegemonia. Porém, o lançamento do Apache foi feito com dois propósitos. O velho incentivo ao trabalho colaborativo em prol de um melhor produto final e a manutenção do protocolo HTTP como um padrão livre.

3. O Open SSL manteve a criptografia livre e ao alcance de todos

A biblioteca de criptografia Open SSL, é um claro exemplo de segurança através da transparência. No momento em que o exército americano estava preocupado com o perigo resultante da criptografia de dados e tentava “ilegalizar” a exportação de qualquer dado criptografado sobre uma cifra maior que 40 bits (comparado aos 128 bits usualmente aplicados, isso era um absurdo), em o Open SSL e sua plataforma aberta de criptografia, possibilitando uma maior confiabilidade nos métodos de criptografia, “pondo a baixo” essa necessidade de retenção, ao menos no que diz respeito ao software livre.

4. Open Source “salva o pescoço” do free-genoma

Um pequeno trocadilho pra um dado importante, caso o doutorando Jim Kent, em 2002, não tivesse escrito o código de 10.000 linhas de um software em perl, capaz de processar uma quantidade de dados brutos do sequenciamento do genoma humano, e esse mesmo código não tivesse sido executado em mais de 100 servidores linux espalhados pelo planeta, em alguns meses a fusão de companhias Celera, teria sequenciado e patenteado o genoma humano pra si! Caberia absurdo maior?

5. Amor platônico da Micro$oft pelo Open Source

Por incrível que pareça, é uma verdade, afirmada por fatos. O primeiro uso do TCP/IP pelo Window$ foi uma parte de um código de Berkley. Têm-se ainda (citados por Behlendorf) os casos das “manobras” da Micro$oft com programas como MySQl e JBoss. Também vê-se os casos do Codeshare, Channel 9 e alguns outros sites que indicam sinais de “open-microsoft”. Como Behlendorf mesmo disse: “arrastado a pontapés e gritos rumo ao futuro”.

6. Nem só de “bons-samaritanos” vive o Open Software

Muitos dos desenvolvedores que colaboram com o Open Software, fazem isso em benefício (financeiro, inclusive) próprio. Estimativamente, é muito mais simples e rápido o desenvolvimento colaborativo, resume o trabalho individual e dispõe de resultados em um tempo infimamente menor do que a produção de um único indivíduo.

7. Comunidades online realmente PODEM agir

Enquanto a colaboração internacional entre voluntários tende a desordem, surge um novo tipo de gerenciamento de software, que maximiza o numero de voluntários e seu potencial de diferenciação. Devido a transparência, todos podem ver o que foi feito, agilizando a ambientação e facilitando o “auto-policiamento”.

8. A liberdade maior: o direito de “fork”

Originalmente, a função fork, permitia que se fizesse (em runtime) um “clone” de parte do código, alterando as suas necessidades e se pusesse a rodar em paralelo com o original, executando tarefas específicas.

Qualquer pessoa pode criar sua própria versão de uma parte existente do Open Source Software. Esse aspecto do OSS é essencial para validar o poder do gerente de desenvolvimento, a medida que precisa estar receptivo (aberto) o suficiente de modo a suprir as necessidades da equipe para não “empurrá-los” a outro projeto.

9. Open source ainda pode mudar o mundo!

Behlendor afirmou entusiasmadamente que isso ainda é possível, e vem se tornando fato. Apoiou sua afirmação na possibilidade do uso do OS em eleições, ou na forma com que vem ajudando os internautas chineses a burlar a burocracia barata que restringe o uso da mesma em seu país, ou ainda a inciativa do OLPC (One Laptop Per Children). Inclusive, citou como exemplo, a batalha pelo gerenciamento dos direitos de gerenciamento digital, como fato apoiador.

10. Open Source precisa da SUA ajuda (quem quer você seja)

Você sequer precisa ser programador para participar da comunidade global Open Source. Basta testar, e fundamentalmente USAR, inciativas OS. Existem inclusive (cita-se o OpenOffice, BrOffice, Firefox) inciativas OS para Window$! Caso encontre algum bug ou falha no programa, comunique! Participe de fóruns, experimente distribuições Live (rodam direto do CD, sem precisar instalar) Linux como Ubuntu. E ainda, caso tenha fluência, participe traduzindo documentação ou mesmo aplicações do Inglês > Portugues, etc. O principal é interagir!

Texto extraído do original em Tectonic.

29 de abr. de 2007

Firefox 3,cronograma divulgado pela Mozilla

A Fundação Mozilla liberou seu cronograma para o firefox 3. A previsão é três edições mesnsais para teste culminando na última edição no terceiro trimestre de 2007.
Entre as novidades estão alteração no sistema de favoritos que será totalmente repaginado,Os novos favoritos estão apelidados de Places,apoio para aplicações off-line da web serão inclusas e ferramentas de administração de identidade.
Segundo o Net Applications o Firefox possui uma fatia de 15,10% no mercado global de navegadores, cujo líder é o Internet Explorer, da Microsoft, com 78,57%.
Enquanto isso na Europa o firefox cresceu 19,4% em abril de 2006 para 24,1% em março de 2007,a informação é da XiTi Monitor
Esperamos que nosso navegador preferido continue apresentando ótimos resultados,fruto de sua qualidade,bom para os desenvolvedores,bom para os usuários,bom para todos principalmente os que ainda não conhecem o Firefox e podem começar a se sentir tentados a experimentá-lo.

FLISOL2007/Brasil/RioDeJaneiro

Introdução

Um *Installfest* é um evento, geralmente patrocinado por um Grupo de Usuários Linux ou universidade, em que pessoas se reúnem para realizar instalações em massa de sistemas operacionais de computador ou software, principalmente o sistema operacional Linux e outros softwares de código aberto. É geralmente um evento de apoio e de construção da comunidade, onde iniciantes trazem seus computadores juntamente com os discos de instalação de seu sistema operacional preferido ao local do installfest, e usuários experientes os auxiliam a iniciar e a resolver problemas. Às vezes CDs contendo alguma distribuição de Linux e informativos são distribuídos gratuitamente aos participantes. Os installfests recebem bem todo nível de conhecimento, de iniciantes completos a usuários avançados. Os installfests podem variar de encontros informais a festas com comida, bebida e música. O tom e o escopo do evento dependerá da organização que o patrocina. A palavra /Installfest/ é uma junção de /instalação/ e /festival/. O termo /install fest/ ou a variação /Install Fest/ são também utilizados. /Installfest/ captura a atmosfera festiva de pessoas auxiliando umas às outras através de instalações muitas vezes difíceis.


Lugar e Hora

Local: LAPASES - Centro Cultural da Associação dos Empregados do Serpro

Endereço:Rua da Lapa 37/sobrado

  • Lapa - Rio de Janeiro

Fone: (21) 2509-6522

Data: 28/04/2007

Horário: De 09:00 às 17:00 horas

Para saber mais detalhes clique aqui

20 de fev. de 2007

Kurumin 7, lançamento oficial

"[21/02] :. Kurumin 7, lançamento oficial:

Desde que comecei a desenvolver o Kurumin, há 4 anos atrás, o Linux avançou de forma surpreendente em relação ao uso em desktops. Antes, aguardávamos ansiosamente novas versões dos programas, esperando que os problemas fossem corrigidos. Atualmente, os padrões mudaram muito: os softwares são mais estáveis e possuem muito mais funções. A maioria das pessoas quer um desktop confiável e não necessariamente as últimas versões dos aplicativos.

Acompanhando esta tendência, o Kurumin 7 é baseado no Etch - a nova versão estável do Debian. Ele é um release "de longa duração", que você poderá usar por muito mais tempo, sem sustos ao tentar atualizar o sistema e instalar novos pacotes via apt-get. Ao mesmo tempo, aqueles com espírito aventureiro podem configurar o sistema para usar a versão testing/unstable do Debian e assim acompanhar as últimas novidades.

Além disso, o sistema passou por uma maturação muito mais longa. Ficou muito mais polido e incorporou mais funções, como o suporte a escrita nas partições NTFS do Windows, mais opções de configurações, melhor suporte a redes wireless e periféricos bluetooth, melhor suporte 3D, ícones mágicos e assim por diante, resultando na mais completa e estável versão do Kurumin de todos os tempos.

Você pode baixar o Kurumin 7 nos mirrors de sempre. “

No site tem mais detalhes sobre como baixar ou adquirir o kurumin 7.0,que já tem até livro próprio que ensina como utilizar o sistema,para saber mais:

http://www.guiadohardware.net/gdhpress/promocaokurumin7/


Aproveite e dê uma lida na Revista Guia do hardware 2 ª Edição


Parabéns ao Sr Carlos Morimoto e equipe pelo trabalho.


14 de fev. de 2007

Ajude a manter a Wikipédia no ar - mesmo sem colocar a mão no bolso!

Ajude a manter a Wikipédia no ar - mesmo sem colocar a mão no bolso!
O BR-Linux.org lançou uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation a manter a Wikipédia no ar. Se você puder doar diretamente, é sempre a melhor opção. Mas se não puder, veja as regras da promoção do BR-Linux e ajude a divulgar - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux, e você ainda concorre a um pen drive!

27 de nov. de 2006

Computador para Todos reduz pirataria


Semana passada ( de 20/11/2006 a 24/11/2006) observamos vários sites de notícias reproduzirem a informação de que o projeto de inclusão digital do governo federal "Computador para todos"que vem com o sistema operacional Linux instalado, não estaria bem das pernas por não vir com o sisteama operacional dominante instalado por padrão neste tipo de computador.Isto estaria acontecendo porque as pessoas que estão adquirindo o "Computador para todos" estaria trocando a Linux,totalmente legalizado,por uma cópia pirata do sistema operacional dominante.Para o leitor comum que não tem informações completas e neutras sobre a questão acaba ficando confuso e sem saber o que fazer de fato para se posicionar ante a confusão gerada pela instituíção,no caso a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes),que provocou tal confusão baseada numa pesquisa no mínimo duvidosa. Vale lembrar que a ABES apesar de ser brasileira é formada por empresas estrangeiras,entre elas a microsoft,que vem criticando o programa desde o início,o que é perfeitamente compreensível,dado que o sistema escolhido não é o deles,e sim software livre.
O assunto é importante e lendo o artigo do Rafael Evangelista,na coluna zona de combate na Dicas-L considerei a explicação dele muito boa e esclarecedora,então entrei em contato por email com ele e fui autorizado a reproduzir na íntegra o conteúdo do artigo,contribuíndo assim com a divulgação correta da questão.Boa Leitura.

Computador para Todos reduz pirataria

Por Rafael Evangelista

No último dia 21, circularam fortemente pelos veículos de comunicação dados de uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) ao instituto Ipsos. O objetivo era avaliar o programa Computador para Todos, do governo federal. A Abes, que é brasileira no nome, é uma associação formada também por empresas estrangeiras, entre elas a Microsoft e tem feito, desde o início, críticas ao programa.

O Computador para Todos oferece redução de impostos e boas condições de financiamento para facilitar a compra de PCs pela classe C. Uma das exigências feitas aos fabricantes, que ganham com a redução dos impostos, é que esses computadores sejam vendidos somente com softwares livres. A Abes é contra essa exigência e tem afirmado que cabe ao comprador o "direito de escolha" do sistema operacional e aplicativos. A Microsoft chegou a oferecer o seu Windows Starter Edition, aquela versão bastante limitada do sistema, que abre no máximo três aplicativos simultaneamente.

De uma maneira geral, o que a imprensa destacou foi que 73% dos entrevistados afirmaram que trocaram o sistema operacional livre pelo Windows da Microsoft. O título das matérias não variou quase nada, foi de dizer que "Usuários do Computador para Todos trocam Linux por Windows" (Estadão) a "Computador para Todos: 73% trocam Linux por Windows" (IDGNow), passando por "Pirata domina programa de inclusão" (Gazeta Mercantil/InvestNews). No corpo das matérias, quase invariavelmente apareceram declarações do presidente da Abes, Jorge Sukarie, afirmando que o programa priva os usuários de opções. A declaração mais repetida nas matérias derivou ou foi transcrita literalmente de um comunicado do presidente da Abes: "A Abes, em diversas oportunidades, já havia se manifestado no sentido de que a oferta de uma solução única, cerceando a liberdade de escolha do sistema operacional por parte do usuário do programa Computador para Todos, acabaria induzindo e estimulando o consumidor ao grave crime de pirataria de software, cujas penas estão previstas pela legislação federal".

Observando-se as matérias e a pesquisa original, publicada no site da Abes (http://www.abes.org.br/computadorparatodos.pdf), é possível fazer alguns comentários sobre as características da circulação da informação jornalística e sobre a força de alguns atores na promoção de uma determinada leitura dos dados. Não que os dados divulgados não comportem as interpretações que foram divulgadas, mas muita coisa interessante ficou de fora e há a predominância de uma determinada leitura, a da Abes, que é reproduzida em diversas matérias. O resultado são vários artigos tecnicamente corretos - alguns amplos, ouvindo também fontes do governo e empresariais, o popular "outro lado" - só que todos mais ou menos iguais.

Ao que parece, funcionou mais ou menos assim: a Abes divulgou a pesquisa e um comunicado, dizendo que os resultados mostravam que o Computador para Todos com software livre levava à pirataria - praticamente um "eu te disse". Ninguém procurou olhar a pesquisa com mais atenção, buscando outro ponto de vista que não o da indústria. Os entrevistados, por sua vez, muito provavelmente pegos de surpresa, também não conseguiram - ou não tiveram chance - de questionar a visão da Abes. Depois de espalhada as primeiras matérias pelos veículos principais, outros apenas parafrasearam o que foi divulgado.

Há vários fatores que levam a essa dinâmica da notícia pasteurizada e que responde ao interesse de alguns poucos: as redações estão enxutas demais; o jornalista é obrigado a produzir muito e em pouco tempo; é mais fácil seguir a visão de um grande anunciante (ou de uma associação deles) do que buscar um ponto de vista alternativo; as assessorias de imprensa são fortes e entregam releases que são matérias praticamente prontas; entre outros. A tudo isso, soma-se o mito de que, ao jornalista, cabe somente ouvir os "dois lados" que sua missão está cumprida, foi produzida uma matéria "imparcial". Porém, dessa forma, a análise e a reflexão, que servem para basear a abordagem e o recorte a serem dados ao fato noticiado, ficam à cargo de quem emitiu o release. Tentando ser "neutro", o jornalista acaba por reproduzir uma interpretação dominante.

Sucesso ou fracasso?

Então vejamos os dados do levantamento encomendado pela Abes. Em primeiro lugar, é preciso falar do método de pesquisa utilizado. Foram realizadas 502 entrevistas por telefone e os entrevistados foram divididos em dois grupos: os responsáveis pela compra e os principais usuários da máquina adquirida. Cada entrevista levou, em média, 25 minutos. Apenas os estados do Paraná e de São Paulo foram objeto da pesquisa - e o relatório não informa a quantidade de entrevistados em cada um. Isso significa dizer que os dados não podem ser extrapolados diretamente para o resto do país, embora sejam indicativos de um processo geral. A margem de erro é de 4,3 pontos, para cima ou para baixo.

Dos entrevistados, 86% afirmaram ser esse o primeiro computador da casa. Do total, a maioria pertence às classes C (56,4%) e D (13,3%), público-alvo do programa, e poucos (dois entrevistados, 0,4%) à classe E. O restante pertence às classes B e A.

É interessante notar que os dois atrativos principais declarados para a compra foram as condições de parcelamento e o preço do produto. Apenas um dos entrevistados declarou ter comprado à vista. Em quinto lugar foi declarado o sistema operacional GNU/Linux pré-instalado como chamariz para a aquisição do produto.

O dado mais explorado da pesquisa foi lido de modo superficial, dando origem à idéia equivocada de que o programa incentiva a pirataria. Dos entrevistados, 73% afirmaram ter substituído o sistema livre por Windows. Porém, destes, somente 1% declarou ter pago mais de R$ 150 pelo sistema. Assumindo-se, como na pesquisa, que um Windows custa pelo menos R$ 400 reais, é evidente que trata-se de uma cópia ilegal. No entanto, isso não significa que é o programa que está levando as pessoas a cometerem a ilegalidade. Na verdade, o Computador para Todos está fazendo com que 30% da pirataria seja evitada, pelo uso de sistemas livres.

Para uma população que tem, de acordo com a pesquisa, renda familiar média entre R$ 2500 (classes A e B) e R$ 1150 (classe C), um sistema de computador que custa, pelado, sem os aplicativos mínimos, R$ 400 não é uma opção. No programa, o GNU/Linux concorre com um sistema que, na prática, ou é gratuito ou custa muito pouco, já que é obtido ilegalmente. E, some-se a isso, o fato de o Windows ser amplamente disseminado e contar com uma rede ativa de "técnicos informais". Dos entrevistados, 18% trocaram de sistema usando serviços da própria loja em que o computador foi vendido, ou seja, o próprio vendedor foi até à casa do comprador e instalou o sistema ilegal.

O Computador para Todos é um programa com deficiências. A principal delas talvez seja a má qualidade de algumas distribuições livres que equipam as máquinas e de parte do suporte técnico oferecido. Mas dizer que o programa é ruim está muito longe da realidade. Ninguém bateu nessa tecla, mas a primeira conclusão destacada na pesquisa Ipsos é que "Computador para Todos tem atingido seus objetivos gerais de incentivo à venda de computadores para a população menos favorecida, através da redução do seu preço primário e da facilidade das condições de pagamento do computador. O programa, de fato, tem atingido a classe C, o público-alvo do programa.".

Calcula-se que tenham sido vendidas, só no início deste semestre, 256 mil máquinas pelo programa. Se imaginarmos que 30% continuam usando GNU/Linux são quase 80 mil computadores por semestre que passam a usar sistemas livres. É um número alto, que contribui para diminuir a diferença entre os sistemas proprietários e livres. Historicamente os sistemas livres nunca corresponderam a mais de 10% dos sistemas instalados. De acordo com outra pesquisa recente, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (http://www.nic.br/indicadores/usuarios/tic/2006/rel-geral-04.htm), somente 1,45% dos desktops brasileiros são equipados com GNU/Linux. E essa pesquisa mostra outro dado interessante, que a maior porcentagem de uso está na classe C (1,95%), e a menor na classe A (0,18%).

O uso ilegal de sistemas deve sim ser combatido. No entanto, não cabe ao governo ajudar a distribuir ou oferecer facilidades a um produto que já monopoliza o mercado. Principalmente porque já existe uma alternativa de qualidade, que funciona muito bem, e que institui um sistema de circulação de bens intangíveis muito mais ético e solidário, o software livre. Tendo o computador em mãos, cabe ao consumidor decidir se quer continuar usando o sistema livre ou se quer obter uma licença proprietária a preços exorbitantes. O governo deve fiscalizar e punir as cópias ilegais, mas não pode emperrar ou encarecer um programa de inclusão digital só porque uma empresa quer. Esse programa, inclusive, dá acesso único às funcionalidades do computador, pois inclui não só o sistema operacional, mas também um conjunto grande de aplicativos e seus códigos, livres. Se as máquinas fossem distribuídas somente com o sistema operacional, sem os aplicativos, aí sim haveria incentivo à pirataria, não do Windows, mas dos aplicativos proprietários.

Além do mais, a possibilidade de a Microsoft integrar o programa nunca esteve fechada. Basta oferecer seus softwares com uma licença livre.


Sobre o autor

Rafael Evangelista é cientista social e linguista. Sua dissertação de mestrado tem o título Política e linguagem nos debates sobre o software livre. É editor-chefe da revista ComCiência e faz parte de algumas iniciativas em defesa do software livre como Rede Livre, Hipatia e CoberturaWiki.


Links úteis:

http://www.softwarelivre.rj.gov.br/

http://www.suportelivre.org/

http://twiki.softwarelivre.org/

http://br.tldp.org/

http://codigolivre.org.br/

http://www.onlinux.com.br/dicas/lnag/

http://www.lpibrasil.com.br/

http://focalinux.cipsga.org.br/

http://www.rau-tu.unicamp.br/linux/

http://www.devin.com.br/eitch/tlm4/


23 de nov. de 2006

BASH – Bourne-Again Shell - De usuário para usuário





Tentarei fornecer alguma noção básica sobre a utilização do poderoso BASH,o terminal de linha de comandos do linux.Este artigo serve apenas para estimular o leitor a ir em busca de informação mais completa a fim de ter um controle maior sobre seu sistema operacional.Considere este um bate-papo de usuário para usuário que tem seu linux instalado em casa e muitas vezes precisa “se virar sozinho”.O objetivo é eliminar a idéia de bicho-papão que se tem da linha de comandos,tentando mostrar sua utilidade e simplicidade.
Existem vários tipos de shell que são : Csh (C Shell),Tcsh(Tenex/Tops C Shell),Ksh (Korn Shell),Sh (Bourne Shell) e o citado acima,Bash (Bourne-Again Shell),este último geralmente o padrão no linux.
Existem duas formas básicas de acessar o shell,a forma tradicional é o que se chama “shell puro” e para saber como ele é tecle ctrl+alt+F1 e veja o que vai acontecer,não se assuste,para retornar ao modo gráfico simplesmente digite startx .
O usuário pode acessar,usar,vários terminais virtuais (console,shell) simultaneamente conforme descrito no Guia Foca Linux “2.2 Terminal Virtual (console)”.
“Terminal (ou console) é o teclado e tela conectados em seu computador. O GNU/Linux faz uso de sua característica multi-usuária usando os "terminais virtuais". Um terminal virtual é uma segunda seção de trabalho completamente independente de outras, que pode ser acessada no computador local ou remotamente via telnet, rsh, rlogin, etc.
No GNU/Linux, em modo texto, você pode acessar outros terminais virtuais segurando a tecla ALT e pressionando F1 a F6. Cada tecla de função corresponde a um número de terminal do 1 ao 6 (o sétimo é usado por padrão pelo ambiente gráfico X). O GNU/Linux possui mais de 63 terminais virtuais, mas apenas 6 estão disponíveis inicialmente por motivos de economia de memória RAM (cada terminal virtual ocupa aproximadamente 350 Kb de memória RAM, desative a quantidade que não estiver usando para liberar memória RAM para uso de outros programas!) .
Se estiver usando o modo gráfico, você deve segurar CTRL+ ALT enquanto pressiona uma tela de F1 a F6.
Um exemplo prático: Se você estiver usando o sistema no Terminal 1 com o nome "joao" e desejar entrar como "root" para instalar algum programa, segure ALT enquanto pressiona para abrir o segundo terminal virtual e faça o login como "root". Será aberta uma nova seção para o usuário "root" e você poderá retornar a hora que quiser para o primeiro terminal pressionando ALT+F1”.
Em algumas distribuíções é possível que você não consiga retornar ao modo gráfic
o apenas dando um startx,caso aconteça não fique apavorado(a) apenas digite alguns comandos a mais,assim :

/etc/init.d/gdm stop (para gnome)
/etc/init.d/kdm stop (para kde)

Talvez seja necessário usar privilégios de root para fazer isto.Logo após o enter vai aparecer uma mensagem dizendo que o kdm ou gdm foi desativado.Então,aí sim,digite o startx.Se mesmo assim não der certo use o famoso crtl+alt+del,isto vai reiniciar o sistema e tudo volta ao lugar.

Outro detalhe importante que algumas distribuíções não permitem fazer é o login em modo gráfico como root,e estão certas,afinal logar como root é sempre um risco,mas em algumas situações talvez seja necessário fazer isso,resolver o que se pretende rapidamente e depois voltar como usuário comum.Uma forma de fazer é assim:

ctrl + alt + F1 para entrar em modo texto
login como usuario normal
sudo su para virar root ( em algumas é su + senha)
/etc/init.d/gdm stop para desativar o gdm e X ou
/etc/init.d/kdm stop para desativar o kdm e X
startx para iniciar o gnome ou kde como root dependendo de qual é o default.

Usuários do slackware não precisam destas instruções porque o default do sistema é o login em modo texto,o usuário tem a liberdade de escolher se vai logar como usuário comum ou root.
A estrutura do sistema operacional pode ser dividida em três níveis : O kernel,o Shell(terminal virtual,console) e as ferramentas e aplicativos.
Atualmente quando falamos em interface de usuário pensamos logo em tela gŕafica com botões,ícones,barras e links para interagirmos com o computador,mas o verdadeiro poder de uso de um sistema operacional é em modo texto e no linux isso é uma verdade e frequentemente uma necessidade se a pessoa quer saber realmente como as coisas funcionam.Finalmente,no linux o Shell é a interface mais simples entre o ser humano e o computador,técnicamente falando o shell é o interpretador de comandos.O trabalho dele é analisar o texto digitado,os comandos digitados,e executá-los produzindo algum tipo de resultado.É a ferramenta que nos possibilita comunicar com o kernel (núcleo) do sistema operacional.

Outra detalhe importante é saber identificar quando se está como root ou usuário comum no shell.fazemos isso observando os caracteres :

~$ significa vocẽ está como usuário comum ( com privilégios limitados,mas suficientes para tarefas comuns,rotineiras e sem condições de danificar o sistema)

~# significa que vocẽ está como root (que é o administrador todo-poderoso,podendo até destruir o sistema inteiro,porque tem-se acesso a todos os arquivos críticos do sistema com ampla permissão de leitura,escrita e execução ) .
Outro detalhe igualmente interessante de saber é o que siginifica os caracteres que aparecem antes do cursor,o formato do prompt de comandos padrão do Bash,que tem a seguinte sintaxe :

\u@\h:\w\$

Sendo,

O \u é para o nome do usuário,o \h é para o nome do sistema (hostname),o \w é o diretório atual.Por exemplo :

usuário@ubuntu:~$ ( o til representa o diretório /home)

É possível alterar o nome do hostname,existe um comando para fazer isso,chamado de hostname,sua sintaxe é:

hostname [nome]

Onde [nome] é o nome a ser atribuído ao host local,preferêncialmente em letras minúsculas e evitando usar os caracteres especiais(você foi avisado!).Caso omitido e nenhuma opção passada hostname retornará o nome do host tal qual obtido pela função gethostname().Para saber quais as opções disponíveis para o comando hostname digite:

~$ info hostname

Outra coisa interessante é saber qual shell está instalado e que fica disponível logo que o usuário faz o login,para saber digite no terminal:

~$ echo $SHELL
Se for o bash a resposta será

/bin/bash

Precisamos estar atentos para um detalhe importante no mundo linux,quando digitamos os comandos no terminal,porque existe diferenças entre maiúsculas e minúsculas,sendo isto técnicamente chamdo de case sensitive,ou seja cd é diferente de CD,mv difere de MV,arquivo difere de ARQUIVO e assim por diante,portanto muito cuidado quando digitar comandos.

Para sair do shell ou encerrar a sessão,use os comandos:

~$ exit ( este encerra apenas o shell em uso )

~$ logout (encerra a sessão do usuário)

Os especialistas recomendam utilizar preferencialmente o exit porque pode acontecer que o usuário tenha invocado um shell a partir do outro.

Quando estamos no modo texto ou linha de comando no linux temos uma diversidade enorme de comandos a nossa disposição para usar .Após digtarmos um comando qualquer sempre teclamos enter e a informação é examinada pelo interpretador de comandos (shell,terminal virtual,console ) e logo em seguida repassados para o linux (kernel) que então executa a ação desejada ou retorna uma mensagem de erro.A sintaxe comumente usada pelos comandos é esta:
$ comando [opções] [argumentos]

Outra coisa legal de saber é como usar a ajuda do sistema estando no shell,ou seja a ajuda nativa do sistema. Vamos lá.

No terminal é só digitar :

~$ Help

A saída do comando é esta ( aqui está em português porque eu instalaei os arquivos de tradução,mas normalmente estará em inglês mesmo):

~$ help
GNU bash, version 3.1.17(1)-release (i486-pc-linux-gnu)
Esses comandos do shell são definidos internamente. Digite `help' para ver essa lista.
Digite `help nome' para saber mais sobre a função `nome'.
Use `info bash' para saber mais sobre shell em geral.
Use `man -k' ou `info' para saber mais sobre comandos que não estão nessa lista.


Um asterísco (*) próximo ao nome significa que o comando está desabilitado.
.....

Depois deste texto acima vem uma lista de comandos internos do shell .
Segundo nosso guru de shell Julio Cézar Neves,em seu livro “Programação shell linux” na página 06,na 5ª edição explica o seguinte :

“O comando help é utilizado para mostrar informações gerais dos built-ins do shell ( chama-se built-ins os comandos que são incorporados ao shell,isto é,não são instruções autônomas como o who,por exemplo.São comandos cujos códigos se encontram incorporados ao código do shell).Este comando é muito útil para novos usuários.”

Outra explicação muito boa nos é oferecida pelo Guia Focalinux,deste jeito,no ítem 31.4 HELP:
“Ajuda rápida, útil para saber que opções podem ser usadas com os comandos internos do interpretador de comandos. O comando help somente mostra a ajuda para comandos internos...”

Outra fonte de ajuda são as famosas man pages,páginas de manual,acessível também pelo shell. É a documentação padrão do linux,ali está a ajuda para todos os comandos padrão do sistema.Os utilitários e aplicativos podem incluir instruções nas man pages,mas isso tem de ser feito por eles mesmos na sua instalação,espera-se que o desenvolvedor do aplicativo ou utilitário tenha programado isto.As man pages são divididas em oito seções.,como descrito abaixo.

  • 1 – Comandos do usuários(User Commands): Comandos para serem executados a partir do shell.
  • 2 – Chamadas do sistema(System Calls): Funções executadas pelo kernel.
  • 3 – Bibliotecas de funções(Library Subroutines): A maioria das funções da biblioteca libc
  • 4 – Formatos de arquivos especiais(File Formats): Drivers e hardware
  • 5 – Arquivos de configuração(Miscellaneous): Formatos de arquivos e convenções
  • 6 – Jogos e demonstrações(Games): Jogos do X11
  • 7 – Pacotes de macros e convenções(Devices): Sistemas de arquivos,protocolos de rede,códigos ASCII e outros.
  • 8 – Comandos de administração do sistema(System Administration): Comandos que geralmente só o root pode executar.

Para fazer uma consulta nas man pages basta usar uma sintaxe muito simples e eficiente:

man [seção] [tópico] ou

man + comando

Exemplo

man 1 ls
man mkdir

sendo,

[seção] Indica uma das selões do manual
[tópico] Qual tópico pesquisar.Deve ser o nome do comando,chamada do sistema,biblioteca,etc.

Ou simplesmente:

man -k + palavra chave
(não se esqueça que sua palavra chave tem de estar em inglês ) Faz uma pesquisa com base na palavra chave que foi digitada listando comandos que possuam esta descrição.Exemplo:

~$ man -k copy
bcopy (3) - copy byte sequence
btcopyannounce (1) - copy torrent announce information to other torrents
copysign (3) - copy sign of a number
copysignf (3) - copy sign of a number
copysignl (3) - copy sign of a number
cp (1) - copy files and directories
.....

Uma diferença básica se faz necessária ao utilizar o termo man,porque existe o comando man e o utilitário man,o comando apresenta as páginas de manual,entretanto man é também o utilitário de documenmtação padrão.
Depois de encontrar o tópico selecionado o programa aceita comandos diretamente.Alguns são:
  • -h Mostra a ajuda
  • q Sai do man
  • [N]e Avança uma linha ou N linhas
  • [N]y Volta uma linha ou N linhas
  • f Avança uma tela
  • b Volta uma tela
  • /texto Pesquisa um texto no texto apresentado pelo man
  • Mostra a pŕoxima linha
  • Mostra a pŕoxima página

Um comando muito útil que se pode utilizar no shell para obter informações é tembém o apropos

Sintaxe : apropos comando

Pesquisa um banco de dados que tem a descrição do comando desejado.Útil quando se deseja executar alguma tarefa e não se sabe o nome do comando.
Para descobrir por exemplo qual o compilador está instalado bastaria digitar:

$ apropos compiler
c++ (1) - GNU project C and C++ compiler
c89 (1) - ANSI (1989) C compiler
c89-gcc (1) - ANSI (1989) C compiler
c99 (1) - ANSI (1999) C compiler
c99-gcc (1) - ANSI (1999) C compiler
cc (1) - GNU project C and C++ compiler
ccmakedep (1x) - create dependencies in makefiles using a C compiler
g++ (1) - GNU project C and C++ compiler
g++-4.1 (1) - GNU project C and C++ compiler
gcc (1) - GNU project C and C++ compiler
gcc-4.1 (1) - GNU project C and C++ compiler
i486-linux-gnu-g++ (1) - GNU project C and C++ compiler
i486-linux-gnu-g++-4.1 (1) - GNU project C and C++ compiler
i486-linux-gnu-gcc (1) - GNU project C and C++ compiler
i486-linux-gnu-gcc-4.1 (1) - GNU project C and C++ compiler
.......

Depois de obtaer a informação bastaria:

man gcc

Como nem tudo são flores,caso apareça a seguinte mensagem:

~$ apropos compiler
apropos : file /usr/local/main/whatis not found
Create the whatis database using the catman -w comand

Isto significa que o tal banco de dados ainda não foi criado e a mensagem está te dizendo para fazer isso e te fornece inclusive qual o comando para criar o banco de dados que o apropos vai utilizar.Então para construir o banco de dados basta digitar:
~$ catman -w

Depois de criado o banco de dados o comando apropos ou man -k estará disponível.

Outro comando disponível para ajuda é o whatis.A diferença dele para o apropos é que o whatis obtém uma breve descrição do comando:

Sintaxe: whatis comando

~$ whatis chmod
chmod (1) - change file access permissions
chmod (2) - change permissions of a file

Com apropos

~$ apropos chmod
chmod (1) - change file access permissions
chmod (2) - change permissions of a file
fchmod (2) - change permissions of a file
fchmodat (2) - change permissions of a file relative to a directory file descriptor

Algumas teclas de atalho úteis do shell:

  • Ctrl+A = Move o cursor para o inicio da linha;
  • Ctrl+E = Move o cursor para o fim da linha;
  • Ctrl+U = Apaga o que estiver a esquerda do cursor;
  • Ctrl+K = Apaga o que estiver a direita do cursor;
  • Ctrl+L = Limpa a tela e mantém o texto que estiver sendo digitado.
  • Ctrl+f = Avança o cursor um caracter
  • Ctrl+b = Volta o cursor um caracter
  • Ctrl+d = Deleta o caracter sob o cursor
  • Ctrl+h = Deleta o caracter antes do cursor
  • ESC-f = Avança o cursor até o final de uma palavra
  • ESC-b = Volta o cursor até o início de uma palavra
  • ESC-d = Deleta a partir do cursor (inclusive) até o final da palavra
  • ESC-C+h = Deleta a partir do cursor até o início da palavra
  • ESC-\ = Deleta espaços em branco antes e depois do cursor
  • ESC-[TAB] = Idem ao anterior, porém procura apenas os comandos que estão no histórico
  • ESC-/ = Tenta completar procurando apenas no diretório corrente
  • Ctrl+x-/ = Lista todas as possibilidades de completar o texto que precedeu o comando
  • ESC-~ = Tenta completar procurando no passwd pelo nome do usuário
  • Ctrl+x-~ = Lista todos os usuários que podem ser completados
  • ESC-u = Passa para maiúsculo desde a posição do cursor até o final da palavra
  • ESC-l = Passa para minúsculo desde a posição do cursor até o final da palavra
  • ESC-c = Passa para maiúsculo apenas a letra sob o cursor e muda para minúscula a partir do caracter seguinte até o final da palavra.
  • [Ctrl+x][Ctrl+e] =Edita a linha corrente usando o programa setado em $EDITOR executando o comando assim que finalizar o mesmo.
  • [Ctrl+x][Ctrl+v] = Mostra a versão do shell
  • TAB = Autocompletar - se for pressionada logo após alumas letras, ele tentará completar o comando procurando por programas executáveis. A ordem e os locais de procura são tirados do $PATH
Com estas dicas já temos condições de fuçar bastante nas man pages e ir testando os comandos. Entretanto vocẽ pode também adquirir algum livro ou baixar o Guia focalinux,o guia é grátis,os livros lógicamente não,mas comprando-os nós estaremos contribuíndo com os autores que se esforçam para disponibilizar material de qualidade,dê preferêrencia aos escritores Brasileiros sempre que possível.Espero que tenha contribuído,ainda que pouco,para seu estudo pessoal.Sucesso. :)

Bibliografia:

  • Programação Shell Linux – 5ª edição – Julio Neves
  • Certificação Linux – Uirá Ribeiro
  • Linux Modo Texto Para Profissionais – Moisés pereira Alves
  • Linux para profissionais – Do Básico à Conexão de Redes – George L. jamil &Bernardo A. Gouvêa
  • Guia Foca Linux – Gleidysom mazioli da Silva
  • Comandos do Linux – Guia de Consulta Rápida - Roberto G. A. Veiga
  • Atalhos de teclado no Bash - Rodrigo Zarth - http://br-linux.org/tutoriais/002229.html

16 de nov. de 2006

Recuperando grub/lilo danificado

Recuperando grub/lilo danificado

Existem muitos relatos de usuários que perdem o acesso ao seu sistema linux por diversos motivos,a maioria geralmente é porque precisou reinstalar o windows e como ele tem um comportamente ant-social,simplesmente sobrescreve a MBR e não dá a mínima para qualquer outro S.O,aliás se a pessoa não estiver atenta o windows vai apagar todo seu HD e se instalar sozinho lá.
As vezes acontece também,comigo aconteceu por distração mesmo,do usuário instalar uma versão ou distribuíção nova que saiu naquela partição de teste que tem reservado no HD e na hora de configurar o grub ou lilo simplesmente esqueçe de colocar ele no início da partição raiz e não na MBR,afinal é uma partição de teste,portanto o S.O aí instalado não deve ter seu lilo/grub gerenciando o boot,mas sim seu sistema default é deve ter o lilo/grub na MBR,e logicamente penso que você deseja que as coisas fiquem assim,do contrário caso haja alguma falha não adianta chorar.
Esta dica é simples de ser executada,e o material necessário será apenas um linux qualquer que seja live-CD,recomendo o Ubuntu ou Kurumin,por estarem em português,mas pode ser qualquer outro.
Abaixo vai o passo-a-passo:

1 – Boot pelo live-CD que vocẽ escolheu. (penso que sua Bios já está configurada para isso)

2 – Monte a partição onde o sistema principal está instalado ,Penso que você sabe fazer isso,então,como root,no ubuntu ou kurumin é só digitar no terminal os comandos correspondentes ,mas de qualquer forma mais abaixo tem como fazer.

3 – Caso apareça uma mansagem dizendo que não existe ponto de montagem,é só criar um #mkdir /mnt/hdxy onde x é o hd master ou slave e y a partição 1,2,3 etc.Se não aparecer mensagem alguma e a partição for montada normalmente,prossiga.

4 – Para montar a partição,por exemplo : # mount -t reiserfs /dev/hdb3 /mnt/hdb3 ( mount é o comando, -t é a opção para especificar o sistema de arquivos que neste exemplo é reiserfs,poderia ser ext2,ext3,vfat, /dev/hdb3 é o dispositivo, /mnt/hdb3 é o ponto de montagem

5 – Agora precisamos usar o chroot,continuando com nosso exemplo,é só digitar:

# chroot /mnt/hdb3

6 - Pronto,agora você tem um prompt de comandos do seu sistema principal instalado,onde você tem a possibilidade de recuperar o sistema.Muitas coisas podem ser feitas,mas o objetivo aqui é apenas reparar sua MBR.Para isso digite:

# vi /etc/lilo.conf (para editar seu lilo,vocẽ pode usar outro editor de texto) OU

# vi /boot/grub/menu.lst (para editar seu grub)

7 - As opções acima somente serão necessárias caso precise alterar alguma coisa nos referidos arquivos,se você tem certeza que seu grub/lilo esta correto,é mais fácil ainda,pois não precisa sequer abri-los,basta digitar como root,para o lilo :

# lilo

8 - Para o grub são 2 comandos :

#update-grub

E depois

#grub-install /dev/hda ( ou hdb,hdc,hdd dependendo do disco e da partição )

Espera-se que estas opções recupere sua MBR e você possa voltar a acessar seu sistema principal.
Existem outros métodos preventivos para evitar este tipo de transtorno,como criar o bom,barato,eficiente,fácil de usar e velho disquete de boot.Mas isso é para outro artigo.

Referência :

Linux entendendo o sistema – guia prático – Carlos Morimoto

Linux ferramentas técnicas – guai prático – Carlos Morimoto

Comandos do Linux – guia de consulta rápida – Roberto G. A. Veiga

Certificação linux – Uirá Ribeiro

Google